02 agosto 2012

Orfãos da pátria



Disputar uma Olimpíada é o ponto máximo na carreira de um atleta, a realização de um sonho poder levar ao pódio a bandeira de seu País e exibi-lá com orgulho é uma das motivações desses esportistas. Mas existem casos curiosos de atletas que estão participando dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, de maneira avulsa, ou seja, sem representar nação alguma.

Como é o caso de quatro atletas, Guor Marial (atletismo) Sudão do Sul, Reginald de Windt (judô), Phililipine Van Aanholt (vela) e Liemartin Bonevacia (atletismo) todos ex-Antilhas, que desfilaram sozinhos na cerimônia de abertura. O caso de Windt é emblemático, o judoca que é de Curação, localizado nas Antilhas Holandesas, vinha disputando normalmente as competições, tendo inclusive participado de Pequim 2008, defendendo as cores de seu país que era reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

O problema é que o arquipélago das Antilhas voltou a ser território holandês em junho de 2011, fazendo com que o COI o tirasse da lista de países filiados. Restava a opção de competir pela Holanda, mas devido a força do País no esporte ele refugou a opção.  

Já a situação de Guor Marial é extrema, além de seu país de origem não ser reconhecido pelo Comitê, o atleta do Sudão do Sul, não possui passaporte de nenhuma nação, embora tenha o green card dos Estados Unidos, que o torna residente permanente americano, não um cidadão. Desta forma, o maratonista correrá em busca da conquista pessoal, já que não poderá representar nenhum País. 

28 junho 2012

Enfim chegou a hora?



Depois de quase 102 anos de história, finalmente o Corinthians está pronto e só mesmo por falhas individuais não levará o caneco da Taça Libertadores. A equipe de Tite joga um futebol extremamente competitivo, com a defesa fechada a sete chaves e um contra ataque mortal.

Até a arbitragem da competição sul americana, tão contestada ao longo da história por sempre favorecer o time da casa foi tranquila, sem interferir no resultado. A tradicional catimba argentina quase não foi notada.  

Falar sobre a defesa é bater na mesma tecla, Castán está jogando em nível de seleção, Chicão dá chutão para tudo quanto é lado, Alessandro e Fábio Santos quase não passam do meio de campo, Ralf marca até a sombra do time adversário e Paulinho faz tudo.

Do meio para frente, Zidanilo não brilhou como antes e quase não foi notado, mas é importante, Alex fez uma grande partida, Jorge Henrique saiu lesionado para a entrada de Liedson, que mostrou que realmente a aposentadoria está muito próxima, se arrastando em campo.

E Emerson Sheik que a meu ver não passava de um jogador mediano, provou o contrário, joga muita bola, sendo o responsável pelo possível título ao eliminar o Santos com aquele gol fantástico na Vila Belmiro e por entortar a defesa xeneize e dar um passe magistral para Romarinho empatar o jogo.

Já o Boca Juniors de hoje não lembra nem o espectro de outrora, não passa de um time raçudo, que vive de lampejos de seus jogadores mais habilidosos como Erviti, Riquelme e Mouche, mas que nada lembra a seleção que ficou conhecida como o ‘’Destruidor de brasileiros’’ que tinha Schelotto, Tevez, Delgado, Battaglia, Palermo, Samuel e o goleiraço Óscar Córdoba, comandados pelo lendário Carlos Bianchi.

Embora o Boca não tenha dominado a partida, teve bons momentos, como na bela jogada de Riquelme que Mouche finalizou fraco, o inacreditável tento perdido por Cvitanich aos 45 do segundo tempo e pelo não domínio da bola em uma jogada simples de Santiago ‘El Tanque’ Silva que iria deixá-lo de cara com Cássio. Mas podemos dizer que isso seria sorte de campeão?

Não, porque se bobear o lance mais perigoso do jogo foi o tirambaço de Paulinho logo no início, que obrigou Orión a buscar a bola no seu ângulo esquerdo. No mais, o time manteve a excelente troca de passes, a forte marcação e sua calma costumeira, só não saiu com um resultado melhor porque sentiu a pressão de jogar no caldeirão da Bombonera e pelas circunstâncias da partida.

Meu palpite um empate com gols (1x1, 2x2) no Pacaembu muito mais por conta do nervosismo alvinegro do que pela qualidade argentina. Se fosse para os pênaltis, em 2000 e 2003 isso serviria como alívio para os secadores por causa do ‘’senhor pegador de pênaltis’’ Cordoba, mas hoje, Orión não passa segurança nem no tempo regulamentar, o que dirá em uma decisão assim. Do lado alvinegro, o gigante Cássio que já disse anteriormente que é bom pegador deve fazer seu nome e carimbar seu nome na história.

Muitos irão dizer que Boca é Boca, é imprevisível, que eliminou o Fluminense, Palmeiras, Santos, Grêmio aqui, concordo, mas esse time atual é um dos mais fracos em muitos anos, o mais fraco que já vi jogar, que quase foi rebaixado junto com o River no ano passado, não tem brilho nenhum.  

E se o Corinthians eventualmente conquistar o título e mantiver sua base tem grandes chances de abocanhar de quebra o título mundial, porque convenhamos o Chelsea não mete medo em ninguém, principalmente agora sem Didier Drogba.

20 junho 2012

Corinthians e Santos: quem vai à final da Libertadores?



Por Romulo Venoso

É hoje, o tão aguardado confronto que irá definir o representante brasileiro na final da Taça Libertadores 2012. Na primeira partida, o Corinthians conseguiu uma ótima vitória sobre o Santos na Vila Belmiro. Desde as quartas de final quando enfrentou o Vasco, o técnico Tite optou por uma variação tática, exercendo uma marcação por zona, diferente do que dizem, a equipe faz uma marcação com uma linha de quatro e duas linhas de três.

Na Vila, a linha de quatro foi composta por Alessandro, Chicão, Castán e Fábio Santos; a primeira linha de três era formada por Ralf, Alex e Paulinho, e por fim Jorge Henrique, Danilo e Emerson Sheik encerravam a linha mais avançada. Todos atrás da linha da bola, fechando os espaços do campo, sem dar chance ao time da baixada.

O Corinthians valorizou a posse de bola, porém, abusou da velocidade de seus jogadores pelas laterais do campo, sendo mais efetivo do que o Santos com a bola no pé, fechando melhor os espaços sem a bola. Isso sem falar no empenho tático dos jogadores do Parque São Jorge que conseguiram manter este esquema durante os 90 minutos.

Já o Santos teve muita dificuldade de produzir com a bola no pé, embora tinha a posse de bola, não conseguia encontrar espaço para seus jogadores criarem alguma situação de perigo contra o oponente. Taticamente o Santos foi o mesmo de sempre com seu 4-4-2 sem novidades, nem variações estratégicas em campo, o que facilitou a marcação corintiana, que se preparou para este tipo de jogo.

Sem nenhuma surpresa, o Santos foi anulado. Existiu uma tentativa do técnico Muricy ao colocar Borges no lugar de Elano, dando assim maior liberdade para Arouca, e conseqüentemente, aumentando o poder de finalização com dois jogadores de área – Kardek e Borges, com Neymar livre para criar, mas de nada adiantou. O Santos até agrediu, mas parou na boa atuação de Cássio, que fez três grandes defesas, além das ótimas saídas de gol, tirando assim qualquer chance do alvinegro praiano nas bolas aéreas.

O Santos teve maior posse de bola, mas não tinha espaço para converter em gols essa vantagem. A equipe foi paciente quando tinha a bola, mas o Corinthians não alterava sua marcação com a troca de passes do time da casa. Teoricamente, o Santos fez tudo certo. O time colocou em prática tudo o que aprendeu com a derrota contra o Barcelona no Mundial, mas não encontrou espaços na primeira partida.

Acredito que seja tolice querer montar um time como o Barcelona ou a Seleção da Espanha, pois são times que têm um elenco com condições de jogar daquela forma. Não dá para pensar que o Santos teria a mesma eficiência que os catalães, jogando com o mesmo esquema tático, pois os jogadores têm características muito diferentes.

Podemos usar como exemplo, o Ganso: um excepcional jogador que, no entanto, não conseguiria jogar no esquema tático do Barcelona, já que é lento na marcação e na recomposição tática. No Barça, provavelmente, não conseguiria fazer a marcação sob pressão, feita por todos os jogadores da equipe, o que destruiria a marcação e daria espaço para o adversário. 

Já o Corinthians tem algo em comum com o Barcelona. Não jogou essa última partida contra o Santos com um centroavante fixo na área, mas também não deixou de fazer a marcação no meio campo, atrás da linha da bola, como de costume, fazendo marcação em zona de modo muito eficiente, conseguindo anular Neymar, sem que fosse necessária uma marcação especial (que é a maior burrice!).

