Retirado: Globoesporte.comO blog é voltado sobre tudo que acontece de importante e de mais interessante no mundo do esporte. Análises, notícias, curiosidades ajudaram a complementar o conteúdo do blog.
23 setembro 2010
08 julho 2010
A eliminação brasileira da Copa por Bruno Mazzeo

Confira na íntegra o texto ‘Viva o futebol brasileiro’ de Bruno Mazzeo sobre a eliminação brasileira na Copa do Mundo:
É hora daquele clichê, chato como todo clichê, mas verdadeiro como só, ou não seria um "clichê": há males que vêm para o bem. Acabou a Era Dunga. Por mais duro que seja, a eliminação precoce da seleção brasileira salvou o nosso futebol. A vitória da mediocridade pode trazer prejuízos seríssimos em qualquer segmento da vida, sobretudo na arte.E o futebol é uma delas. Apesar de achar que não precisaríamos passar por isso. O futebol brasileiro não tem lá tanto a aprender, não vem de uma seca absurda (como quando ganhou em 94), não precisa apanhar pra depois reagir, como Rocky Balboa. Nós já somos os maiores do mundo. Mas já que criaram essa situação... vamos focar no tal lado bom das coisas.
Vai que o Brasil passa pela Holanda. E vai indo, indo e acaba "fondo", como já disse o poeta. Dunga despejaria toda a sua TPM, um "vão ter que me engolir" da pior espécie que, pelo que eu nos conheço, acabaria sendo digerido. A mediocridade estaria consagrada. Felipe Melo seria um símbolo. Como Dunga em 90. A Era Felipe Melo estaria inaugurada. Ele poderia até virar técnico da seleção se o mundo não acabar em 2012. Coisa que não seria má ideia, caso isso realmente acontecesse.
Dunga não tinha o direito de fazer isso. De nos premiar com a mediocridade do seu pensamento. Felipe Melo é um horror? Sim, não é novidade para ninguém, o pior estrangeiro do Campeonato Italiano. Mas de quem é a culpa de ele estar ali? De quem o escala. Ou alguém acha que ele negaria a chance? "Não, seu Dunga, obrigado, mas acho que tem jogadores melhores que eu, vou ficar aqui na minha". Alguma surpresa? Felipe Melo continuou fazendo o que sempre fez, seja no Flamengo, seja na Europa. Descontrolado, bronco e arrogante, como mostrou desde o dia da convocação, num bate-boca idiota com o comentarista PVC, na ESPN. Acho que tem no YouTube.
Nosso comandante optou pela mediocridade. Ele tinha um menu com todos os pratos do mundo e escolheu comer jiló. Já falei aqui sobre Elano, um dos mais regulares, porém, um jogador mediano. Que, quando se machucou, abriu espaço para mais um jogador mais mediano ainda. Aí ficam jogando a responsabilidade toda em cima do pobre (maneira de dizer, tá?) Kaká, tipo "se vira aí pra dar talento a esse meio de campo" como se ele fosse Jesus, quando ele é apenas o Kaká, por mais que acredite Nele. É como colocar o Selton Mello pra fazer uma cena dramática com um figurante. A cena pode até ficar boa, mas se ele contracenar com o Wagner Moura pode render Oscar. Dunga podia ter Selton e Wagner no seu elenco, mas optou pelo Tiririca.
Em campo, nada de Brasil. O futebol brasileiro não é arrogante, por mais que seja superior. No genuíno futebol brasileiro o Robinho daria pedaladas em vez de esbravejar com os olhos esbugalhados. Até o Kaká falou palavrão, coisa antes inimaginável. Uma seleção de militares. No comando, não um capitão, mas um general. Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Ganso, nos porões da ditadura, proibidos de exercer sua arte. Um Romário da vida dificilmente teria sua chance com Dunga. A seleção ficou careta.
Se eu tivesse este espaço anos atrás, teria me perguntado sobre o porquê de Dunga ser o técnico da seleção, coisa que até agora ninguém me explicou. Nem nas crônicas esportivas, nem nas mesas do Baixo Gávea. A casa caiu, ele também, e eu continuo sem entender. Como continuo (e nesse caso agradeço) sem entender seus raciocínios, suas opções pela mediocridade. Mas agradeço por ele se despedir deixando menos vestígios do que a vitória poderia trazer. A Era Dunga já era.
Louvo a carreira de Dunga como jogador. Mesmo. Mas como treinador... Fora que não o perdoo por ter transformado a festinha que eu tinha na noite do jogo contra a Holanda num velório.
A maior constatação da Copa até agora é o quanto o Cristiano Ronaldo sente tesão nele mesmo.
05 julho 2010
Após o fiasco na Copa, presidente da Nigéria suspende as atividades da equipe para colocar ordem na casa

“O presidente ordenou que a Nigéria abandone as competições internacionais por dois anos para permitir que o país coloque a casa em ordem", disse o porta-voz da presidência, Ima Niboro, durante encontro semanal com jornalistas.
De acordo com funcionários da Federação Nigeriana de Futebol, o desempenho da última seleção não está à altura do futebol dos Super Águias, portanto, um contrato de cinco anos pode ser oferecido ao treinador sueco Lars Lagerbäck para que ele possa montar uma equipe vencedora.
A FIFA, por sua vez, vai enviar uma carta à Associação de Futebol da Nigéria solicitando o cancelamento da proibição imposta pelo presidente Goodluck Jonathan.
Caso a decisão seja mantida, os nigerianos correm risco de serem punidos pela Fifa, uma vez que a entidade não permite intervenções políticas nas federações. A pena a ser imposta ao país gera impactos não só sobre a seleção masculina, mas também sobre o time feminino, os clubes e a federação.
Outras punições da FIFA
Iraque – Em novembro de 2009, o comitê olímpico do país dissolveu a diretoria da Associação Iraquiana de Futebol por conta de uma briga política entre xiitas e sunitas (ligados ao ex-ditador Saddam Hussein) pelo domínio do esporte. Em 2010, a FIFA suspendeu a punição ao futebol iraquiano.
El Salvador – A FIFA suspendeu a seleção das atividades internacionais durante um mês. A Comissão Normalizadora, cuja finalidade é a revisão administrativa na federação local, o estabelecimento de estatutos e a convocação da assembléia geral para escolha do novo diretório, foi declarada ilegal pelo governo nacional, o que foi considerado pela FIFA como ingerência.
Fonte: Lance.net
Os erros ocorridos pela falta de checagem nas matérias jornalísticas

