26 junho 2010

Fases de Grupo Parte 2

Grupo E
Holanda – Passou, mas não mostrou muita coisa. Sneijder, Kuyt e Robben, que estreou no final do último jogo, são os grandes destaques. Embora não esteja jogando seu melhor (ou se isso for seu melhor) deve avançar pelo menos até as quartas.

Negrito
Dinamarca – Esse time pisa na alcunha que já recebeu: ‘Dinamáquina’. Um time truculento, pesado que depende dos lampejos de Rommedahl, do grandalhão Bendter e do aposentado Tomasson que não merecia a titularidade. A equipe joga feio, sem muita objetividade, apostando muito nos chutões para frente.

Japão – Time disciplinado que abandonou a correria para jogar através dos contra-ataques, privilegiando o jogo defensivo. Com um futebol surpreendente, fez bons jogos e conseguiu uma das vagas em um grupo considerado o mais fraco. Keisuke Honda é seu grande destaque, o meia atacante do CSKA, da Rússia, tem se destacado nas partidas, deixando no banco um dos grandes jogadores do Japão nos últimos tempos, Shunsuke Nakamura.

Camarões – Decepção total na Copa, veio só para figuração. Dentre todas as seleções africanas foi a mais fraca, envolta em problemas de relacionamento entre os jogadores e críticas do ex-jogador Roger Milla. A equipe até tentou, mas esbarrou nas suas limitações. Após um primeiro jogo apagado, Eto’o melhorou, mas não conseguiu levar o piano nas costas.


Grupo F
Paraguai – Fez o feijão com arroz para passar e acabou sendo premiado pela incompetência italiana com o primeiro lugar. Lucas Barrios, grata surpresa nos amistosos, não fez nada até agora. Equipe sem nomes de destaque, o conjunto em si é o que vale, tem boa defesa e bom ataque. Faz jogo equilibrado com o Japão, mas não deve ter futuro dentro da competição.

Itália – Uma vergonha histórica, não apenas pela desclassificação, mas ao terminar na última posição desse, que era o grupo mais fácil da Copa. Com essa derrota os dois finalistas da Copa passada estão eliminados de maneira melancólica, a diferença é que para Itália faltou futebol, para os franceses faltou vergonha na cara. O time italiano sempre penou na primeira fase, mas dessa vez se superou, ao conseguir a proeza de empatar com o fraquíssimo time da Nova Zelândia, selando seu destino na competição.

A equipe cada vez mais envelhecida depositou suas fichas nos decadentes Zambrotta e Cannavaro, no brucutu Gattuso, no lesionado Camoranesi, no fraco Iaquinta e na criatividade de Pirlo para que acontecesse outro milagre, como o de 2006. Fato que não ocorreu, já que Pirlo, que é ótimo jogador, mas não decide nada, ficou isolado no meio de campo marcador e sem criatividade da Azurra. Pelo menos, alguns se destacaram como Di Natali e Quagliarella, que marcou um dos mais bonitos gols da Copa.

Nova Zelândia – Sem dúvidas, é o pior time da Copa. A equipe é terrível, praticamente amadora, mas conseguiu um feito sensacional ao se despedir da competição de maneira invicta, lutando até o último jogo pela classificação. A dedicação e a disciplina tática são os pontos altos, mas faltou muito futebol.

Eslováquia – É um bom time, pode surpreender ao longo do campeonato. Fez boas partidas, exceto contra o Paraguai, mas mostrou ser uma equipe incapaz de definir o resultado e pouco de equilíbrio nos momentos decisivos ao ceder o empate para os neozelandeses e quase para os italianos. Hamsik e o artilheiro Vittek são os destaques.

Grupo H
Brasil – O futebol de resultado já esperado. Contra times defensivos mostrou extrema dificuldade, contra equipes mais abertas conseguiu impor seu jogo. Elano e Lúcio são os destaques da equipe, que conta ainda com a ascensão de Kaká e Robinho, que busca se firmar como jogador de nível mundial. O problema continua sendo Felipe Melo, que distribui chineladas a torto e a direito e as fracas exibições de Michel Bastos.

Portugal – O maior mérito foi a vitória por 7x0 sobre a combalida Coréia do Norte. Fora isso, não mostrou muita coisa. Com um futebol pragmático e muito parecido com o do Brasil, marcação forte e contra-ataques rápidos, a equipe jogou para o gasto para passar. O destaque, como não poderia deixar de ser, é o gajo Cristiano Ronaldo, embora mereça destaque Raul Meireles, Fábio Coentrão e Tiago, bons jogadores.

Costa do Marfim – Muita fôlego e força, só isso. A equipe do artilheiro Drogba, embora tenha muitos jogadores rodados, peca pela falta de organização em campo. Dentre as seleções africanas foi a que se mostrou mais lenta e finalizando bem melhor que os outros. Se tivesse em outra chave, talvez chegaria mais longe.

Coréia do Norte – Surpreendeu na estréia mostrando um futebol arrojado defensivamente, com Jong Tae Se, chamado de ‘Rooney asiático’, aparecendo para o jogo, dando pinta que iria dificultar a vida das outras seleções. Mas contra Portugal, o treinador Kim Jong Hun resolveu inventar moda e partiu para cima dos portugueses, foi nessa hora que percebeu a diferença abissal entre as equipes, levando sete, quando poderia ter levado dez, já na última partida a equipe jogou para cumprir tabela.

Grupo H
Chile – Uma das gratas surpresas da Copa. Treinada pelo argentino Marcelo Bielsa, a equipe preza pela ofensividade e pela fragilidade do sistema defensivo. Cria muitas chances de gols, mas perde 90% delas, pois se as fizesse estaria enfrentando Portugal. Os atacantes Beausejour e Aléxis Sanchez, que está sendo sondado pelo Manchester United, têm se destacado na competição, assim como Valdivia que tem jogado bem.

Suíça – Uma defesa intransponível, é isso que podemos dizer, já que seu ataque é praticamente inexistente. Conseguiu um recorde um tanto sem graça, ao ficar 559 minutos sem levar gols, superando a Itália, que em 90 ficou 550. A equipe conseguiu o mais complicado, venceu nada menos do que a Espanha, o melhor time do grupo. Mas depois disso não conseguiu superar o Chile e mostrou toda sua fragilidade ofensiva ao não conseguir marcar um gol sequer contra a fraca Honduras.

Espanha - Decepção total para variar. Com a espinha dorsal formada pelo Barcelona (Pique, Puyol, Busquets, Iniesta, Xavi e Davi Villa) atua da mesma maneira que a equipe catalã, mas sente a falta de um jogador excepcional, como Messi. O elenco como um todo é muito bom, mas falta um jogador decisivo. As fases de Casillas e Fernando Torres são um problema.

Honduras – Uma das piores seleções da competição, até que não fez feio em um grupo equilibrado. Conseguiu um empate contra os ultradefensivos suíços.

Confrontos das Oitavas de Final

Uruguai (favorito) x Coréia do Sul
Argentina (favoritíssimo) x México
EUA (favorito) x Gana
Alemanha (favorito) x Inglaterra
Holanda (favorito) x Eslováquia
Paraguai x Japão (favorito)
Brasil (favorito) x Chile
Espanha x Portugal (embora não tenha mostrado nada, para mim é favorito)

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