Acredito que para se montar um time eficiente taticamente não se deve copiar o esquema tático de outra equipe, pois aquele esquema funciona com jogadores de características específicas. Por esse motivo gosto do esquema tático de Tite: ele montou um esquema para o time, respeitando as características de seus jogadores e adequando esse esquema, quando necessário, ao adversário.

Enquanto que Muricy montou o Santos privilegiando o maior nome do futebol brasileiro na atualidade, Neymar. Não que ele esteja errado, está certo, afinal é um jogador decisivo e tem resolvido o problema do Santos na maioria das partidas. O único problema é que quando ele não consegue jogar o que todos esperam, por vários motivos (no caso da primeira partida, foi a boa marcação do time adversário), o resultado é frustrante.


Ainda assim, com o talento que tem Neymar, é possível que ele possa resolva o caso nesta noite, pois só existe uma coisa que acaba com qualquer esquema tático – é o drible! No caso do Corinthians, com sua marcação por zona, significa pensar que se um jogador é deslocado de seu setor, outro necessariamente tem de cobri-lo, abrindo, desse modo, espaço para o adversário.

Bom, o que podemos esperar, portanto, é uma ótima partida. Acredito que o Corinthians tenha mais chances pela vantagem adquirida fora de casa e por seu comportamento tático em campo, até porque o Santos terá que se expor mais, dando ainda mais chance para alvinegro paulista

usar os contra-ataques.

Muricy deu uma declaração dizendo que a ausência do Sheik era um desfalque importante para o Corinthians, mas não concordo com o treinador. Tite tem peças de reposição que podem exercer a mesma função do atacante, mantendo o mesmo nível (Wiliam ou Liedson) e, por isso, acredito que essa alteração não vá mudar em nada o estilo de jogo da equipe.

Agora é só aguardar para ver qual vai ser o resultado.         

21 maio 2012

NOVA ORDEM MUNDIAL


A espera foi longa, mas enfim o Chelsea conseguiu escrever seu nome no Hall dos grandes times da história do futebol ao conquistar o tão cobiçado troféu da Uefa Champions League. O time do bilionário russo Roman Abramovich acabou com a virgindade em competições européias ao vencer nos pênaltis o Bayern de Munique, em pleno território adversário.

Com o triunfo, os londrinos, que há 9 anos foram adquiridos pelo magnata, podem ter sacramentado uma nova fase no futebol mundial e seus petrodólares, levando os empresários ao êxtase e os clubes formadores de jogadores ao desespero.

Durante a semana o clima entre os times esquentou quando o Presidente do conselho do Bayern de Munique, Uli Honnes afirmou: ‘’Fico furioso toda semana quando vou colocar gasolina em meu carro. A máfia do petróleo tira dinheiro do meu bolso e investe em jogadores.’’

E após duras batalhas contra Barcelona e Real Madrid, as equipes foram a campo recheados de desfalques. Do lado do Chelsea as ausências foram em diversos setores da equipe (Raul Meireles, Ramires, Terry e Ivanovic), enquanto que os bávaros sofriam com baixas centralizadas no setor defensivo (Badstuber, Alaba e Luiz Gustavo)

Os técnicos não inventaram e fizeram as mexidas mais esperadas. Pelo lado azul, Di Matteo promoveu a entrada de David Luiz e Bosingwa para completar a retranca, com Kalou e Bertand completando os 11 titulares.

Pelos vermelhos, Jupp Heynckes lançou  o volante Tymoschchuk na zaga, Contento na lateral e Kroos no meio. Em minha opinião, colocaria o brasuca Rafinha na lateral direita, deslocando Lahm para a esquerda, ao invés de colocar Contento que é muito marcador. 

O jogo foi um massacre alemão, principalmente na segunda etapa, um jogo de um time só, os Blues raramente chegavam ao ataque. Drogba estava completamente sozinho no ataque.

As ausências de Ramires e Meireles foram muito sentidas no meio, já que Kalou e Bertrand são muito fracos e não produziram nada de efetivo.

Na zaga, Bosingwa e David Luiz fizeram o feijão com arroz, embora o brasileiro tenha butinado um bocado durante a partida. Mas os destaques vinham sendo Peter Cech, uma muralha e o zagueiro Cahill, que neutraliza a tudo e a todos que chegavam próximo da área londrina.

Embora tenha dominado por completo a partida, o Bayern foi contido com certa tranqüilidade pelo ferrolho montado pelo técnico Di Matteo. A equipe bávara já estava manjada, tendo em vista, que baseia quase todas suas jogadas em Ribery e Robben que normalmente resolvem na base da técnica e velocidade.

O jogo foi sonolento, chegando a ser chato em alguns momentos, embora tenha melhorado um pouco nos instantes finais da partida. Era inevitável sonhar com uma final entre catalães e merengues.

Grande parte desses momentos de emoção foram proporcionados por Mário Gomes, o Super Mário, que levantava a torcida ao desfilar toda sua ‘’categoria’’ em campo. O jogador se mostrou um brucutu dos grandes, sem técnica alguma, com dificuldades extremas ao dominar as bolas, além de sua peculiar lentidão, mas o seu faro apurado de matador não estava em dia, rifando diversas oportunidades.  

A incompetência bávara para marcar um gol assustava, até que aos 38 da segunda etapa, eles conseguiram estufar as redes com Muller, aproveitando cruzamento e abrindo o placar em um tento um tanto quanto estranho, levando a crer que Cech tenha falhado, já que parecia ser uma bola defensável.

Com o gol, a torcida local veio a baixo, já que faltavam poucos minutos para acabar a partida e não havia apreensão com o adversário que não assustava em nada. Até que o ditado ‘’quem não faz toma’’ demorou a chegar, mas chegou com juros e correção. O atacante Drogba aos 43, finalizou com uma senhora cabeçada o único escanteio e chance da equipe.

Com a ducha de água fria, os alemães foram para a prorrogação mantendo o domínio predominante durante a partida. Até que Ribery cai na área, gerando um pênalti contestável, no meu caso não daria, mas depende da interpretação. O curioso quem fez foi Drogba, o mais aguerrido e esforçado jogador dos Blues. Na cobrança Robben bateu mal e Cech com muita frieza deu continuidade ao sonho dos londrinos. 

Totalmente abalado psicologicamente pelo gol tomado no fim e pelo pênalti perdido na prorrogação, o Bayern foi para a cobrança de pênaltis. Cech, o melhor goleiro do mundo atualmente, defendeu as cobranças de Olic e Schweinsteiger e sacramentou o destino da taça: Londres. 

Méritos para o batalhão azul que nos últimos 3 jogos foi massacrado impiedosamente, mas resistiu e conseguiu sair com a vitória. Aplausos para o interino Di Matteo que soube se fechar com os jogadores e levou um time desacreditado a um título que parecia improvável, caso estivesse com o ‘rebelde’ Villas Boas.

Agora resta sabermos quem será o adversário do Chelsea na final do Mundial, mas uma coisa já sabemos terão muito trabalho para marcar um gol.

27 março 2012

Com público cada vez menor, clube da Série B italiana apela para ''arquibancada virtual''

Essa matéria é antiga, voltei alguns anos em meu acervo, mais precisamente à 2010 para relembrar o quanto os dirigentes podem ser criativos na hora de vender seu peixe em rede nacional. Dê uma olhada na foto e veja se não há alguma coisa estranha? A torcida parece um pouco apertada, não é.

O Triestina, clube italiano que disputava (e ainda disputa) a Série B do Cálcio, vinha sofrendo com a baixa adesão de seu público nos jogos do Campeonato Nacional. Seu estádio Nereo Rocco com capacidade para 32.454 lugares, só recebia em média 10% de sua capacidade, permanecendo quase sempre vazio.

Foi quando a diretoria resolveu colocar em prática uma tática ousada e no mínimo, inusitada, para atrair mais atenção para o time e seus fãs. Eles imprimiram um painel gigante com fotos de torcedores e o colocaram por cima das cadeiras. O visual fica parecido com as arquibancadas de videogame, com todo mundo achatado vendo o jogo, dando a falsa impressão de casa cheia.

A ‘decoração’ foi utilizada na vitória sobre o Pescara por 1x0 realizado no dia 5 de setembro do mesmo ano. A 'arquibancada virtual' foi colocada estrategicamente em frente às câmeras.

Embora tenham apelado para esse artifício, a média de público até que não era das piores, no Brasil, por exemplo, o São Caetano registrou nas primeiras quatro partidas da Série B do ano passado, uma média de inacreditáveis 440 pessoas por jogo, algo que ao longo do Campeonato não mudou muito.

Mas recorde, o inacreditável, ocorreu mesmo no jogo entre São José e Foz do Iguaçu válido pelo Campeonato Paranaense da Segunda Divisão, o público presente foi...... ZERO. Ninguém se arriscou a enfrentar um frio de 5°C somado a chuva que caiu na região metropolitana de Curitiba. O curioso é que o São José bateu o próprio recorde que tinha sido registrado contra a Portuguesa Londrinense que contou com TRÊS fanáticos.