A frase proferida pelo técnico holandês Guus Hiddink, da Turquia, foi distorcida e erroneamente interpretada pela mídia em tom de denúncia, levando a crer que o camisa 8 da Alemanha teria falsificado sua documentação para poder atuar por uma equipe nacional diferente.
O que Hiddink disse na verdade foi: "Pena que Ozil escolheu o passaporte errado. Ele é um jogador moderno, que eu poderia utilizar na minha equipe. A Alemanha tem uma cultura totalmente diferente de jogo", declarou o técnico da Turquia para o site Sport Bild, lamentando que o meio (que tem dupla nacionalidade) tenha optado por defender os tricampeões.
O desencontro de informações coloca mais um parêntese na briga entre imprensa e treinadores na Copa do Mundo. O motivo desse desencontro se deve a falta de apuração feita pelos veículos de informação, que preferem dar um copie e cole em relação a uma matéria bombástica, ao invés de procurar informações sobre o caso, ouvir o acusado e não somente o acusador (que nesse caso, nem existe) deixando-se levar pela reputação de onde veio a informação. O único site a colocar a matéria corretamente foi o site da Gazeta Esportiva.Net, esclarecendo essa confusão.
Esse tipo de situação nos remete a uma das mais lamentáveis histórias de injustiça do jornalismo, o caso Escola Base, uma verdadeira lição de como não praticar um bom jornalismo.
Nele, um casal oriental que tomava conta de uma creche, foi injustamente acusado de abusar sexualmente das crianças que freqüentavam o local. O caso foi ganhando contornos mais absurdos a cada dia que passava, mostrando como a mídia tem poder de construir ou destruir pessoas.
A feracidade da imprensa em publicar qualquer tipo de declaração por mais absurda que seja, apenas para gerar polêmica, sem ao menos confrontá-la, retrata que ouvir somente um lado da história pode distorcer toda realidade.
Talvez esse seja um dos motivos de Dunga não gostar muito da imprensa.
02 julho 2010
Resumo das Oitavas de final parte 2
Como era de se esperar o Brasil confirmou a freguesia chilena com uma vitória convincente. Perfeito taticamente, a equipe conseguiu anular as principais peças do esquema de Marcelo Bielsa: Beausejour, Sanchez, Suazo e González.
O que não deu para entender foi a saída de Valdivia e a não utilização de Matias Fernandez já recuperado de lesão, por parte de Bielsa desde o início do jogo. Sem sua zaga titular (Ponce e Medel) ficou complicado para o Chile que veio para cima e acabou levando os gols em contra-ataques.
Robinho e Fabuloso confirmaram sua sina de carrascos dos rojos ao deixarem suas marcas com Juan completando o placar.
Agora contra a Holanda será um jogo diferente, até porque os adversários são mais táticos e técnicos que os chilenos. Jogo aberto, com leve favoritismo brasileiro.
Holanda 2x1 Eslováquia
Os eslovacos foram longe demais, utilizaram tudo e mais um pouco para eliminar os italianos. O gol de Vittek no finalzinho decretou inúmeros erros nos bolões realizados pelas pessoas.
A Holanda se mostrou um time competitivo, com força na defesa e no ataque. Seus destaques são Sneijder, o cérebro da equipe, e Robben, o craque do time. Os outros são os carregadores de piano que auxiliam no bom andamento do jogo. Embora ostente uma grande invencibilidade, calcada em adversários meia boca, a equipe deve dar muito trabalho ao Brasil.
Argentina 3x1 México
O futebol ofensivo da Argentina vai dando resultado e com a incrível marca de quatro gols irregulares por jogo, a equipe vai se encorpando dentro da competição. Mas que não impediriam a vitória sobre os mexicanos. A entregada do zagueiro Osório foi a pá de cal na reação da equipe.
A instabilidade do sistema defensivo pode levar à equipe a ruína contra os alemães, já que quando confrontada contra adversários inferiores falhou. O goleiro Romero, que ainda não foi muito exigido, não inspira muita confiança. Mas a qualidade do meio para frente serve como desafogo nas horas difíceis. Messi, Tevez, Higuain tem conduzido a equipe.
Alemanha 4 x 1 Inglaterra
A campanha irregular do English Team na primeira fase acarretou como punição enfrentar os garotos da Alemanha. Com um início fulminante, a Alemanha saiu na frente com Klose e Podolski. Mas a Inglaterra esboçou um início de reação ao descontar com o zagueiro Upson. Quando Lampard fez o gol que seria do empate, anulado erradamente pelo fraco Jorge Larrionda, os britânicos dominavam as ações. Mas com esse duro golpe, a equipe se abalou e partiu com tudo para o ataque. E foi aí que o numeroso placar se instituiu com Müller, duas vezes.
O time todo é compacto, não tem ninguém muito fraco e ninguém que desequilibre, joga em harmonia e mostra muito entrosamento. Os garotos Ozil e Müller tem se destacado, além do ótimo Schweinsteiger.
Vale um agradecimento a Kevin Prince Boateng por ter tirado Ballack da Copa, porque com ele em campo, Ozil não teria grandes oportunidades e não se mostraria para o mundo. Além do mais, Ballack é apenas um bom jogador, com ele em campo a equipe ficaria mais pesada e nem jogaria o que está jogando.
Duelo equilibrado contra Argentina.
Resumo das Oitavas de final
Para os céticos um jogo para ser desprezado, para os fanáticos uma oportunidade para assistir duas seleções que tem conseguido surpreender nesta Copa. O resultado, o mais previsível possível, um empate insosso e sonolento para rivalizar com França e Uruguai como um dos piores jogos até aqui.
Os japoneses tinham a tática definida: sair para os contra-ataques em velocidade com Keisuke Honda e apostar na bola parada de Endo. A culpa pelo jogo feio fica por conta dos paraguaios que tinham melhores opções técnicas para arriscarem mais durante a partida, ao invés de se acomodarem e distribuírem chineladas nos franzinos japoneses.
Os números do jogo condizem com a partida. Foram 450 passes errados, quase quatro por minuto. Curiosamente, o único lance de perigo no jogo foi proporcionado pelo lateral japonês Komano, único a desperdiçar a cobrança de pênalti, ao acertar o travessão em chute de fora da área.
Pela primeira vez, os guaranis chegam as quartas de final, mas devem sucumbir perante a Espanha, embora façam jogo duro.
Esperamos que o Palmeiras tenha visto as cobranças de pênalti para ver se aprende a fazer o mesmo. E olha que ninguém se utilizou da bendita paradinha.
Espanha 1x0 Portugal
Mais uma vez Cristiano Ronaldo preteriu o coletivo em prol do individualismo e acabou dando no que deu. O gajo mais preocupado em cultuar seu narcisismo ao fazer caras e bocas durantes os jogos, para depois conferir o replay nos telões, não conseguiu ser o líder que a equipe precisava e com isso os lusitanos se despedem da Copa com um futebol feio, sem criatividade e que teve lampejos de bom futebol contra a pífia Coréia do Norte e nada mais.
A defesa que durante anos foi um problema parece ter se acertado com Bruno Alves e o carniceiro Ricardo Carvalho, aliados as grandes atuações do goleiro Eduardo e do lateral esquerdo Fábio Coentrão. O meio é muito marcador e pouco cerebral, já o ataque composto por Hugo Viana e Cristiano Ronaldo simplesmente não engrenou.
Vale destacar também a atitude lamentável de Cristiano ao cuspir em direção à câmera que o filmava, após a eliminação de sua equipe.
Os espanhóis vêm em uma crescente, embora não tenham feito uma grande partida. O sistema defensivo e o meio de campo formado por jogadores que marcam e jogam bem, são os pilares da equipe, além da ótima fase vivida pelo artilheiro David Villa, autor do gol da vitória e um dos artilheiros da Copa. A fase de Fernando Torres é cada vez pior, isso pode atrapalhar mais para frente. Passa pelo Paraguai, mas vai suar nas semifinais contra o vencedor de Argentina e Alemanha, mesmo que passe não deve ser campeã.
Gana 2x1 EUA
Uma coisa é certa, os ganenses batem muito. Coitados dos americanos que apanharam o jogo inteiro, até porque não conseguiam fazer frente ao físico invejável dos africanos.
Dessa vez, Donovan esteve apagado e com isso a equipe sentiu falta do seu principal jogador, mas a equipe lutou bravamente até a prorrogação quando não teve mais forças e sucumbiu.
Pelo lado de Gana, os destaques ficam por conta do rápido atacante Asamoah Gyan, que marcou o gol da vitória na prorrogação e tem se destacado na competição, e o goleiro Kingson fechando a meta africana. Embora não tenha um grande time, pode surpreender.
Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul
Vitória da equipe mais estruturada e com maior tarimba internacional. Fórlan, Lugano e Suarez são os líderes da equipe que vem surpreendendo, embora ainda não tenha enfrentado nenhum grande desafio. Contra o estilo de muita correria e peneira defensiva dos sul coreanos, a celeste foi mais compacta e mereceu a vitória. É favorita e deve vencer Gana, mas para por aí.
29 junho 2010
Copa do Mundo reúne diversas famílias em campo

É o caso dos meio-irmãos Jerome e Kevin Prince Boateng. Nascidos na capital alemã Berlim e filhos do mesmo pai ganês, eles seguiram caminhos parecidos, até Kevin aceitar o convite da seleção africana para disputar a Copa. No primeiro confronto entre os irmãos, embora tenham tido participação discreta, Jerome acabou levando a melhor, mas como ambas as seleções passaram de fase houve festa para os dois, que mal se falam desde que Jerome criticou Kevin pela violenta entrada que tirou do Mundial, o ídolo alemão, Michael Ballack.
Em relação a irmãos que defendem a mesma equipe, além de mais tranquilo, o número aumenta. São três exemplos: Yaya Touré (volante) e Kolo Touré (zagueiro) da Costa do Marfim, o meia Edgard Barreto e o goleiro Diego Barreto no Paraguai; além do trio hondurenho Wilson, Jhonny e Jerry Palacios.
A lista poderia ser maior, caso o treinador mexicano Javier Aguirre não tivesse cortado o meia Jonathan dos Santos, do Barcelona, que faria companhia ao irmão Giovani. Revoltando o pai deles, Zizinho, que, inclusive, chegou a afirmar que Jonathan nunca mais defenderia a seleção.
A tradição entre irmãos defendendo a mesma equipe vem desde a primeira partida da história das Copas, quando Manuel e Felipe Rosas estiveram em campo pelo México na derrota por 4 a 1 para a França, em Montevidéu. A lista inclui ainda os campeões mundiais Otmar e Fritz Walter (Alemanha, 1954) e Bobby e Jack Charlton (Inglaterra, 1966).
A Copa de 2010 conta com dois casos de uma relação familiar mais rara de acontecer: pais que convocam seus filhos para o Mundial. Os Weiss, da Eslováquia e nos Estados Unidos, o treinador Bob Bradley e seu filho e volante Michael.
A primeira vez que um pai convocou um filho para a Copa foi em 1966, quando o treinador uruguaio, Ondino Viera levou o filho Milton para o Mundial da Inglaterra. Depois se repetiu na seleção italiana em 1998, com o treinador Cesare e o capitão Paolo Maldini e na seleção croata, em 2006, com o técnico Zlatko e o meia-atacante Niko Kranjcar da Croácia.
Este é outro grupo que poderia ser ainda maior, caso o zagueiro sérvio Dusan Petkovic não tivesse abandonado a seleção de Sérvia e Montenegro, antes da Copa de 2006, para por fim às críticas e acusações de nepotismo ao seu pai, Ilija, então treinador da seleção.
Na África do Sul há ainda o caso dos primos camaroneses Rigobert e Alexanders Song e dos eslovenos Samir Handakovic e Jasmin Handakovic, ambos goleiros.
A principal novidade nas relações de parentesco da Copa de 2010 é a parceria sogro-genro. Na Holanda, o meia Mark van Bommel voltou à seleção quando o sogro Bert van Marwijk assumiu no lugar de Marco van Basten. Mas o caso mais famoso é o da Argentina. O atacante Sergio Aguero é casado com a filha do treinador Diego Maradona e pai do primeiro neto dele. Benjamin Aguero Maradona nasceu em março e já ajudou a fazer do futebol um assunto ainda mais familiar.
26 junho 2010
A eterna batalha entre Dunga e imprensa

