
O discutido calendário do futebol brasileiro impede que os clubes lucrem alto em turnês pelo mundo, além de atrair mais torcedores, eventualmente, aumentando sua receita. Como consequencia, outros representantes das Américas ganharam espaço em torneios amistosos. Foi o que houve com Boca Juniors e River Plate da Argentina, LDU (EQU) e América (MÉX).
Com o início da era dos pontos corridos, em 2003, as viagens para tais competições que já eram difíceis, se tornaram inviáveis. Até então, o Brasileirão iniciava em agosto, o que permitia aos clubes enfrentar gigantes europeus em pré-temporada.
O Atlante, por exemplo, equipe mexicana de segundo escalão, faturou em 2009, 600 mil euros só por jogar a Copa da Paz, realizada na Espanha. O torneio reuniu 12 clubes de todo o mundo – entre eles Real Madrid e Juventus.
O Internacional foi uma das exceções. Em janeiro de 2008, disputou a Copa Dubai, nos Emirados Árabes. Ganhou do Stuttgart e Internazionale, faturando o caneco e US$ 1 milhão em premiação.
Para o especialista em marketing esportivo Fábio Wolff, da Wolff Sports and Marketing, a exposição internacional dos clubes chega a ser mais importante do que o valor recebido como premiação.
‘’É o que ocorre quando clubes europeus vão jogar na Ásia. Aumenta seus ganhos com franquias, lojas e produtos licenciados. Também estimula a compra de direitos de transmissão.’’
O resultado disso tudo é que clubes como LDU e Atlante acabam roubando esse espaço, que poderia ser dos brasileiros, e tem a chance de disputar torneios com o Real Madrid, por exemplo.
Mas há quem seja contra essa mudança. O ex-superintendente do São Paulo e agora vereador, Marco Aurélio Cunha, defende o calendário no quesito social. ‘’Sou contra. Como o jogador viajaria com seus filhos em Abril? Ou ainda a questão das férias dos jogadores, que seriam no inverno’’. Mas propõe uma saída alternativa, a criação de uma janela para viagens e excursões, dando uma pausa nas competições o que coincidiria com a pré-temporada dos clubes europeus.
Fonte: Jornal Lance!
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