Falando no clube do ABC, a estratégia poderia ser utilizada de maneira recorrente já que eles desconhecem as palavras ‘’casa cheia’’, jogando sempre as moscas, a exceção quando enfrenta um time mais conhecido. Sem mencionar que a maioria dos membros de sua torcida Bengala Azul possui mais idade que muitos clubes brasileiros.

22 março 2012

Ataque cheio, cozinha vazia

Procura-se jogador veloz, que ataque e defenda na mesma intensidade, saiba cruzar e se possível que marque alguns golzinhos, assim como jogador alto, que tenha noção de posicionamento, tenha um bom desarme, antecipação e jogo aéreo, se tiver habilidade será diferenciado para atuar como lateral e zagueiro, respectivamente. Se você preenche esses requisitos procure uma categoria de base no Brasil, pois meu amigo você será quase uma miragem para eles.

Uma pergunta que muitas pessoas fazem é como o Brasil consegue revelar tantos jogadores se o investimento é deficitário e mal planejado? Várias são as teorias: ‘dom natural dos jogadores’, agentes e olheiros atuantes. Ainda que com esses problemas conseguimos ter nomes como Neymar, Lucas, Damião, Dedé e Oscar.

Mas mesmo assim um fenômeno tem chamado a atenção, nunca estivemos com uma safra tão pobre e escassa de zagueiros e laterais. Será que falta mão de obra especializada ou falta comunicação entre quem comanda as categorias de base dos clubes e dirigentes do departamento profissional que deveriam solicitar tal demanda, a famosa lei da oferta e da demanda.

Depois de Cafu e Roberto Carlos, por exemplo, a Seleção Brasileira nunca mais conseguiu encontrar dois laterais que fossem tão dominantes e seguros em sua posição, assim como em nossos clubes, que também não conseguem se acertar (o Santos teve que buscar o uruguaio Fucile para suprir a saída de Danilo).

Atualmente, alguns jogadores têm conseguido certo destaque como Cicinho do Palmeiras (que não é uma revelação, pois já rodou um bocado), Fágner do Vasco (tem idade olímpica e na minha opinião um dos que tem mais potencial), Cortez do São Paulo (era conhecido como Bruno Negão e era atacante no começo da carreira, até se firmar na lateral), mas, que não inspiram confiança, por exemplo, com a camisa amarela numa Copa do Mundo!

Embora tenha feito uma temporada regular no ano passado, não há discussão que o melhor lateral-direito no Brasil há tempos é Leonardo Moura do Flamengo, que completará em outubro 34 anos e já não serve para a Seleção. Logo, se há uma enorme falta de bons jogadores para essas posições, por que então não começar a formá-los desde lá de baixo?

Não adianta só termos bons meias ou atacantes, o futebol moderno mostra que é preciso saber marcar, apoiar e os laterais (ou alas como queiram), hoje são de suma importância, vide Dani Alves no Barcelona.

Enfim, será que nesse monstruoso universo de garotos que têm o sonho de um dia se tornarem jogadores, que lotam as escolinhas, as peneiras de centenas de clubes espalhados pelo Brasil, não é possível que todos eles queiram ser apenas meias e atacantes.

Ou será? É quase um fato que ninguém quer atuar como zagueiro e lateral, pois todos os garotos que surgem estão em busca de fama e dinheiro e convenhamos isso leva um pouco mais de tempo se você atua em posições dos chamados operários da bola. Os laterais ou alas, hoje em dia são fundamentais para quase todo esquema que se preze e até conseguem marcar seus golzinhos e aparecer com destaque. Mas o que todos querem é gol, passe para o companheiro e é isso que os jovens buscam, fama rápida, e isso vem para os jogadores que atuam na linha de frente.

Como não relacionar o sucesso repentino de jogadores como Abuda e Jô, por exemplo, que fizeram fama rapidamente pelos gols e por conta da idade e a demora para a consagração dos volantes Paulinho e Wellington, hoje peça chave, embora esteja machucado no São Paulo, que embora venham se destacando há tempos, somente hoje recebem o respeito que merecem. Parece que o pensamento arcaico que quem tem de jogar como zagueiro são os mais fracos tecnicamente, ainda prevalece. Até os goleiros tem seu momento de glória como uma defesa ou outra.

O futebol brasileiro está seguindo o caminho do Leste Europeu, afinal, é preciso investir cada vez mais nas categorias de base e não ficar comprando jogadores medianos por verdadeiras fábulas.

Destaco nesse texto o livro ‘’O Jogo da Minha Vida: Histórias e Reflexões de um Atleta’’ do zagueiro do Corinthians, Paulo André. Além de ser uma leitura obrigatória para quem gosta, nem digo muito, o mínimo de futebol, o livro narra as dificuldades encaradas pelos jovens ao ingressar nesse meio em que pouquíssimos se destacam e muitos ficam pelo caminho. Desde as exaustivas concentrações sob o ponto de vista dos atletas, a saída precoce de casa, as responsabilidades e todo o caminho das pedras em busca da glória como atleta e homem.

É interessante em um dos trechos a sagacidade e malícia que Paulo André utiliza para conseguir uma sobrevida em uma das peneiras promovida pelo São Paulo. Ao chegar ao Morumbi ele se senta em último na fila de jogadores que iriam participar do teste e nota que a quantidade de meias e atacantes é bem superior ao de zagueiros e ao ser perguntado sobre sua posição, instintivamente levado pelo instinto de sobrevivência responde zagueiro (embora nunca tenha atuado na posição, na época se destacava como meia-atacante) para dar prosseguimento ao seu sonho. O que às vezes parece faltar para alguns.

08 março 2012

Galvão Bueno afirma que a Copa da África do Sul foi sua penúltima

O narrador da TV Globo, Galvão Bueno, anunciou que a Copa da África do Sul foi a penúltima de sua carreira. Galvão pretende se aposentar após o Mundial de 2014, que será disputado no Brasil. Esse foi o décimo Mundial que ele narrou. Sua carreira em Copas do Mundo começou em 1974, na Copa da Alemanha, mas Galvão não gosta de contá-la por ter feito suas narrações do Brasil.

Após a vitória da Espanha na final da Copa do Mundo da África do Sul, Galvão estava visivelmente emocionado e relembrou os títulos brasileiros como os momentos mais emocionantes de todas os Mundiais que participou.

- A decepção da derrota para a Argentina em 90 foi muito forte, mas aquela final de 94, foi inesquecível. Aquela coisa maluca do Pelé puxando de um lado, o Arnaldo puxando do outro e a voz que já não vinha e gritava que acabou, que é tetra, uma coisa muito louca. O Pelé chutava minha canela para tentar consertar os chutes dos jogadores brasileiros, não dá para esquecer. E depois a volta por cima do meu querido amigo Ronaldo Fenômeno. Essas duas últimas Copas, deixa pra lá, passa régua – lembrou Galvão.

Algumas de suas frases célebres:

‘’O Duda tomou um cartão amarelo porque queria um vermelho’’

‘’... está mais ou menos tudo errado aqui...’’ durante o jogo entre Brasil x Peru.

‘’O Fluminense vem de uma sequência de duzentas vitórias, sem contar a última derrota para a LDU.’’

‘’A imagem que você acabou de ver aí foi de um fã da F-1, o grande tenor Plácido Iglesias!’’. Misturando as bolas entre o tenor Plácido Domingo com o cantor Julio Iglesias

‘’Olha a torcida da Espanha gritando: Olé!, Olé!, Olé!’’. Enquanto que a torcida da Holanda gritava Holland!, Holland! Holland!.

‘’Essa chuva de Interlagos foi parecida com a de Silverstone, ambas tinham água...’’

‘’A seleção brasileira prioriza o coletivo e a individualidade’’

‘’Da onde foi o cruzamento, pra fazer a volta por trás só se a bola tivesse um elástico’’ Arnaldo: ‘’Mas a bola saiu sim’’, Galvão bravo: ‘’Não é possível! A Física não permite!’’.

Mas não estaremos órfãos por muito tempo, Cléber Machado foi muito bem treinado:

‘’E agora o hino nacional do estado do Rio Grande do Sul’’

‘’Porque o mundo mudou. Porque hoje você espirra e você não ouve mais saúde do cara que ta do lado: O Mundo te deseja saúde ou não’’ Ao mestre com carinho.

‘’Há uma discussão muito pontual. A pontualidade faz parte, não tenha dúvida. Você não pode esquecer. É pontual... brinquei da crise aérea, houve uma crise aérea? Houve. A vida inteira? Não. Todo o tempo que o Brasil teve transporte aéreo houve crise? Não, mas houve uma? Houve. A discussão é pontual? É... mas não é! É estrutural’’. Me perdi no segundo é pontual.