Enquanto acusava os jornalistas de terem pedido a saída de Luis Fabiano, o treinador notou que o comentarista virou a cabeça para os lados, num gesto de negação. O treinador interrompeu sua fala para indagá-lo se havia algum problema, com a negativa do comentarista proferiu um sorriso de ironia, que se transformou em xingamentos contra sua atitude.
Em represália, a Rede Globo, através de nota lida pelo repórter Tadeu Schmidt, condenou a atitude do treinador classificando como: ‘comportamento não compatível com a imagem de alguém tão vitorioso no esporte’ e ‘que a preocupação do jornalismo da Globo sempre foi levar a melhor informação a você, telespectador, independentemente de quem esteja no comando". Declarando de vez guerra ao treinador, que acabou com todos os privilégios da emissora, que detém bom relacionamento com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Nessa briga entre técnico e imprensa chega a ser demagogia, por parte de alguns jornalistas, afirmar que Dunga ofendeu o Brasil inteiro com esse tipo de atitude. Ele foi taxativo em relação à atitude de Alex Escobar, apenas isso.
Por parte da Globo houve excesso de corporativismo, fazendo um escarcéu por conta disso, dizendo que o técnico roubou os holofotes da vitória, mas ao valorizar esse fato, a imprensa fez o mesmo ao criar pano para manga dando ibope para os xingamentos.
Não sei o porquê da imprensa estar fazendo tanto caso com o mau humor de Dunga, afinal ele não mudou nada, é o mesmo ranzinza que assumiu a seleção. Na Copa passada, toda a imprensa, sem exceção, pedia um técnico que tivesse pulso firme, como ele, para que não ocorresse a bagunça anterior, e agora que tem o que pediu, reclama. Pois, se convoca errado é burro, se fecha o treino é ditador. Ás vezes tem se a impressão que jornalista ofendendo treinador é noticia, treinador da seleção ofendendo jornalista é crime internacional contra a liberdade de imprensa.
Não estou aqui para defender Dunga, até porque, o considero muito fraco, e seu constante mau humor chega a ser chato, assim como suas repostas sempre atravessadas e irônicas, seu senso crítico zero e, além de seu complexo de perseguição, mas os resultados falam por si só. O time pode não jogar um futebol vistoso, mas fora as Olimpíadas, ganhou tudo o que disputou, além de quebrar alguns tabus como ter vencido a Argentina e o Uruguai de maneira convincente, atuando fora de casa.
E, enquanto a imprensa diz que Dunga está contando os dias para gritar que é campeão e xingar toda a imprensa, ela mesma, embora não admita, está contando os dias para fazer o mesmo. Dunga realmente é rancoroso, mas quem não guarda mágoa quando é criticado incessantemente como ele? A imprensa marca os jogadores que se negam a dar quaisquer declarações ou que a critica, queimando-os. Rivaldo, por exemplo, era extremamente criticado pelo seu jeito quieto de ser.
O pedido de desculpas do treinador aos torcedores serve para aliviar a tensão que foi criada pelo caso, mas que não deve durar muito tempo. Só esperamos que os esses fatores extracampo não afetem o rendimento da equipe, assim como fez com a França, a dInglaterra e Camarões.
Fase de Grupos
México – Estreou mal, mas depois se recuperou no jogo contra os franceses e voltou a atuar mal contra os uruguaios. Não é um time rápido, mas conduz bem a bola. Tem bons jogadores como Vela e Giovanni dos Santos. Mas já deve parar nas oitavas.
Uruguai – Com um Forlan e Suarez inspirados, a Celeste Olímpica vem fazendo bonito após eliminatórias cambaleantes. Deve ir longe devido aos cruzamentos.
França – A equipe que já tinha estreado mal, entrou em parafuso completo com o motim promovido por Gallas, Ribery, Anelka e Evra que segundo especulações, teriam sido apoiados pelo craque Zidane, contra o treinador Raymond Domenech. O treinador é conhecido por ser fanático por astrologia, ao não convocar jogadores do signo de escorpião, os julgando traiçoeiros (!!!), teve uma duro golpe de seu grupo.
Os quatro jogadores eram contra a manutenção de Govou (pelo futebol só pode) e de Gourcuff (por inveja, dizem) no time titular. O que se viu todo mundo já sabe, falta de comprometimento e caráter, demissões, Anelka xingando Domenech e sendo dispensado do grupo. Mesmo com essa zona toda, a equipe foi para a última partida com chances de passar, mas com extrema má vontade e desinteresse acabaram sucumbindo para os anfitriões.
África do Sul – Embora tenha entrado para a história como o primeiro anfitrião à não se classificar para segunda fase, os Bafana Bafana surpreenderam. Com um futebol aguerrido, de bom toque de bola a equipe jogou seu máximo, mas esbarrou nas suas limitações, que são inúmeras. Perdeu inúmeros gols na primeira e última partida. Piennar a grande esperança, decepcionou.
O grande destaque foi Tshabalala e a torcida que fez uma linda festa. Pelo menos, dessa vez, Parreira conseguiu quebrar o jejum de nunca ter vencido com uma equipe, fora o Brasil, em Copas do Mundo, sendo que ele já treinou quatro (Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita, África do Sul).
Grupo B
Argentina – Uma das grandes favoritas da Copa, confirma as expectativas ao completar a fase de classificação com 100% de aproveitamento e conseguiu espantar o fantasma do pseudo treinador Diego Maradona, que evoluiu no cargo. A equipe segue a tradição das escolas argentinas, muita qualidade do meio para a frente e cheia de defeitos atrás. Verón e Messi em grande fase são os pilares da equipe, que ainda conta com os talentosos Higuain, Di Maria, Tevez e os suplentes Diego Milito e Kun Aguero.
Coréia do Sul – É um time muito veloz, com bom toque de bola, mas peca pela falta de recursos técnicos. Defensivamente a equipe é muito ruim, depende quase que exclusivamente, dos lampejos de craque de Park Ji-Sung. Não deve ir muito além das oitavas.
Grécia – Pode-se dizer que é uma versão envelhecida da Suíça, além de contar com quase nenhum talento, salvo Katsuranis e Karagounis. A equipe que venceu a Eurocopa, por acaso, diga-se de passagem, manteve seu estilo de jogo, priorizando a defesa e nada mais. Tirou a virgindade de gols em Copa ao bater a Nigéria, devido à vantagem numérica, depois levou um passeio dos coreanos e dos reservas da Argentina fechando sua pífia participação.
Nigéria – A pior geração nigeriana em muitos anos. Embora tenha perdido para a Argentina e Grécia (graças à expulsão de Kaita) chegou a última rodada dependendo de uma vitória para se classificar, mas por total incompetência acabou ficando pelo caminho ao empatar com os sul coreanos.
Não mostrou um grande futebol, mas tinha um ótimo toque de bola, fruto dos ensinamentos de seu treinador, o sueco Lars Lagerback (que não classificou a Suécia para o Mundial), e um vigor físico impressionante, mas pecou, como todos os africanos, pela completa inabilidade de fazer gols. Yakubu perdeu um dos gols mais feitos na história das Copas, além de quase todo o time. O único que se salvou foi o goleiro Enyeama que mesmo com algumas falhas, foi o grande destaque da equipe.
Grupo C
EUA – Há algum tempo deixou de ser surpresa, o vice campeonato na Copa das Confederações é uma prova disso. Embora tenha sofrido para se classificar, deve ser ir longe pela facilidade dos cruzamentos. Donovan e Howard vivem grande fase.
Inglaterra – Outra decepção. Só não perdeu a vaga, pois seus concorrentes foram incapazes de tirar-lhe a vaga. Tem um bom time, mas que coletivamente não vai bem. A pulada de cerca de Terry parece ter afetado o psicológico da equipe, mesmo com isso, pode surpreender a Alemanha.
Eslovênia – Não é ruim, jogou direitinho contra todos, mas esbarrou nas próprias limitações.
Argélia – Essa chegou como uma das piores seleções e somente confirmou esse rótulo ao não mostrar nada ao longo das partidas. O empate com a Inglaterra já vale como um título.
Grupo D
Alemanha – Boa estréia, deu a impressão que a sina de time que joga feio ao golear e convencer na estréia chegaria ao fim, mas a equipe surpreendente ficou só na primeira partida, juntamente com as promessas de craque Ozil (nem tanto) e Muller, que precisam provar muito mais do que mostraram até agora. Acabou voltando ao seu futebol compacto e sonolento, ao perder para Sérvia e ganhar de Gana, jogando o mínimo.
Sérvia – Seja como Iugoslávia, Sérvia e Montenegro ou Sérvia, a equipe é uma decepção como sempre. Sem contar que os sérvios ficaram com os melhores jogadores nas repartições, como Vidic (decepcionante), Stankovic (que conseguiu um recorde ao jogar por três seleções diferentes, nas três Copas que disputou). Consegue ir bem nas eliminatórias, mas na hora da decisão, treme.
Gana – Essien fez muita falta, mas o time é rápido e sabe jogar. Mas como todos os africanos, faltou pontaria. Gyan é muito bom. Não deve passar pelos Estados Unidos.
Austrália – Muito fraca, embora os 4x0 da estréia não reflitam a qualidade do time, que é melhor do que isso. Entrou como azarão do grupo e por pouco não passou devido à incompetência dos rivais.
Fases de Grupo Parte 2
Holanda – Passou, mas não mostrou muita coisa. Sneijder, Kuyt e Robben, que estreou no final do último jogo, são os grandes destaques. Embora não esteja jogando seu melhor (ou se isso for seu melhor) deve avançar pelo menos até as quartas.

