09 novembro 2011

Um AVC pode torná-lo gay? Jogador de rugby diz que sim



É possível um dia acordar gay, mesmo que tendo sido toda a vida heterossexual? Um ex-jogador de rugby britânico garante que foi isso que lhe aconteceu, após ter tido um AVC (acidente vascular cerebral) num treino.


Aos 26 anos, Chris Birch tinha acabado de pedir a namorada em casamento, mas o acidente em setembro deu uma guinada em sua vida. Acordou no hospital se dizendo gay, largou a namorada, pediu demissão no trabalho como bancário e agora, dois meses depois, tem vida nova...como cabeleireiro.


O derrame que mudou a história de Chris aconteceu quando ele tentava impressionar os amigos na academia dando uma cambalhota. Quebrou o pescoço, foi levado ao hospital, e a namorada se surpreendeu ao ouvir dele a notícia.

- Eu acordei gay e ainda sou gay. Parece estranho, mas imediatamente me senti diferente. Não estava mais interessado em mulheres. Definitivamente, eu virei gay. Nunca me senti atraído por homens antes, e sequer tinha amigos gays. Mas não ligo para quem eu era antes, só preciso ser honesto com meus sentimentos – disse ao jornal “Daily Mail” o ex-jogador de rúgbi, que não quer mais saber do esporte e hoje namora um rapaz que conheceu numa boate.


Os amigos e a namorada, com quem antes do acidente, Chris Birch tencionava viver, ficaram surpreendidos com a mudança drástica na personalidade do jovem, especialmente no que diz respeito à sexualidade.


Antes do acidente, Birch diz que passava os fins-de-semana assistindo esportes na televisão e bebendo com os amigos. “Mas, de repente, passei a odiar tudo na minha vida antiga. Não me dava bem com os meus amigos, odiava esporte e achava o meu emprego no banco muito chato”, conta.


“Comecei a me preocupar mais com a minha aparência, pintei o cabelo e comecei a fazer exercício. Passei de um skinhead de 120 quilos para um homem bem cuidado de 70’’.

Chris Birch foi a um neurologista para perceber o que lhe aconteceu. O médico disse que as mudanças na personalidade poderiam ter ocorrido devido à abertura de uma parte diferente do cérebro. e deu-lhe como exemplo casos de pacientes que acordam de um AVC com sotaques diferentes do que tinham.

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