29 fevereiro 2012

Jornal britânico utiliza fotos para ilustrar partida após proibição de fotos no estádio

Voltando um pouco no tempo, uma matéria bem interessante e marcante que aconteceu no ano de 2010 foi sobre o Southampton, clube inglês que na época disputava a Terceira Divisão local.

Uma briga envolvendo o time e a imprensa britânica roubou os holofotes na Europa. Tudo porque, os dirigentes restringiram o acesso dos fotógrafos ao interior do estádio St.Mary's em dias de jogos. Tal atitude obrigou o jornal ''The Herald Plymouth'' a usar a sua criatividade, ao invés de utilizar as fotos das partidas, o diário optou por fazer ilustrações em suas páginas, para tentar chamar a atenção para o problema.

Dessa forma, o jornal contratou o cartunista Chris Robinson para representar as fotos, como as da partida na qual o Plymouth Argyle venceu o Southampton por 1 a 0, no estádio St.Mary's. seus desenhos mostram Luke Summerfield fazendo o gol da vitória.

O Southampton queria obrigar os jornais a comprarem imagens oficiais, produzidas por uma empresa contratada. A Sociedade de Editores de Southampton descreveu a decisão como ''absolutamente ridícula''. Segundo argumento do clube, a medida era para proteger as receitas comerciais do clube derivadas da utilização de suas imagens. Para Bob Satchwell, da mesma sociedade, os jornais são os maiores divulgadores dos clubes.

- Isso é um absurdo. Os jornais sempre fizeram a cobertura. É uma relação que sempre agradou os dois lados. A cobertura também faz a publicidade para os clubes - disse na época.

13 fevereiro 2012

Fortunas perdidas

O discutido calendário do futebol brasileiro impede que os clubes lucrem alto em turnês pelo mundo, além de atrair mais torcedores, eventualmente, aumentando sua receita. Como consequencia, outros representantes das Américas ganharam espaço em torneios amistosos. Foi o que houve com Boca Juniors e River Plate da Argentina, LDU (EQU) e América (MÉX).

Com o início da era dos pontos corridos, em 2003, as viagens para tais competições que já eram difíceis, se tornaram inviáveis. Até então, o Brasileirão iniciava em agosto, o que permitia aos clubes enfrentar gigantes europeus em pré-temporada.

O Atlante, por exemplo, equipe mexicana de segundo escalão, faturou em 2009, 600 mil euros só por jogar a Copa da Paz, realizada na Espanha. O torneio reuniu 12 clubes de todo o mundo – entre eles Real Madrid e Juventus.

O Internacional foi uma das exceções. Em janeiro de 2008, disputou a Copa Dubai, nos Emirados Árabes. Ganhou do Stuttgart e Internazionale, faturando o caneco e US$ 1 milhão em premiação.

Para o especialista em marketing esportivo Fábio Wolff, da Wolff Sports and Marketing, a exposição internacional dos clubes chega a ser mais importante do que o valor recebido como premiação.

‘’É o que ocorre quando clubes europeus vão jogar na Ásia. Aumenta seus ganhos com franquias, lojas e produtos licenciados. Também estimula a compra de direitos de transmissão.’’

O resultado disso tudo é que clubes como LDU e Atlante acabam roubando esse espaço, que poderia ser dos brasileiros, e tem a chance de disputar torneios com o Real Madrid, por exemplo.

Mas há quem seja contra essa mudança. O ex-superintendente do São Paulo e agora vereador, Marco Aurélio Cunha, defende o calendário no quesito social. ‘’Sou contra. Como o jogador viajaria com seus filhos em Abril? Ou ainda a questão das férias dos jogadores, que seriam no inverno’’. Mas propõe uma saída alternativa, a criação de uma janela para viagens e excursões, dando uma pausa nas competições o que coincidiria com a pré-temporada dos clubes europeus.

Fonte: Jornal Lance!

09 novembro 2011

Um AVC pode torná-lo gay? Jogador de rugby diz que sim



É possível um dia acordar gay, mesmo que tendo sido toda a vida heterossexual? Um ex-jogador de rugby britânico garante que foi isso que lhe aconteceu, após ter tido um AVC (acidente vascular cerebral) num treino.


Aos 26 anos, Chris Birch tinha acabado de pedir a namorada em casamento, mas o acidente em setembro deu uma guinada em sua vida. Acordou no hospital se dizendo gay, largou a namorada, pediu demissão no trabalho como bancário e agora, dois meses depois, tem vida nova...como cabeleireiro.


O derrame que mudou a história de Chris aconteceu quando ele tentava impressionar os amigos na academia dando uma cambalhota. Quebrou o pescoço, foi levado ao hospital, e a namorada se surpreendeu ao ouvir dele a notícia.

- Eu acordei gay e ainda sou gay. Parece estranho, mas imediatamente me senti diferente. Não estava mais interessado em mulheres. Definitivamente, eu virei gay. Nunca me senti atraído por homens antes, e sequer tinha amigos gays. Mas não ligo para quem eu era antes, só preciso ser honesto com meus sentimentos – disse ao jornal “Daily Mail” o ex-jogador de rúgbi, que não quer mais saber do esporte e hoje namora um rapaz que conheceu numa boate.


Os amigos e a namorada, com quem antes do acidente, Chris Birch tencionava viver, ficaram surpreendidos com a mudança drástica na personalidade do jovem, especialmente no que diz respeito à sexualidade.


Antes do acidente, Birch diz que passava os fins-de-semana assistindo esportes na televisão e bebendo com os amigos. “Mas, de repente, passei a odiar tudo na minha vida antiga. Não me dava bem com os meus amigos, odiava esporte e achava o meu emprego no banco muito chato”, conta.


“Comecei a me preocupar mais com a minha aparência, pintei o cabelo e comecei a fazer exercício. Passei de um skinhead de 120 quilos para um homem bem cuidado de 70’’.

Chris Birch foi a um neurologista para perceber o que lhe aconteceu. O médico disse que as mudanças na personalidade poderiam ter ocorrido devido à abertura de uma parte diferente do cérebro. e deu-lhe como exemplo casos de pacientes que acordam de um AVC com sotaques diferentes do que tinham.

23 setembro 2010

O mundo de Neymar

Retirado: Globoesporte.com



08 julho 2010

A eliminação brasileira da Copa por Bruno Mazzeo

Embora seja um pouco defasado, a eliminação da seleção brasileira ainda rende muitos comentários. Como o assunto já foi incessantemente debatido nos programas esportivos resolvi colocar uma outra visão, mais divertida.




Confira na íntegra o texto ‘Viva o futebol brasileiro’ de Bruno Mazzeo sobre a eliminação brasileira na Copa do Mundo:

É hora daquele clichê, chato como todo clichê, mas verdadeiro como só, ou não seria um "clichê": há males que vêm para o bem. Acabou a Era Dunga. Por mais duro que seja, a eliminação precoce da seleção brasileira salvou o nosso futebol. A vitória da mediocridade pode trazer prejuízos seríssimos em qualquer segmento da vida, sobretudo na arte.E o futebol é uma delas. Apesar de achar que não precisaríamos passar por isso. O futebol brasileiro não tem lá tanto a aprender, não vem de uma seca absurda (como quando ganhou em 94), não precisa apanhar pra depois reagir, como Rocky Balboa. Nós já somos os maiores do mundo. Mas já que criaram essa situação... vamos focar no tal lado bom das coisas.

Vai que o Brasil passa pela Holanda. E vai indo, indo e acaba "fondo", como já disse o poeta. Dunga despejaria toda a sua TPM, um "vão ter que me engolir" da pior espécie que, pelo que eu nos conheço, acabaria sendo digerido. A mediocridade estaria consagrada. Felipe Melo seria um símbolo. Como Dunga em 90. A Era Felipe Melo estaria inaugurada. Ele poderia até virar técnico da seleção se o mundo não acabar em 2012. Coisa que não seria má ideia, caso isso realmente acontecesse.

Dunga não tinha o direito de fazer isso. De nos premiar com a mediocridade do seu pensamento. Felipe Melo é um horror? Sim, não é novidade para ninguém, o pior estrangeiro do Campeonato Italiano. Mas de quem é a culpa de ele estar ali? De quem o escala. Ou alguém acha que ele negaria a chance? "Não, seu Dunga, obrigado, mas acho que tem jogadores melhores que eu, vou ficar aqui na minha". Alguma surpresa? Felipe Melo continuou fazendo o que sempre fez, seja no Flamengo, seja na Europa. Descontrolado, bronco e arrogante, como mostrou desde o dia da convocação, num bate-boca idiota com o comentarista PVC, na ESPN. Acho que tem no YouTube.