Dinamarca – Esse time pisa na alcunha que já recebeu: ‘Dinamáquina’. Um time truculento, pesado que depende dos lampejos de Rommedahl, do grandalhão Bendter e do aposentado Tomasson que não merecia a titularidade. A equipe joga feio, sem muita objetividade, apostando muito nos chutões para frente.
Japão – Time disciplinado que abandonou a correria para jogar através dos contra-ataques, privilegiando o jogo defensivo. Com um futebol surpreendente, fez bons jogos e conseguiu uma das vagas em um grupo considerado o mais fraco. Keisuke Honda é seu grande destaque, o meia atacante do CSKA, da Rússia, tem se destacado nas partidas, deixando no banco um dos grandes jogadores do Japão nos últimos tempos, Shunsuke Nakamura.
Camarões – Decepção total na Copa, veio só para figuração. Dentre todas as seleções africanas foi a mais fraca, envolta em problemas de relacionamento entre os jogadores e críticas do ex-jogador Roger Milla. A equipe até tentou, mas esbarrou nas suas limitações. Após um primeiro jogo apagado, Eto’o melhorou, mas não conseguiu levar o piano nas costas.
Grupo F
Paraguai – Fez o feijão com arroz para passar e acabou sendo premiado pela incompetência italiana com o primeiro lugar. Lucas Barrios, grata surpresa nos amistosos, não fez nada até agora. Equipe sem nomes de destaque, o conjunto em si é o que vale, tem boa defesa e bom ataque. Faz jogo equilibrado com o Japão, mas não deve ter futuro dentro da competição.
Itália – Uma vergonha histórica, não apenas pela desclassificação, mas ao terminar na última posição desse, que era o grupo mais fácil da Copa. Com essa derrota os dois finalistas da Copa passada estão eliminados de maneira melancólica, a diferença é que para Itália faltou futebol, para os franceses faltou vergonha na cara. O time italiano sempre penou na primeira fase, mas dessa vez se superou, ao conseguir a proeza de empatar com o fraquíssimo time da Nova Zelândia, selando seu destino na competição.
A equipe cada vez mais envelhecida depositou suas fichas nos decadentes Zambrotta e Cannavaro, no brucutu Gattuso, no lesionado Camoranesi, no fraco Iaquinta e na criatividade de Pirlo para que acontecesse outro milagre, como o de 2006. Fato que não ocorreu, já que Pirlo, que é ótimo jogador, mas não decide nada, ficou isolado no meio de campo marcador e sem criatividade da Azurra. Pelo menos, alguns se destacaram como Di Natali e Quagliarella, que marcou um dos mais bonitos gols da Copa.
Nova Zelândia – Sem dúvidas, é o pior time da Copa. A equipe é terrível, praticamente amadora, mas conseguiu um feito sensacional ao se despedir da competição de maneira invicta, lutando até o último jogo pela classificação. A dedicação e a disciplina tática são os pontos altos, mas faltou muito futebol.
Eslováquia – É um bom time, pode surpreender ao longo do campeonato. Fez boas partidas, exceto contra o Paraguai, mas mostrou ser uma equipe incapaz de definir o resultado e pouco de equilíbrio nos momentos decisivos ao ceder o empate para os neozelandeses e quase para os italianos. Hamsik e o artilheiro Vittek são os destaques.
Grupo H
Brasil – O futebol de resultado já esperado. Contra times defensivos mostrou extrema dificuldade, contra equipes mais abertas conseguiu impor seu jogo. Elano e Lúcio são os destaques da equipe, que conta ainda com a ascensão de Kaká e Robinho, que busca se firmar como jogador de nível mundial. O problema continua sendo Felipe Melo, que distribui chineladas a torto e a direito e as fracas exibições de Michel Bastos.
Portugal – O maior mérito foi a vitória por 7x0 sobre a combalida Coréia do Norte. Fora isso, não mostrou muita coisa. Com um futebol pragmático e muito parecido com o do Brasil, marcação forte e contra-ataques rápidos, a equipe jogou para o gasto para passar. O destaque, como não poderia deixar de ser, é o gajo Cristiano Ronaldo, embora mereça destaque Raul Meireles, Fábio Coentrão e Tiago, bons jogadores.
Costa do Marfim – Muita fôlego e força, só isso. A equipe do artilheiro Drogba, embora tenha muitos jogadores rodados, peca pela falta de organização em campo. Dentre as seleções africanas foi a que se mostrou mais lenta e finalizando bem melhor que os outros. Se tivesse em outra chave, talvez chegaria mais longe.
Coréia do Norte – Surpreendeu na estréia mostrando um futebol arrojado defensivamente, com Jong Tae Se, chamado de ‘Rooney asiático’, aparecendo para o jogo, dando pinta que iria dificultar a vida das outras seleções. Mas contra Portugal, o treinador Kim Jong Hun resolveu inventar moda e partiu para cima dos portugueses, foi nessa hora que percebeu a diferença abissal entre as equipes, levando sete, quando poderia ter levado dez, já na última partida a equipe jogou para cumprir tabela.
Grupo H
Chile – Uma das gratas surpresas da Copa. Treinada pelo argentino Marcelo Bielsa, a equipe preza pela ofensividade e pela fragilidade do sistema defensivo. Cria muitas chances de gols, mas perde 90% delas, pois se as fizesse estaria enfrentando Portugal. Os atacantes Beausejour e Aléxis Sanchez, que está sendo sondado pelo Manchester United, têm se destacado na competição, assim como Valdivia que tem jogado bem.
Suíça – Uma defesa intransponível, é isso que podemos dizer, já que seu ataque é praticamente inexistente. Conseguiu um recorde um tanto sem graça, ao ficar 559 minutos sem levar gols, superando a Itália, que em 90 ficou 550. A equipe conseguiu o mais complicado, venceu nada menos do que a Espanha, o melhor time do grupo. Mas depois disso não conseguiu superar o Chile e mostrou toda sua fragilidade ofensiva ao não conseguir marcar um gol sequer contra a fraca Honduras.
Espanha - Decepção total para variar. Com a espinha dorsal formada pelo Barcelona (Pique, Puyol, Busquets, Iniesta, Xavi e Davi Villa) atua da mesma maneira que a equipe catalã, mas sente a falta de um jogador excepcional, como Messi. O elenco como um todo é muito bom, mas falta um jogador decisivo. As fases de Casillas e Fernando Torres são um problema.
Honduras – Uma das piores seleções da competição, até que não fez feio em um grupo equilibrado. Conseguiu um empate contra os ultradefensivos suíços.
Confrontos das Oitavas de Final
Uruguai (favorito) x Coréia do Sul
Argentina (favoritíssimo) x México
EUA (favorito) x Gana
Alemanha (favorito) x Inglaterra
Holanda (favorito) x Eslováquia
Paraguai x Japão (favorito)
Brasil (favorito) x Chile
Espanha x Portugal (embora não tenha mostrado nada, para mim é favorito)
22 junho 2010
Governo norte-coreano transmite ao vivo massacre lusitano sobre seleção local

O problema foi que o desfecho não foi dos melhores para a imagem do regime ditatorial que comanda o país, uma acachapante goleada por 7 a 0 que irá eliminar as transmissões em tempo real por um bom tempo no território. A última vez que a Coreia do Norte retransmitiu um jogo ao vivo foi em junho de 2009, quando sua seleção enfrentou à do Irã em um jogo classificatório para a Copa da África do Sul.
Durante a Copa, a seleção norte-coreana ficou marcada pelo seu excesso de isolamento. Só para se ter uma idéia, o governo contratou um grupo de chineses para que torcessem pela seleção, já que o regime proíbe que a população possa transitar entre os países, com suspeita de que possam fugir. Suspeita levantada durante a estadia na África do Sul, quando 4 integrantes da equipe sumiram, possivelmente pedindo asilo político no país.
Contra os lusitanos o governo não teve tempo de editar a partida, azar dos jogadores que devem ser chicoteados e fuzilados quando voltarem pelo fracasso.
11 junho 2010
Apresentando bom futebol, África do Sul perde uma chuva de gols e só empata na estréia da Copa

Os mexicanos que sempre costumam dar trabalho, pelo menos nessa primeira impressão, mostraram uma equipe muito limitada, que não deverá ir muito longe dentro da competição uma vaga nas oitavas de final deve ser comemorada. Os destaques da equipe ficam por conta do promissor atacante, Giovanni dos Santos que embora tenha tido uma participação discreta, todas as jogadas da equipe passam por seus pés, o zagueiro Rafa Márquez e o veteraníssimo Blanco.
Já os anfitriões, depositavam suas esperanças na tática e experiência de Carlos Alberto Parreira e do craque Piennar para dar alguma luz à equipe.
A África do Sul após um primeiro tempo fraco, voltou com tudo no segundo disposto a alegrar sua torcida, até que graças a tão criticada Jabulani, Tshabalala acertou um foguete que matou a coruja, abrindo o placar e fazendo festa no SoccerCity.
A defesa mexicana postada com três zagueiros era uma festa, apresentando enormes buracos para os africanos. Mas a experiência dos mexicanos falou mais alto e após cruzamento de Guardado, a bola caiu nos pés do zagueiro Márquez que calou o estádio.
Após o gol de empate mexicano, a África do Sul se acuou e por pouco não levou a virada. No final, o empate foi muito lamentado pela equipe, já que era a chance mais clara de somar três pontos e buscar a classificação. A sina de Parreira de não vencer em Copas do Mundo treinando outras seleções (Kuwait 82, Emirados Árabes 90, Arábia Saudita 98 e agora África do Sul) continua.
Agora resta aos Bafana Bafana buscar a vitória contra os time meia boca do Uruguai, o que é possível e lutar por um empate contra os franceses pelo futebol apresentado vale sonhar. Já os mexicanos devem estar apreensivos, tendo em vista que a equipe suou para conseguir um empate contra a seleção mais fraca do grupo.
09 junho 2010
Novata em Copas do Mundo, Eslováquia é a única equipe da competição sem apelido

A Fifa se refere à seleção apenas como "Repre", um diminutivo de representação. Incomodados com a situação, os portais da Eslováquia deram destaque nesta terça-feira a ausência de um nome carinhoso para se referir à seleção do seu país.
- Há apelidos muito mais interessantes com nomes de bichos e cores - escreveu o portal local 'SME'. O jornal inglês The Guardian, se refere ao apelido da seleção eslovaca como o "menos criativo apelido em anos".
A Copa da África do Sul é a primeira participação da Eslováquia como uma nação independente. Enquanto ligada à Tchecoslováquia foram oito participações e duas finais. Uma contra a Itália, em 1934, quando perdeu por 2 a 1 e outra em 1962, na derrota para o Brasil.
Confira abaixo os apelidos
Grupo A
França - Les Bleus (Os Azuis)
África do Sul - Bafana Bafana (garotos garotos)
México - La Tri (A Tricolor)
Uruguai - Celeste Olímpica
Grupo B:
Argentina - Albiceleste
Nigéria - As Super-Águias
Coreia do Sul - Diabos Vermelhos
Grécia - Navio Pirata
Grupo C:
Inglaterra - Tres Leões
Argélia - Raposas do Deserto
Eslovénia - Os Dragões
Estados Unidos - Os Yankees
Grupo D:
Alemanha - Die Mannschaft (O Time)
Austrália - Cangurus
Gana - Estrelas Negras
Sérvia - Águias Brancas
Grupo E:
Holanda - Laranja Mecânica
Japão - Samurais
Camarões - Leões Indomáveis
Dinamarca - Dinamáquina
Grupo F:
Itália - Azzurra
Eslováquia - "Repre"
Nova Zelândia - All Whites
Paraguai - Guaranis
Grupo G:
Brasil - Seleção Canarinho
Costa do Marfim - Os Elefantes
Coreia do Norte - Chollima (cavalo alado do folclore nacional)
Portugal - Seleção das Quinas
Grupo H:
Suíça - Nati (equipe nacional, em alemão)
Chile - La Roja
Honduras - La Bicolor
Espanha - A Fúria
Fonte: Lancepress!
07 junho 2010
Em clima de Copa site lança bonecos de vodu das seleções

Os bonecos têm 15 centímetros de altura e vêm com cinco alfinetes. Cada um custa R$ 10. Eles estão à venda no site www.voodoocopa.com.br e cada pedido deve ter, no mínimo, cinco unidades. O comprador ainda terá de arcar com as despesas da entrega.
Como já dizia o folclórico Neném Prancha, ex-roupeiro do Botafogo: “Se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminaria empatado’’. A pergunta que fica no ar é porque eles fizeram bonecos da Nova Zelândia, Eslováquia, Coréia do Norte, Honduras que ficaram estocados sem compradores.
21 maio 2010
Comercial da Nike mostra a fama e o fracasso durante um jogo de futebol
Estrelam a campanha global alguns dos maiores astros do futebol mundial: Cristiano Ronaldo, Drogba, Rooney, Cannavaro, Ronaldinho Gaúcho que são os protagonistas. Além de Ribéry, Iniesta, Fábregas, Walcott, Evra, Piqué, Donovan, Thiago Silva, o tenista Roger Federer , o jogador da NBA Kobe Bryant, Homer Simpson e o ator Gael Garcia Bernal completando o elenco galáctico. Se não estivesse envolvido com o caso de traição, Tiger Woods também estaria inserido no comercial.
O filme foi dirigido pelo renomado diretor Alejandro Gonzalez Inarritu, de filmes como “21 Gramas” e “Babel”. A história começa com Didier Drogba passando pela defesa adversária, imaginando a glória para seu país, até seu gol ser evitado por Canavarro, que se transforma em um ícone nacional. No caso de Wayne Rooney podemos ver os dois lados do futebol. O fracasso, quando tem seu passe interceptado por Ribéry, que decreta o fim de sua carreira enquanto o francês é o personagem de um vistoso outdoor. E a fama ao recuperar a bola perdida se tornando um fenômeno no país.
19 maio 2010
Os erros de convocação do álbum de figurinhas da Copa 2010
Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com
Uma das coisas mais aguardadas pelo público, em geral, no ano de Copa do Mundo é o seu álbum de figurinhas que chega às bancas muito antes das convocações das seleções para a competição. Com isso, a Panini, empresa que confecciona as figurinhas e álbum, tem que tentar antecipar alguns nomes das listas e adivinhar os preferidos de cada treinador, muitos desses nomes nem chegam a disputar o Mundial. Neste ano, 50 jogadores que estão nas figurinhas não estão nas listas entregues pelas seleções à FIFA no último dia 11.
Todas as seleções já enviaram para a Fifa suas listas de 30 pré-convocados. A partir desta data, só poderá haver trocas até a véspera da estréia de cada time por motivo de lesão (e qualquer jogador do país, independentemente de ter sido incluído entre os 30 iniciais, poderá ser chamado).
Algumas das figurinhas não estarão na Copa por conta de lesões, o que é compreensível, como o meia Beckham (Inglaterra), Ballack e o goleiro Adler (Alemanha). Esse número poderia ser maior se o técnico Fábio Capello, da Inglaterra, não apostasse na recuperação dos meias, Gareth Barry e Aaron Lennon, o último sequer entrou em campo neste ano, que devem se recuperar durante a preparação da seleção na Copa.
Outros jogadores simplesmente perderam a vaga, como aconteceu com Adriano e André Santos no Brasil e o zagueiro italiano Legrottaglie. Há até mesmo, o caso dos esquecidos pela ‘falta de espaço’, segundo a Panini, que podemos entender como falta de futebol ou até mesmo carisma. Nesse caso, temos Júlio Baptista que era nome certo e foi preterido na seleção para a aposta nacional, Ronaldinho Gaúcho, que acabou não se confirmando e Martin Palermo que sempre contou com a admiração de El Pibe.
Foto: kibeloco.com.br
Entretanto, alguns desses erros podem ser relevados se levarmos em conta que sempre marcaram presença e foram excluídos no momento final, como os volantes argentinos Cambiasso, da Inter de Milão, Gago, do Real Madrid, além, do atacante francês Benzema também do clube merengue.
Confira todos os que estão no álbum, mas não na lista oficial de 30 nomes das seleções:
África do Sul: Morgan Gould, Richard Henyekane e Thembinkosi Fantenni
México: Aaron Galindo, Pavel Pardo, Aldo de Nigris e Miguel Sabah
Uruguai: Bruno Silva e Cristián Rodríguez
França: Karim Benzema
Argentina: Javier Zanetti, Esteban Cambiasso e Fernando Gago
Nigéria: Obinna Nwaneri e Seyi Olofinjana
Coreia do Sul: Jung Sung-Ryong, Kim Do-Heon e Seol Ki-Hyeon
Grécia: Angelos Basinas
Inglaterra: David Beckham
Argélia: Lounes Gaouaoui, Yacine Bezzaz, Khaled Lemmouchia e Hameur Bouazza
Eslovênia: Nejc Pecnik
Alemanha: Rene Adler, Simon Rolfes, Thomas Hitzlsperger e Michael Ballack
Austrália: Patrick Kisnorbo
Sérvia: Ivica Dragutinovic
Gana: Harrison Afful
Dinamarca: Michael Jakobsen
Japão: Hideo Hashimoto
Camarões: Andre Bikey, Thimothee Atouba, Somen Tchoyi e Paul Alo'o Efoulou
Itália: Nicola Legrottaglie
Nova Zelândia: Duncan Oughton e James Pritchett
Eslováquia: Jan Novak
Brasil: André Santos e Adriano
Coréia do Norte: Nun In-Guk,
Costa do Marfim: Kanga Akale
Portugal: Bosingwa, João Moutinho (lista dos suplentes)
Suíça: Ludovic Magnin e Johan Vonlanthen
Honduras: Luis Ramos
14 maio 2010
Convocação de Dunga para Copa 2010 privilegia os 'operários' em vez dos 'craques'