Nosso comandante optou pela mediocridade. Ele tinha um menu com todos os pratos do mundo e escolheu comer jiló. Já falei aqui sobre Elano, um dos mais regulares, porém, um jogador mediano. Que, quando se machucou, abriu espaço para mais um jogador mais mediano ainda. Aí ficam jogando a responsabilidade toda em cima do pobre (maneira de dizer, tá?) Kaká, tipo "se vira aí pra dar talento a esse meio de campo" como se ele fosse Jesus, quando ele é apenas o Kaká, por mais que acredite Nele. É como colocar o Selton Mello pra fazer uma cena dramática com um figurante. A cena pode até ficar boa, mas se ele contracenar com o Wagner Moura pode render Oscar. Dunga podia ter Selton e Wagner no seu elenco, mas optou pelo Tiririca.

Em campo, nada de Brasil. O futebol brasileiro não é arrogante, por mais que seja superior. No genuíno futebol brasileiro o Robinho daria pedaladas em vez de esbravejar com os olhos esbugalhados. Até o Kaká falou palavrão, coisa antes inimaginável. Uma seleção de militares. No comando, não um capitão, mas um general. Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Ganso, nos porões da ditadura, proibidos de exercer sua arte. Um Romário da vida dificilmente teria sua chance com Dunga. A seleção ficou careta.

Se eu tivesse este espaço anos atrás, teria me perguntado sobre o porquê de Dunga ser o técnico da seleção, coisa que até agora ninguém me explicou. Nem nas crônicas esportivas, nem nas mesas do Baixo Gávea. A casa caiu, ele também, e eu continuo sem entender. Como continuo (e nesse caso agradeço) sem entender seus raciocínios, suas opções pela mediocridade. Mas agradeço por ele se despedir deixando menos vestígios do que a vitória poderia trazer. A Era Dunga já era.

Louvo a carreira de Dunga como jogador. Mesmo. Mas como treinador... Fora que não o perdoo por ter transformado a festinha que eu tinha na noite do jogo contra a Holanda num velório.

A maior constatação da Copa até agora é o quanto o Cristiano Ronaldo sente tesão nele mesmo.

05 julho 2010

Após o fiasco na Copa, presidente da Nigéria suspende as atividades da equipe para colocar ordem na casa


O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, tomou uma medida polêmica ao banir nesta quarta-feira a seleção de futebol do país pelos próximos dois anos de qualquer competição internacional por conta do fraco desempenho na Copa do Mundo da África do Sul.

“O presidente ordenou que a Nigéria abandone as competições internacionais por dois anos para permitir que o país coloque a casa em ordem", disse o porta-voz da presidência, Ima Niboro, durante encontro semanal com jornalistas.

De acordo com funcionários da Federação Nigeriana de Futebol, o desempenho da última seleção não está à altura do futebol dos Super Águias, portanto, um contrato de cinco anos pode ser oferecido ao treinador sueco Lars Lagerbäck para que ele possa montar uma equipe vencedora.

A FIFA, por sua vez, vai enviar uma carta à Associação de Futebol da Nigéria solicitando o cancelamento da proibição imposta pelo presidente Goodluck Jonathan.

Caso a decisão seja mantida, os nigerianos correm risco de serem punidos pela Fifa, uma vez que a entidade não permite intervenções políticas nas federações. A pena a ser imposta ao país gera impactos não só sobre a seleção masculina, mas também sobre o time feminino, os clubes e a federação.

Um membro do comitê executivo da Fifa, o nigeriano Amos Adamu, irá à Nigéria nesta segunda-feira para realizar negociações com as autoridades locais. A entidade máxima do futebol reforça que não reconhece o conselho de administração montado pelo governo para reorganizar o futebol da nação.

Eliminada na primeira fase, a Nigéria somou duas derrotas (1 a 0 para a Argentina e 2 a 1 para a Grécia) e um empate (em 2 a 2 com a Coréia do Sul) nesta Copa do Mundo. A equipe terminou na 27ª posição, à frente apenas de Argélia, França, Honduras, Camarões e Coréia do Norte.

Outras punições da FIFA

Iraque – Em novembro de 2009, o comitê olímpico do país dissolveu a diretoria da Associação Iraquiana de Futebol por conta de uma briga política entre xiitas e sunitas (ligados ao ex-ditador Saddam Hussein) pelo domínio do esporte. Em 2010, a FIFA suspendeu a punição ao futebol iraquiano.

El Salvador – A FIFA suspendeu a seleção das atividades internacionais durante um mês. A Comissão Normalizadora, cuja finalidade é a revisão administrativa na federação local, o estabelecimento de estatutos e a convocação da assembléia geral para escolha do novo diretório, foi declarada ilegal pelo governo nacional, o que foi considerado pela FIFA como ingerência.

Fonte: Lance.net

Os erros ocorridos pela falta de checagem nas matérias jornalísticas


Nos últimos dias foi veiculada pela imprensa uma informação extremamente leviana sobre uma suposta irregularidade no passaporte do meia Mesut Ozil, descendente de turcos, e um dos destaques da Copa, nascido em Gelsenkirchen, solo alemão.

A frase proferida pelo técnico holandês Guus Hiddink, da Turquia, foi distorcida e erroneamente interpretada pela mídia em tom de denúncia, levando a crer que o camisa 8 da Alemanha teria falsificado sua documentação para poder atuar por uma equipe nacional diferente.

"O passaporte alemão de Mesut Ozil é falso. O documento foi falsificado para permitir ao jogador representar a seleção alemã, mas ele não tem esse direito", publicam os jornais portugueses O Jogo e A Bola, os espanhóis Marca e As, o brasileiro Lance!, além do site da ESPN Brasil.

O que Hiddink disse na verdade foi: "Pena que Ozil escolheu o passaporte errado. Ele é um jogador moderno, que eu poderia utilizar na minha equipe. A Alemanha tem uma cultura totalmente diferente de jogo", declarou o técnico da Turquia para o site Sport Bild, lamentando que o meio (que tem dupla nacionalidade) tenha optado por defender os tricampeões.

O desencontro de informações coloca mais um parêntese na briga entre imprensa e treinadores na Copa do Mundo. O motivo desse desencontro se deve a falta de apuração feita pelos veículos de informação, que preferem dar um copie e cole em relação a uma matéria bombástica, ao invés de procurar informações sobre o caso, ouvir o acusado e não somente o acusador (que nesse caso, nem existe) deixando-se levar pela reputação de onde veio a informação. O único site a colocar a matéria corretamente foi o site da Gazeta Esportiva.Net, esclarecendo essa confusão.

Esse tipo de situação nos remete a uma das mais lamentáveis histórias de injustiça do jornalismo, o caso Escola Base, uma verdadeira lição de como não praticar um bom jornalismo.

Nele, um casal oriental que tomava conta de uma creche, foi injustamente acusado de abusar sexualmente das crianças que freqüentavam o local. O caso foi ganhando contornos mais absurdos a cada dia que passava, mostrando como a mídia tem poder de construir ou destruir pessoas.

Com o passar do tempo foi concluído que tudo não passava de um grande equívoco, mas o estrago já estava feito e a vida do casal e dos outros envolvidos já estava manchada para sempre, enquanto que os meios de comunicação se preocuparam apenas em divulgar uma nota lamentando o ocorrido.

A feracidade da imprensa em publicar qualquer tipo de declaração por mais absurda que seja, apenas para gerar polêmica, sem ao menos confrontá-la, retrata que ouvir somente um lado da história pode distorcer toda realidade.

Talvez esse seja um dos motivos de Dunga não gostar muito da imprensa.

02 julho 2010

Resumo das Oitavas de final parte 2

Brasil 3x0 Chile
Como era de se esperar o Brasil confirmou a freguesia chilena com uma vitória convincente. Perfeito taticamente, a equipe conseguiu anular as principais peças do esquema de Marcelo Bielsa: Beausejour, Sanchez, Suazo e González.

O que não deu para entender foi a saída de Valdivia e a não utilização de Matias Fernandez já recuperado de lesão, por parte de Bielsa desde o início do jogo. Sem sua zaga titular (Ponce e Medel) ficou complicado para o Chile que veio para cima e acabou levando os gols em contra-ataques.

Robinho e Fabuloso confirmaram sua sina de carrascos dos rojos ao deixarem suas marcas com Juan completando o placar.

Agora contra a Holanda será um jogo diferente, até porque os adversários são mais táticos e técnicos que os chilenos. Jogo aberto, com leve favoritismo brasileiro.

Holanda 2x1 Eslováquia
Os eslovacos foram longe demais, utilizaram tudo e mais um pouco para eliminar os italianos. O gol de Vittek no finalzinho decretou inúmeros erros nos bolões realizados pelas pessoas.