Seu discurso foi pautado em cima do nacionalismo, dedicação e comprometimento, tanto que esse foi um dos motivos da exclusão do atacante Adriano, relegando, assim, o futebol vistoso para segundo plano.
Gostei das respostas de Dunga, algumas foram muito coerentes como:
“A mídia e o torcedor tem que ter interesse pela seleção durante os 3 anos de trabalho e não nos últimos 20 dias’’.
“Ninguém pedia os meninos da Vila em novembro, janeiro e fevereiro”.
“Tem que levar quem pode ganhar agora, não preparar o time para 2014”.
Mas ao mesmo tempo se contradisse, ao dizer que Ganso não tinha sido chamado para a lista principal, pela sua inexperiência, para em seguida chamá-lo como suplente. A convocação de Doni, embora tenha fundamento, levou como base o nacionalismo e comprometimento, não deixa de ser emblemática, deixando a entender que ele o convocou mais por ser um ‘bom profissional’ do que um jogador propriamente dito.
Em relação aos não convocados merecem destaque:
Victor - Não deu para entender o porquê está fora, embora nunca tenha jogado sob o comando de Dunga.
André Santos – Relegado até dos suplentes, perdendo a vaga para Marcelo, sua saída foi inexplicável. Após ser campeão da copa das confederações atuando como titular.
Pato – Embora nunca tenha brilhado pela seleção e por não ter as mesmas características de Adriano e Grafite, poderia ter tido uma chance.
R.Carlos – Embora eu o considere displicente em muitas ocasiões (meião Copa 2006) vem se destacando pelo Corinthians e poderia ter sido lembrado, pois atualmente tem jogado muito mais que Gilberto.
Hernanes - Ninguém fala, mas fez falta na lista. Com exceção de Kaká, colocaria qualquer um no banco.
Adriano - Agora morre de depressão. Se excluiu há muito tempo por sua instabilidade emocional, problemas com bebidas e peso, poderia brilhar nessa seleção.
Gaúcho – Muito bem descartado. Não joga nada durante 3 anos, fica na farra e acima do peso, na reta final resolve jogar bem alguns jogos e já se acha o bonzão de novo. Engraçado é a mídia que pedia sua saída quando ele era convocado e jogava mal, dizendo que não tinha jeito, depois que melhorou um pouco teve um clamor por ele ou como diria Dunga, um 'love'. Sua fase no Milan não é tão boa assim (tendo em vista que o time é medíocre), vivendo de lampejos esporádicos. Na seleção nunca rendeu fora 2002.
Ganso – Mais rodado do que a Jóia, esbanjando muita personalidade, como na final do paulistão. Não se pode afirmar como reagiria a uma Copa. Poderia ter sido chamado, merecia a vaga mais do que qualquer outro acima.
Realmente a convocação pode não ter sido de encher os olhos, mas é muita hipocrisia dizer que é mais digno perder jogando bonito, como em 82, do que ganhar jogando feio, em 94. O torcedor está preocupado em ser campeão seja da maneira que for, ou você acha que se o Brasil perder da Argentina em uma final jogando bonito vai ser mais agradável do que vencê-los, mesmo que seja nos pênaltis.
Há um discurso muito pessimista em relação à seleção, após a convocação. Calma, menos, até porque não há nenhuma seleção que desponte tanto assim das demais, talvez, a Argentina se não tivesse Maradona. Fora isso, todas estão no mesmo patamar. A seleção não está tão ruim assim, a defesa e o ataque estão bons, o meio é o maior problema devido a falta de um jogador criativo e pensante em prol dos aguerridos e voluntariosos volantes à la 94.
Realmente como diria Galvão, ‘‘Haja coração’’, para acompanhar essa Copa que não terá grandes craques como Viera e Benzema da França, Totti e Cassano da Itália, além dos operários Cambiasso e Zanetti da Argentina.
Uma coisa é certa, Dunga precisará ter costas largas, já que será cornetado por tudo desde o isolamento excessivo da seleção até a exclusão dos Meninos da Vila, mesmo que vença o Mundial. Na 1º derrota então, as manchetes devem trazer: ’’ órfãos de Ganso e Neymar’’.
Análise dos convocados:
Júlio César – O melhor goleiro da atualidade.
Gomes – Atravessa boa fase na Inglaterra, embora não o considere dos mais confiáveis. Optaria por Fábio ou Victor.
Doni – Deve ser o maior boa praça e contador de piadas do Brasil para ter sido levado. Já era fraquíssimo quando era titular e tinha ritmo de jogo na Roma, agora sendo reserva, é rezar para que não entre em campo.
Lúcio – Capitão e pilar da defesa brasileira.
Juan – Após vencer as lesões, volta a reeditar uma das melhores duplas de zaga do mundo.
Luisão – Bom no jogo aéreo, ponto. Não empolga e não compromete.
Thiago Silva – Jovem e talentoso, tem se destacado na fraca campanha do Milan.
Maicon – Não sou fã de seu futebol, mas sempre jogou demais na seleção e pode ser considerado como um dos melhores, senão o melhor, lateral direito do mundo.
Dani Alves – Mesma situação de Maicon. Destaca-se por sua versatilidade, desempenhando diversas funções, deve ser titular no meio.
Michel Bastos – Está jogando muito bem na França, mas atuando como meia ou ala. Fraco na defesa e ótimo no apoio.
Gilberto – Após bom brasileiro ano passado, vem caindo muito de produção e no alto de seus 36 anos não tem jogado na lateral. Poderia ter optado por outro lateral ou atacante.
Felipe Melo – Atravessa uma fase terrível na Itália, tendo sido eleito pior jogador do campeonato por uma rádio local. Mas é homem de confiança do treinador e nunca comprometeu na seleção.
Gilberto Silva – É de confiança de todos os treinadores que passam pela seleção, nos últimos anos. Carrega o piano e voltou a jogar bem no oriundo futebol grego.
Josué – Optaria por Denílson do Arsenal, embora seja um bom banco para Gilberto Silva, mas quase não é notado na seleção.
Ramires – ótimo jogador. Veloz e bom marcador pode jogar como volante ou meia.
Elano – Destaque para suas jogadas de bola parada, não vem em boa fase, mas merece estar na lista.
J.Baptista – Sempre correspondeu na seleção, polivalente e voluntarioso, peca pela falta de recursos técnicos.
Kaká – Grande destaque do time deposita-se todas as fichas para o time jogar bem. Não joga há bastante tempo e deve chegar à meia bala para o Mundial.
Kléberson – Incoerência do treinador. É reserva no time meia boca do Flamengo e atuou poucas vezes com Dunga.
Luis Fabiano – Excelente jogador. Na “Era Dunga” marcou 19 gols em 24 partidas.
Nilmar – Velocista, conquistou a vaga no final ao marcar gols importantes e se mostrar muito útil.
Robinho – Atravessa bom momento com a camisa do Santos. Regularidade impressionante com a amarelinha.
Grafite – Chamado para suprir a ausência de Adriano. Não atravessa sua melhor fase, mas pode surpreender.
Completam a lista dos suplentes, que podem entrar em caso de corte:
Alex – Zagueiro
Sandro – Volante
Marcelo – Lat. Esquerdo
Ganso – Meio-Campo
Ronaldinho – Meio-Campo
Carlos Eduardo – Meia-atacante
Tardelli – Atacante
13 maio 2010
Com equipe 'estrangeira', Argélia tenta mudar a imagem do país através do futebol.

Alguns deles estarão em campo representando o país na Copa do Mundo da África do Sul. Nas últimas convocações da seleção, 15 jogadores “estrangeiros” foram chamados. Não se trata de naturalização ou de oportunismo, mas de pessoas que simplesmente não tiveram o direito de nascer em seu próprio país.
É o caso de nomes importantes como Mansouri, capitão do time, Meghni, do Lazio, Ziani, do Wolfsburg, e Ghezzal, do Siena, todos filhos de imigrantes que se mudaram para a França. A antiga metrópole está a apenas duas horas de avião e atrai muitos argelinos em busca, principalmente, de prosperidade ou segurança.
Mas essa distância parece ter reforçado a identidade desses jogadores. Mesmo sem ser um grande time, a Argélia conquistou uma vaga na Copa depois de 24 anos ao superar o Egito, atual tricampeão africano, em uma partida desempate. E naquela oportunidade o que saltou aos olhos, muito mais do que a técnica, foi à entrega da equipe.
Rabah Saadane, o treinador que levou a Argélia à sua terceira Copa do Mundo, foi o mesmo que comandou a seleção no Mundial de 1986, quando os africanos foram derrotados pelo Brasil por 1 a 0. Aquele era a segunda Copa consecutiva do país, que vivia a melhor fase de seu futebol. Em 1990, a Argélia ainda conquistou o título continental pela primeira vez, mas, depois disso, o esporte entrou em colapso por causa da violência.
'O terrorismo prejudicou toda a sociedade e, é claro, atingiu também o futebol. Com tantas coisas mais importantes para se preocupar, as pessoas deixaram o esporte um pouco de lado e o nosso futebol sofreu uma grande queda' conta Saadane.
Aos poucos, os clubes se enfraqueceram e as categorias de base tiveram mais dificuldade para revelar talentos.
'Muita gente foi embora da Argélia e ficou difícil formar novos jogadores. Não havia mais pais dispostos a deixar seus filhos
em escolinhas, com medo de que acontecesse alguma coisa. As pessoas também pararam de ir aos estádios e os clubes foram perdendo dinheiro. Mas felizmente isso começa a mudar' conta Noureddin Saadi, técnico do USMA, um clube popular de Argel.Apesar de ser um país com qualidade de vida razoável - é o sexto melhor da África segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - e dos esforços do governo para coibir os atentados, a Argélia ainda sofre. Em dezembro de 2007, um ataque reivindicado por radicais islâmicos ligados à rede Al Qaeda matou pelo menos 45 pessoas em Argel.No ano seguinte, o mais grave matou 43 pessoas em Issers.
A Copa do Mundo é, portanto, uma ótima oportunidade para o país melhorar sua imagem. Ao entrarem em campo, nascidos ou não em território argelino, os jogadores sabem que terão a chance de representar a maioria absoluta da população - um povo gentil, acolhedor e apaixonado por futebol.
'Gatos' em Gana: Um problema cultural que extrapola as quatro linhas

Assim como no Brasil, alguns pais demoram a registrar seus filhos, logo após seu nascimento, seja por falta de informação ou pela dificuldade de se chegar aos postos mais próximos, fazendo com que as crianças sejam legalmente mais novas do que realmente são.
O diretor do escritório de registros de nascimentos e mortes de Gana, Stephen Amoah explicou a dificuldade de se fazer um controle de nascimentos no país.
‘ Para cobrir toda a população precisaríamos de uns 4 mil ou 5 mil postos de registro, mas hoje não temos nem mil. Dois terços deles ficam concentrados no sul de Gana, que é mais desenvolvido, enquanto o centro-norte tem apenas um terço’ explicou Amoah.
Segundo ele, a situação já melhorou bastante. Hoje cerca de 51% dos ganenses tiram a certidão com menos de um ano de idade, um percentual muito maior do que os 17% do início dos anos 90. Amoah trabalha agora para conquistar os outros 49% que, em geral, são registrados quando têm de um a cinco anos. Um dos grandes problemas é que muitos partos são feitos em áreas remotas, dentro de casa, o que atrapalha o controle.
- Treinamos voluntários em diversas comunidades para registrarmos as crianças e de tempos em tempos colhemos as informações. Além disso, temos escritórios ao lado dos postos de vacinação. Assim, quando os pais levam o filho para ser imunizado, normalmente com seis semanas de vida, nós aproveitamos para registrá-lo - detalhou.
O esforço de Amoah passa por questões muito mais importantes que o futebol. Sem estatísticas de natalidade confiáveis fica difícil também controlar desde a alfabetização da população até um sistema de previdência. Segundo dados de 2009, Gana têm 24 milhões de habitantes, sendo 8,9 milhões na faixa de zero a 14 anos.
- Se o pai chega com uma criança mais velha aqui, sem nenhum tipo de documento, fica difícil saber a idade correta dela. Por isso tirar uma certidão com até um ano de idade é de graça. Cobramos uma pequena multa (o equivalente a R$3) para evitar que as pessoas deixem para fazer isso depois. Também tentamos mostrar a importância de uma certidão para que o cidadão tenha seus direitos.
Fonte:Globoesporte.com
09 maio 2010
Gol de grafite é eleito o mais bonito da história do Wolfsburg

O gol foi considerado pelos torcedores o mais bonito da história do clube em eleição realizada pela internet.
O atacante que é lembrado até hoje pelos são paulinos como o grande responsável pelo não rebaixamento do rival Corinthians no Paulistão de 2004, segue prestigiado no país bávaro, embora não repita o sucesso da temporada passada.
Ele vem mostrando que com dedicação e vontade os jogadores tupiniquins podem sim triunfar em um futebol mais truculento, como o alemão, ao invés, de reclamarem por perseguição dos treinadores, como muitos fazem.
Especial Copa do Mundo - Capitão da França na Copa de 1930 integrou exército de Hitler
O repórter Régis Rösing conversou no Uruguai com o francês Jacques Simon, advogado aposentado de 89 anos. Ele testemunhou aquela partida e, pouco mais de uma década depois, a
o voltar à França para lutar na Resistência contra o nazismo, teve o dissabor de reencontrar Villaplane em outro papel: o de subtenente da Brigada Norte - Africana, unidade a serviço de Hitler que delatava, caçava e matava judeus e inimigos do regime instalado na Paris ocupada. O ex-capitão da seleção integrava uma gangue conhecida por sua violência e sadismo, e, segundo testemunhas, apertou ele mesmo o gatilho em diversas execuções sumárias.- Depois disso, perdi o interesse pelo futebol - contou Simon, que leiloou o ingresso que tinha da final da Copa de 1930, entre Uruguai e Argentina.
Villaplane, porém, não escaparia da justiça: em 1944, depois que Paris foi libertada pelas tropas aliadas, ele foi condenado à morte e fuzilado.
Acostumado com modernidade dos clubes de SP, Muricy encara precariedade em sua chegada ao Fluminense.
Ao colocar os pés no estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, para comandar o treino do Fluminense, Muricy Ramalho teve um choque de realidade. O treinador se deparou com um ambiente mal cuidado e digno de um clube que disputa a Segunda Divisão do Campeonato Carioca, a Portuguesa.
A estádia Tricolor no local é por tempo indeterminado, embora o retorno às Laranjeiras esteja previsto para o início da próxima semana. A diferença para o que era oferecido pelos dois últimos clubes comandados pelo profissional, por exemplo, é gritante.
A estrutura encontrada é praticamente varzeana não havendo academia e departamento médico, além de contar somente com um campo para a equipe principal tricolor (assim como nas Laranjeiras). Os centros de treinamentos de São Paulo e Palmeiras disponibilizam três campos oficiais. O Tricolor vai além e oferece além de um espaço menor para atividades físicas, um local específico para trabalho dos goleiros.
Campo do Luso-Brasileiro à esquerda e na parte superior direita SP e em baixo Palmeiras
O conforto também está longe de existir. Ao contrário dos espaços devidamente decorados, climatizados e estacionamentos exclusivos, no Luso-Brasileiro o treinador terá que se acostumar a caminhar em chão de terra, com alguns matos não tão bem aparados e um calor, muitas vezes, insuportável. Vestiário há apenas um, longe da modernidade que lhe era disponível na Academia de Futebol há pouco mais de dois meses e banheiras de hidromassagem dão lugar a chuveiros simples que male-male oferece água quente.
Chuveiros do Luso-Brasileiro e Hidromassagens da Academia de Futebol
Na apresentação oficial, Muricy Ramalho tentou minimizar a disparidade entre as estruturas oferecidas por paulistas e cariocas. Entretanto, a diretoria tricolor negocia um CT na Barra da Tijuca para atender os anseios do comandante. Alguns chegam a dizer que essa aquisição teria sido uma das imposições feitas por Muricy para que houvesse acerto com o time das Laranjeiras.
Seu lema nunca foi tão colocado a prova, já que terá que mostrar toda sua competência e trabalho para superar a falta de estrutura para que consiga êxito em sua nova empreitada.
Capacidade ele tem de sobra, resta saber se não haverá desfalques na equipe por conta de choques no chuveiro ou falta de musculação para os jogadores ( um dos motivos para as milhares de lesões do atacante Fred). Se o Flamengo que tem estrutura semelhante conseguiu ser campeão, porque não o Fluminense.
Palmeiras:
3 campos oficiais
Ginásio
Centro de recuperação de fisioterapia e fisiologia
Vestiário moderno
Sala para comissão técnica
Consultório médico
São Paulo:
3 campos oficiais
1 pequeno
1 exclusivo para goleiros
2 vestiários modernos
Alojamento
Restaurante
Sala de Jogos
Reffis
Ilha do Governador (Portuguesa-RJ):
1 campo com medidas oficiais
Vestiário precário
Não há sala de imprensa, academia ou departamento de fisioterapia.
Laranjeiras:
1 campo com medidas oficiais
Vestiário bem arrumado
Sala de imprensa moderna
Departamento Médico de fisioterapia e fisiologia
Academia modesta
Alojamento precário
Restaurante Comum aos sócios
04 abril 2010
Desvendado o mistério de Rubinho