A Holanda se mostrou um time competitivo, com força na defesa e no ataque. Seus destaques são Sneijder, o cérebro da equipe, e Robben, o craque do time. Os outros são os carregadores de piano que auxiliam no bom andamento do jogo. Embora ostente uma grande invencibilidade, calcada em adversários meia boca, a equipe deve dar muito trabalho ao Brasil.

Argentina 3x1 México
O futebol ofensivo da Argentina vai dando resultado e com a incrível marca de quatro gols irregulares por jogo, a equipe vai se encorpando dentro da competição. Mas que não impediriam a vitória sobre os mexicanos. A entregada do zagueiro Osório foi a pá de cal na reação da equipe.

A instabilidade do sistema defensivo pode levar à equipe a ruína contra os alemães, já que quando confrontada contra adversários inferiores falhou. O goleiro Romero, que ainda não foi muito exigido, não inspira muita confiança. Mas a qualidade do meio para frente serve como desafogo nas horas difíceis. Messi, Tevez, Higuain tem conduzido a equipe.

Alemanha 4 x 1 Inglaterra
A campanha irregular do English Team na primeira fase acarretou como punição enfrentar os garotos da Alemanha. Com um início fulminante, a Alemanha saiu na frente com Klose e Podolski. Mas a Inglaterra esboçou um início de reação ao descontar com o zagueiro Upson. Quando Lampard fez o gol que seria do empate, anulado erradamente pelo fraco Jorge Larrionda, os britânicos dominavam as ações. Mas com esse duro golpe, a equipe se abalou e partiu com tudo para o ataque. E foi aí que o numeroso placar se instituiu com Müller, duas vezes.

O time todo é compacto, não tem ninguém muito fraco e ninguém que desequilibre, joga em harmonia e mostra muito entrosamento. Os garotos Ozil e Müller tem se destacado, além do ótimo Schweinsteiger.

Vale um agradecimento a Kevin Prince Boateng por ter tirado Ballack da Copa, porque com ele em campo, Ozil não teria grandes oportunidades e não se mostraria para o mundo. Além do mais, Ballack é apenas um bom jogador, com ele em campo a equipe ficaria mais pesada e nem jogaria o que está jogando.

Duelo equilibrado contra Argentina.

Resumo das Oitavas de final

Paraguai 0x0 Japão
Para os céticos um jogo para ser desprezado, para os fanáticos uma oportunidade para assistir duas seleções que tem conseguido surpreender nesta Copa. O resultado, o mais previsível possível, um empate insosso e sonolento para rivalizar com França e Uruguai como um dos piores jogos até aqui.


Os japoneses tinham a tática definida: sair para os contra-ataques em velocidade com Keisuke Honda e apostar na bola parada de Endo. A culpa pelo jogo feio fica por conta dos paraguaios que tinham melhores opções técnicas para arriscarem mais durante a partida, ao invés de se acomodarem e distribuírem chineladas nos franzinos japoneses.


Os números do jogo condizem com a partida. Foram 450 passes errados, quase quatro por minuto. Curiosamente, o único lance de perigo no jogo foi proporcionado pelo lateral japonês Komano, único a desperdiçar a cobrança de pênalti, ao acertar o travessão em chute de fora da área.
Pela primeira vez, os guaranis chegam as quartas de final, mas devem sucumbir perante a Espanha, embora façam jogo duro.
Esperamos que o Palmeiras tenha visto as cobranças de pênalti para ver se aprende a fazer o mesmo. E olha que ninguém se utilizou da bendita paradinha.

Espanha 1x0 Portugal
Mais uma vez Cristiano Ronaldo preteriu o coletivo em prol do individualismo e acabou dando no que deu. O gajo mais preocupado em cultuar seu narcisismo ao fazer caras e bocas durantes os jogos, para depois conferir o replay nos telões, não conseguiu ser o líder que a equipe precisava e com isso os lusitanos se despedem da Copa com um futebol feio, sem criatividade e que teve lampejos de bom futebol contra a pífia Coréia do Norte e nada mais.

A defesa que durante anos foi um problema parece ter se acertado com Bruno Alves e o carniceiro Ricardo Carvalho, aliados as grandes atuações do goleiro Eduardo e do lateral esquerdo Fábio Coentrão. O meio é muito marcador e pouco cerebral, já o ataque composto por Hugo Viana e Cristiano Ronaldo simplesmente não engrenou.

Vale destacar também a atitude lamentável de Cristiano ao cuspir em direção à câmera que o filmava, após a eliminação de sua equipe.

Os espanhóis vêm em uma crescente, embora não tenham feito uma grande partida. O sistema defensivo e o meio de campo formado por jogadores que marcam e jogam bem, são os pilares da equipe, além da ótima fase vivida pelo artilheiro David Villa, autor do gol da vitória e um dos artilheiros da Copa. A fase de Fernando Torres é cada vez pior, isso pode atrapalhar mais para frente. Passa pelo Paraguai, mas vai suar nas semifinais contra o vencedor de Argentina e Alemanha, mesmo que passe não deve ser campeã.

Gana 2x1 EUA
Uma coisa é certa, os ganenses batem muito. Coitados dos americanos que apanharam o jogo inteiro, até porque não conseguiam fazer frente ao físico invejável dos africanos.
Dessa vez, Donovan esteve apagado e com isso a equipe sentiu falta do seu principal jogador, mas a equipe lutou bravamente até a prorrogação quando não teve mais forças e sucumbiu.

Pelo lado de Gana, os destaques ficam por conta do rápido atacante Asamoah Gyan, que marcou o gol da vitória na prorrogação e tem se destacado na competição, e o goleiro Kingson fechando a meta africana. Embora não tenha um grande time, pode surpreender.


Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul
Vitória da equipe mais estruturada e com maior tarimba internacional. Fórlan, Lugano e Suarez são os líderes da equipe que vem surpreendendo, embora ainda não tenha enfrentado nenhum grande desafio. Contra o estilo de muita correria e peneira defensiva dos sul coreanos, a celeste foi mais compacta e mereceu a vitória. É favorita e deve vencer Gana, mas para por aí.

29 junho 2010

Copa do Mundo reúne diversas famílias em campo


A Copa do Mundo sempre lembrada por unir povos e países nunca esteve com um ambiente tão familiar, são pais, filhos, irmãos, primos, genros, sogros. Um grupo que conta com treinadores e jogadores; companheiros de equipe e até adversários.

É o caso dos meio-irmãos Jerome e Kevin Prince Boateng. Nascidos na capital alemã Berlim e filhos do mesmo pai ganês, eles seguiram caminhos parecidos, até Kevin aceitar o convite da seleção africana para disputar a Copa. No primeiro confronto entre os irmãos, embora tenham tido participação discreta, Jerome acabou levando a melhor, mas como ambas as seleções passaram de fase houve festa para os dois, que mal se falam desde que Jerome criticou Kevin pela violenta entrada que tirou do Mundial, o ídolo alemão, Michael Ballack.

Em relação a irmãos que defendem a mesma equipe, além de mais tranquilo, o número aumenta. São três exemplos: Yaya Touré (volante) e Kolo Touré (zagueiro) da Costa do Marfim, o meia Edgard Barreto e o goleiro Diego Barreto no Paraguai; além do trio hondurenho Wilson, Jhonny e Jerry Palacios.

A lista poderia ser maior, caso o treinador mexicano Javier Aguirre não tivesse cortado o meia Jonathan dos Santos, do Barcelona, que faria companhia ao irmão Giovani. Revoltando o pai deles, Zizinho, que, inclusive, chegou a afirmar que Jonathan nunca mais defenderia a seleção.
A tradição entre irmãos defendendo a mesma equipe vem desde a primeira partida da história das Copas, quando Manuel e Felipe Rosas estiveram em campo pelo México na derrota por 4 a 1 para a França, em Montevidéu. A lista inclui ainda os campeões mundiais Otmar e Fritz Walter (Alemanha, 1954) e Bobby e Jack Charlton (Inglaterra, 1966).

A Copa de 2010 conta com dois casos de uma relação familiar mais rara de acontecer: pais que convocam seus filhos para o Mundial. Os Weiss, da Eslováquia e nos Estados Unidos, o treinador Bob Bradley e seu filho e volante Michael.

A primeira vez que um pai convocou um filho para a Copa foi em 1966, quando o treinador uruguaio, Ondino Viera levou o filho Milton para o Mundial da Inglaterra. Depois se repetiu na seleção italiana em 1998, com o treinador Cesare e o capitão Paolo Maldini e na seleção croata, em 2006, com o técnico Zlatko e o meia-atacante Niko Kranjcar da Croácia.

Este é outro grupo que poderia ser ainda maior, caso o zagueiro sérvio Dusan Petkovic não tivesse abandonado a seleção de Sérvia e Montenegro, antes da Copa de 2006, para por fim às críticas e acusações de nepotismo ao seu pai, Ilija, então treinador da seleção.

Na África do Sul há ainda o caso dos primos camaroneses Rigobert e Alexanders Song e dos eslovenos Samir Handakovic e Jasmin Handakovic, ambos goleiros.

A principal novidade nas relações de parentesco da Copa de 2010 é a parceria sogro-genro. Na Holanda, o meia Mark van Bommel voltou à seleção quando o sogro Bert van Marwijk assumiu no lugar de Marco van Basten. Mas o caso mais famoso é o da Argentina. O atacante Sergio Aguero é casado com a filha do treinador Diego Maradona e pai do primeiro neto dele. Benjamin Aguero Maradona nasceu em março e já ajudou a fazer do futebol um assunto ainda mais familiar.
Retirado: Globoesporte.com

26 junho 2010

A eterna batalha entre Dunga e imprensa


A relação do técnico Dunga com a imprensa sempre foi turbulenta, mas atingiu seu ápice quando ele abandonou os gramados. O estopim aconteceu no domingo, na coletiva, após a partida contra a Costa do Marfim quando o técnico descarregou todo seu ódio contra os jornalistas, mais especificamente sobre Alex Escobar, da Sportv.

Enquanto acusava os jornalistas de terem pedido a saída de Luis Fabiano, o treinador notou que o comentarista virou a cabeça para os lados, num gesto de negação. O treinador interrompeu sua fala para indagá-lo se havia algum problema, com a negativa do comentarista proferiu um sorriso de ironia, que se transformou em xingamentos contra sua atitude.

Em represália, a Rede Globo, através de nota lida pelo repórter Tadeu Schmidt, condenou a atitude do treinador classificando como: ‘comportamento não compatível com a imagem de alguém tão vitorioso no esporte’ e ‘que a preocupação do jornalismo da Globo sempre foi levar a melhor informação a você, telespectador, independentemente de quem esteja no comando". Declarando de vez guerra ao treinador, que acabou com todos os privilégios da emissora, que detém bom relacionamento com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Nessa briga entre técnico e imprensa chega a ser demagogia, por parte de alguns jornalistas, afirmar que Dunga ofendeu o Brasil inteiro com esse tipo de atitude. Ele foi taxativo em relação à atitude de Alex Escobar, apenas isso.

Por parte da Globo houve excesso de corporativismo, fazendo um escarcéu por conta disso, dizendo que o técnico roubou os holofotes da vitória, mas ao valorizar esse fato, a imprensa fez o mesmo ao criar pano para manga dando ibope para os xingamentos.

Não sei o porquê da imprensa estar fazendo tanto caso com o mau humor de Dunga, afinal ele não mudou nada, é o mesmo ranzinza que assumiu a seleção. Na Copa passada, toda a imprensa, sem exceção, pedia um técnico que tivesse pulso firme, como ele, para que não ocorresse a bagunça anterior, e agora que tem o que pediu, reclama. Pois, se convoca errado é burro, se fecha o treino é ditador. Ás vezes tem se a impressão que jornalista ofendendo treinador é noticia, treinador da seleção ofendendo jornalista é crime internacional contra a liberdade de imprensa.

Não estou aqui para defender Dunga, até porque, o considero muito fraco, e seu constante mau humor chega a ser chato, assim como suas repostas sempre atravessadas e irônicas, seu senso crítico zero e, além de seu complexo de perseguição, mas os resultados falam por si só. O time pode não jogar um futebol vistoso, mas fora as Olimpíadas, ganhou tudo o que disputou, além de quebrar alguns tabus como ter vencido a Argentina e o Uruguai de maneira convincente, atuando fora de casa.

E, enquanto a imprensa diz que Dunga está contando os dias para gritar que é campeão e xingar toda a imprensa, ela mesma, embora não admita, está contando os dias para fazer o mesmo. Dunga realmente é rancoroso, mas quem não guarda mágoa quando é criticado incessantemente como ele? A imprensa marca os jogadores que se negam a dar quaisquer declarações ou que a critica, queimando-os. Rivaldo, por exemplo, era extremamente criticado pelo seu jeito quieto de ser.


O pedido de desculpas do treinador aos torcedores serve para aliviar a tensão que foi criada pelo caso, mas que não deve durar muito tempo. Só esperamos que os esses fatores extracampo não afetem o rendimento da equipe, assim como fez com a França, a dInglaterra e Camarões.

Fase de Grupos

Grupo A
México – Estreou mal, mas depois se recuperou no jogo contra os franceses e voltou a atuar mal contra os uruguaios. Não é um time rápido, mas conduz bem a bola. Tem bons jogadores como Vela e Giovanni dos Santos. Mas já deve parar nas oitavas.

Uruguai – Com um Forlan e Suarez inspirados, a Celeste Olímpica vem fazendo bonito após eliminatórias cambaleantes. Deve ir longe devido aos cruzamentos.

França – A equipe que já tinha estreado mal, entrou em parafuso completo com o motim promovido por Gallas, Ribery, Anelka e Evra que segundo especulações, teriam sido apoiados pelo craque Zidane, contra o treinador Raymond Domenech.
O treinador é conhecido por ser fanático por astrologia, ao não convocar jogadores do signo de escorpião, os julgando traiçoeiros (!!!), teve uma duro golpe de seu grupo.
Os quatro jogadores eram contra a manutenção de Govou (pelo futebol só pode) e de Gourcuff (por inveja, dizem) no time titular. O que se viu todo mundo já sabe, falta de comprometimento e caráter, demissões, Anelka xingando Domenech e sendo dispensado do grupo. Mesmo com essa zona toda, a equipe foi para a última partida com chances de passar, mas com extrema má vontade e desinteresse acabaram sucumbindo para os anfitriões.

África do Sul – Embora tenha entrado para a história como o primeiro anfitrião à não se classificar para segunda fase, os Bafana Bafana surpreenderam. Com um futebol aguerrido, de bom toque de bola a equipe jogou seu máximo, mas esbarrou nas suas limitações, que são inúmeras. Perdeu inúmeros gols na primeira e última partida. Piennar a grande esperança, decepcionou.

O grande destaque foi Tshabalala e a torcida que fez uma linda festa. Pelo menos, dessa vez, Parreira conseguiu quebrar o jejum de nunca ter vencido com uma equipe, fora o Brasil, em Copas do Mundo, sendo que ele já treinou quatro (Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita, África do Sul).

Grupo B
Argentina – Uma das grandes favoritas da Copa, confirma as expectativas ao completar a fase de classificação com 100% de aproveitamento e conseguiu espantar o fantasma do pseudo treinador Diego Maradona, que evoluiu no cargo. A equipe segue a tradição das escolas argentinas, muita qualidade do meio para a frente e cheia de defeitos atrás. Verón e Messi em grande fase são os pilares da equipe, que ainda conta com os talentosos Higuain, Di Maria, Tevez e os suplentes Diego Milito e Kun Aguero.

Coréia do Sul – É um time muito veloz, com bom toque de bola, mas peca pela falta de recursos técnicos. Defensivamente a equipe é muito ruim, depende quase que exclusivamente, dos lampejos de craque de Park Ji-Sung. Não deve ir muito além das oitavas.

Grécia – Pode-se dizer que é uma versão envelhecida da Suíça, além de contar com quase nenhum talento, salvo Katsuranis e Karagounis. A equipe que venceu a Eurocopa, por acaso, diga-se de passagem, manteve seu estilo de jogo, priorizando a defesa e nada mais. Tirou a virgindade de gols em Copa ao bater a Nigéria, devido à vantagem numérica, depois levou um passeio dos coreanos e dos reservas da Argentina fechando sua pífia participação.

Nigéria – A pior geração nigeriana em muitos anos. Embora tenha perdido para a Argentina e Grécia (graças à expulsão de Kaita) chegou a última rodada dependendo de uma vitória para se classificar, mas por total incompetência acabou ficando pelo caminho ao empatar com os sul coreanos.
Não mostrou um grande futebol, mas tinha um ótimo toque de bola, fruto dos ensinamentos de seu treinador, o sueco Lars Lagerback (que não classificou a Suécia para o Mundial), e um vigor físico impressionante, mas pecou, como todos os africanos, pela completa inabilidade de fazer gols. Yakubu perdeu um dos gols mais feitos na história das Copas, além de quase todo o time. O único que se salvou foi o goleiro Enyeama que mesmo com algumas falhas, foi o grande destaque da equipe.

Grupo C
EUA – Há algum tempo deixou de ser surpresa, o vice campeonato na Copa das Confederações é uma prova disso. Embora tenha sofrido para se classificar, deve ser ir longe pela facilidade dos cruzamentos. Donovan e Howard vivem grande fase.

Inglaterra – Outra decepção. Só não perdeu a vaga, pois seus concorrentes foram incapazes de tirar-lhe a vaga. Tem um bom time, mas que coletivamente não vai bem. A pulada de cerca de Terry parece ter afetado o psicológico da equipe, mesmo com isso, pode surpreender a Alemanha.