Mas acabou vazando imagens de como seria o volante do brasileiro Rubens Barrichelo, desmistificando sua sina de azarado e piloto meia-boca. Desvendado o segredo podemos ver que a culpa nunca foi dele e sim de seu volante de díficil manuseio.
* Para melhor visualização, clique na imagem
22 março 2010
Resumo da Rodada
Bom, acho que o placar já diz tudo. A equipe continua sendo uma máquina de fazer gols, mesmo sem contar com a jóia e com o máscara - Robinho - a equipe deitou e rolou. André (3), Ganso e Madson (2), com Zé Love e Maikon Leite completando o placar, aja criatividade para comemorar tanto gol.
A equipe está jogando fácil, embora ainda falte um lateral direito para ser titular e um ala esquerdo para ser sombra ou até mesmo titular do bichado Léo, embora Pará venha quebrando um bom galho.

André, o menos badalado do time vai fazendo seus golzinhos e já contabiliza 10, sendo o vice-artilheiro do campeonato, e com isso passa a reivindicar um aumento salarial, tendo em vista que recebe ‘apenas’ 10 mil quase 140 mil a menos do que Neymar, por exemplo. Mesmo assim, ainda falta um centro-avante de mais renome na equipe, que com certeza não será Marcel.
Marquinhos está jogando muito, pois além de atacar, ajuda na marcação e junto com Ganso armam o time com inteligência e passam muito bem a bola. Arouca se encaixou muito bem, a troca até o momento foi melhor para o Peixe, além da marcação o volante aparece muito bem no ataque como elemento surpresa, coisa que não fazia no SP devido ao esquema robótico que a equipe utiliza. Maikon Leite volta aos poucos e pode dar nova cara ao ataque.
Do lado do Ituano, o goleiro Saulo já deve ter uma preparação especial para os joelhos, já que está acostumado a ser vazado inúmeras vezes, para quem não se lembra ele era o goleiro do Peixe no fatídico 7x1 contra o Corinthians, repetindo a dose, só que do outro lado, levando 8 mas devido a expulsão ficou fora de levar o nono.
Na zaga, o veteraníssimo Roque Junior, mostrando toda sua astúcia e extrema lentidão, saiu no primeiro tempo com dor na coluna de tanto ser entortado. No meio o único que joga na equipe, Juninho Paulista, o jogador-dirigente correu o tempo todo e foi o único que tentou algo.
Corinthians 0 x 2 Grêmio Prudente

O Corinthians trouxe emoção ao campeonato ao embolar de vez a briga pela última vaga nas finais do Paulistão. Prestando uma homenagem aos 50 anos que completaria Ayrton Senna, com Roberto Carlos levando um capacete do piloto na entrada da equipe, o Timão foi a campo com seu terceiro e diferente uniforme, debaixo de um baita sol que só contribuiu para a lentidão da equipe.
Com exceção de Roberto Carlos, que já tem 36 anos, e Jorge Henrique todos eram extremamente pesados. Um meio de campo que tem Danilo, Edu e Tcheco pode até ter um excelente passe e controle de bola, mas quando é necessário velocidade para puxar um contra-ataque isso se torna um problema.
O lateral Moacir não tem qualidade nenhuma para vestir a camisa do Corinhthians, Ralf marca bem, mas é muito limitado na saída de jogo e como sabe disso quase nunca vai para frente. Embora Souza tenha melhorado ele é muito ruim, nem mesmo as entradas dos ‘’velocistas’’ Iarley, Elias e Dentinho foi suficiente para a melhora da equipe.
Pelo Prudente o destaque sempre tem sido, Marcos Assunção, o volante vem mantendo uma regularidade incrível, mostrando que ainda pode jogar por uma grande equipe.
O goleiro Márcio também foi bem, mas vale uma ressalva, e quem diria, é o novo treinador da equipe, Toninho Cecílio, ex-diretor de futebol do Palmeiras, mostrando que pode não entender nada de administração, mas de tática parece que conhece alguma coisa.
Resumo da rodada

Só para não carregar o estigma de só postar quando o Palmeiras vence, vou falar sobre a nova e deprimente rotina do Verdão, que está se tornando Verdinho.
Quem se surpreendeu com esse placar é porque não está familiarizado com o passado recente da equipe, que sempre faz jogo duro contra as equipes fortes, mas sempre leva um sacode contra os pequenos, principalmente quando joga no Palestra.
Na quarta-feira, contra o pífio Paysandu pela Copa do Brasil, foi apenas um aperitivo do que estava por vir no fim de semana. Tendo a chance de matar a partida de volta, a equipe foi relaxando e deixando os paraenses crescerem na partida, por pouco não sai de Belém com um empate.
No sábado, não foi diferente, a equipe já voltou a sua normalidade após a ‘surreal’ partida contra o Santos. Robert voltou a perder gols aos montes, Diego Souza continua omisso nos jogos, Armero gosta tanto de dança que adora levar um baile dos adversários, porque para marcar o bicho é muito ruim.
Marcio Araújo na lateral não dá, Gualberto é muito fraquinho, CX continua o mais regular, embora esteja pior esse ano, Edinho erra muito passe e é muito pesado, para volante melhor que seja Araújo, Ewerthon precisa se condicionar rapidamente e Lincoln fez falta.
A equipe que já não é lá essas coisas quando joga contra uma equipe ofensiva, quando se depara com um ferrolho então, é um Deus nos acuda e a solução encontrada para tentar furar a defesa é sempre a mesma, chuveirada na área.
Até agora, não sei como o Palmeiras venceu o Santos, como Robert fez 3 gols e olha que todos foram relativamente difíceis, a equipe fez uma partida tão brilhante que acabou gastando todo seu (pouco) futebol e raça que tinha e que não tinha.
O Paulistão já foi, agora o foco é a Copa do Brasil para não dar vexame contra o Paysandu em casa.
São Paulo 3 x 0 Mogi Mirim
Jogando tranquilo e sem se esforçar muito o São Paulo bateu o combalido Mogi Mirim no Morumbi.
Com seu futebol mecânico e pragmático, o Tricolor fez o arroz com feijão, marcando forte e trocando muitos passes. Rogério Ceni, de pênalti (paradinha nunca mais), Cléber Santana em boa jogada individual e Hernanes deram números finais.
A defesa se arrumou de vez com Alex Silva e Miranda, Cicinho ainda peca pela irregula
ridade, Souto vem em uma crescente, Léo Lima vai se consolidando no meio. No ataque Fernandinho deu uma caída depois daquela estréia fantástica e vem se mostrando um jogador mais de segundo tempo do que para brigar pela titularidade e Washington com seu estilo boneco de madeira continua dando resultado.
Por fim como não poderia deixar de ser, pouco público e algumas vaias ao time.