Eslovênia – Não é ruim, jogou direitinho contra todos, mas esbarrou nas próprias limitações.

Argélia – Essa chegou como uma das piores seleções e somente confirmou esse rótulo ao não mostrar nada ao longo das partidas. O empate com a Inglaterra já vale como um título.

Grupo D
Alemanha – Boa estréia, deu a impressão que a sina de time que joga feio ao golear e convencer na estréia chegaria ao fim, mas a equipe surpreendente ficou só na primeira partida, juntamente com as promessas de craque Ozil (nem tanto) e Muller, que precisam provar muito mais do que mostraram até agora. Acabou voltando ao seu futebol compacto e sonolento, ao perder para Sérvia e ganhar de Gana, jogando o mínimo.

Sérvia – Seja como Iugoslávia, Sérvia e Montenegro ou Sérvia, a equipe é uma decepção como sempre. Sem contar que os sérvios ficaram com os melhores jogadores nas repartições, como Vidic (decepcionante), Stankovic (que conseguiu um recorde ao jogar por três seleções diferentes, nas três Copas que disputou). Consegue ir bem nas eliminatórias, mas na hora da decisão, treme.

Gana – Essien fez muita falta, mas o time é rápido e sabe jogar. Mas como todos os africanos, faltou pontaria. Gyan é muito bom. Não deve passar pelos Estados Unidos.

Austrália – Muito fraca, embora os 4x0 da estréia não reflitam a qualidade do time, que é melhor do que isso. Entrou como azarão do grupo e por pouco não passou devido à incompetência dos rivais.

Fases de Grupo Parte 2

Grupo E
Holanda – Passou, mas não mostrou muita coisa. Sneijder, Kuyt e Robben, que estreou no final do último jogo, são os grandes destaques. Embora não esteja jogando seu melhor (ou se isso for seu melhor) deve avançar pelo menos até as quartas.

Negrito
Dinamarca – Esse time pisa na alcunha que já recebeu: ‘Dinamáquina’. Um time truculento, pesado que depende dos lampejos de Rommedahl, do grandalhão Bendter e do aposentado Tomasson que não merecia a titularidade. A equipe joga feio, sem muita objetividade, apostando muito nos chutões para frente.

Japão – Time disciplinado que abandonou a correria para jogar através dos contra-ataques, privilegiando o jogo defensivo. Com um futebol surpreendente, fez bons jogos e conseguiu uma das vagas em um grupo considerado o mais fraco. Keisuke Honda é seu grande destaque, o meia atacante do CSKA, da Rússia, tem se destacado nas partidas, deixando no banco um dos grandes jogadores do Japão nos últimos tempos, Shunsuke Nakamura.

Camarões – Decepção total na Copa, veio só para figuração. Dentre todas as seleções africanas foi a mais fraca, envolta em problemas de relacionamento entre os jogadores e críticas do ex-jogador Roger Milla. A equipe até tentou, mas esbarrou nas suas limitações. Após um primeiro jogo apagado, Eto’o melhorou, mas não conseguiu levar o piano nas costas.


Grupo F
Paraguai – Fez o feijão com arroz para passar e acabou sendo premiado pela incompetência italiana com o primeiro lugar. Lucas Barrios, grata surpresa nos amistosos, não fez nada até agora. Equipe sem nomes de destaque, o conjunto em si é o que vale, tem boa defesa e bom ataque. Faz jogo equilibrado com o Japão, mas não deve ter futuro dentro da competição.

Itália – Uma vergonha histórica, não apenas pela desclassificação, mas ao terminar na última posição desse, que era o grupo mais fácil da Copa. Com essa derrota os dois finalistas da Copa passada estão eliminados de maneira melancólica, a diferença é que para Itália faltou futebol, para os franceses faltou vergonha na cara. O time italiano sempre penou na primeira fase, mas dessa vez se superou, ao conseguir a proeza de empatar com o fraquíssimo time da Nova Zelândia, selando seu destino na competição.

A equipe cada vez mais envelhecida depositou suas fichas nos decadentes Zambrotta e Cannavaro, no brucutu Gattuso, no lesionado Camoranesi, no fraco Iaquinta e na criatividade de Pirlo para que acontecesse outro milagre, como o de 2006. Fato que não ocorreu, já que Pirlo, que é ótimo jogador, mas não decide nada, ficou isolado no meio de campo marcador e sem criatividade da Azurra. Pelo menos, alguns se destacaram como Di Natali e Quagliarella, que marcou um dos mais bonitos gols da Copa.

Nova Zelândia – Sem dúvidas, é o pior time da Copa. A equipe é terrível, praticamente amadora, mas conseguiu um feito sensacional ao se despedir da competição de maneira invicta, lutando até o último jogo pela classificação. A dedicação e a disciplina tática são os pontos altos, mas faltou muito futebol.

Eslováquia – É um bom time, pode surpreender ao longo do campeonato. Fez boas partidas, exceto contra o Paraguai, mas mostrou ser uma equipe incapaz de definir o resultado e pouco de equilíbrio nos momentos decisivos ao ceder o empate para os neozelandeses e quase para os italianos. Hamsik e o artilheiro Vittek são os destaques.

Grupo H
Brasil – O futebol de resultado já esperado. Contra times defensivos mostrou extrema dificuldade, contra equipes mais abertas conseguiu impor seu jogo. Elano e Lúcio são os destaques da equipe, que conta ainda com a ascensão de Kaká e Robinho, que busca se firmar como jogador de nível mundial. O problema continua sendo Felipe Melo, que distribui chineladas a torto e a direito e as fracas exibições de Michel Bastos.

Portugal – O maior mérito foi a vitória por 7x0 sobre a combalida Coréia do Norte. Fora isso, não mostrou muita coisa. Com um futebol pragmático e muito parecido com o do Brasil, marcação forte e contra-ataques rápidos, a equipe jogou para o gasto para passar. O destaque, como não poderia deixar de ser, é o gajo Cristiano Ronaldo, embora mereça destaque Raul Meireles, Fábio Coentrão e Tiago, bons jogadores.

Costa do Marfim – Muita fôlego e força, só isso. A equipe do artilheiro Drogba, embora tenha muitos jogadores rodados, peca pela falta de organização em campo. Dentre as seleções africanas foi a que se mostrou mais lenta e finalizando bem melhor que os outros. Se tivesse em outra chave, talvez chegaria mais longe.

Coréia do Norte – Surpreendeu na estréia mostrando um futebol arrojado defensivamente, com Jong Tae Se, chamado de ‘Rooney asiático’, aparecendo para o jogo, dando pinta que iria dificultar a vida das outras seleções. Mas contra Portugal, o treinador Kim Jong Hun resolveu inventar moda e partiu para cima dos portugueses, foi nessa hora que percebeu a diferença abissal entre as equipes, levando sete, quando poderia ter levado dez, já na última partida a equipe jogou para cumprir tabela.

Grupo H
Chile – Uma das gratas surpresas da Copa. Treinada pelo argentino Marcelo Bielsa, a equipe preza pela ofensividade e pela fragilidade do sistema defensivo. Cria muitas chances de gols, mas perde 90% delas, pois se as fizesse estaria enfrentando Portugal. Os atacantes Beausejour e Aléxis Sanchez, que está sendo sondado pelo Manchester United, têm se destacado na competição, assim como Valdivia que tem jogado bem.

Suíça – Uma defesa intransponível, é isso que podemos dizer, já que seu ataque é praticamente inexistente. Conseguiu um recorde um tanto sem graça, ao ficar 559 minutos sem levar gols, superando a Itália, que em 90 ficou 550. A equipe conseguiu o mais complicado, venceu nada menos do que a Espanha, o melhor time do grupo. Mas depois disso não conseguiu superar o Chile e mostrou toda sua fragilidade ofensiva ao não conseguir marcar um gol sequer contra a fraca Honduras.

Espanha - Decepção total para variar. Com a espinha dorsal formada pelo Barcelona (Pique, Puyol, Busquets, Iniesta, Xavi e Davi Villa) atua da mesma maneira que a equipe catalã, mas sente a falta de um jogador excepcional, como Messi. O elenco como um todo é muito bom, mas falta um jogador decisivo. As fases de Casillas e Fernando Torres são um problema.

Honduras – Uma das piores seleções da competição, até que não fez feio em um grupo equilibrado. Conseguiu um empate contra os ultradefensivos suíços.

Confrontos das Oitavas de Final

Uruguai (favorito) x Coréia do Sul
Argentina (favoritíssimo) x México
EUA (favorito) x Gana
Alemanha (favorito) x Inglaterra
Holanda (favorito) x Eslováquia
Paraguai x Japão (favorito)
Brasil (favorito) x Chile
Espanha x Portugal (embora não tenha mostrado nada, para mim é favorito)