O blog é voltado sobre tudo que acontece de importante e de mais interessante no mundo do esporte. Análises, notícias, curiosidades ajudaram a complementar o conteúdo do blog.
21 maio 2010
Comercial da Nike mostra a fama e o fracasso durante um jogo de futebol
Estrelam a campanha global alguns dos maiores astros do futebol mundial: Cristiano Ronaldo, Drogba, Rooney, Cannavaro, Ronaldinho Gaúcho que são os protagonistas. Além de Ribéry, Iniesta, Fábregas, Walcott, Evra, Piqué, Donovan, Thiago Silva, o tenista Roger Federer , o jogador da NBA Kobe Bryant, Homer Simpson e o ator Gael Garcia Bernal completando o elenco galáctico. Se não estivesse envolvido com o caso de traição, Tiger Woods também estaria inserido no comercial.
O filme foi dirigido pelo renomado diretor Alejandro Gonzalez Inarritu, de filmes como “21 Gramas” e “Babel”. A história começa com Didier Drogba passando pela defesa adversária, imaginando a glória para seu país, até seu gol ser evitado por Canavarro, que se transforma em um ícone nacional. No caso de Wayne Rooney podemos ver os dois lados do futebol. O fracasso, quando tem seu passe interceptado por Ribéry, que decreta o fim de sua carreira enquanto o francês é o personagem de um vistoso outdoor. E a fama ao recuperar a bola perdida se tornando um fenômeno no país.
19 maio 2010
Os erros de convocação do álbum de figurinhas da Copa 2010
Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com
Uma das coisas mais aguardadas pelo público, em geral, no ano de Copa do Mundo é o seu álbum de figurinhas que chega às bancas muito antes das convocações das seleções para a competição. Com isso, a Panini, empresa que confecciona as figurinhas e álbum, tem que tentar antecipar alguns nomes das listas e adivinhar os preferidos de cada treinador, muitos desses nomes nem chegam a disputar o Mundial. Neste ano, 50 jogadores que estão nas figurinhas não estão nas listas entregues pelas seleções à FIFA no último dia 11.
Todas as seleções já enviaram para a Fifa suas listas de 30 pré-convocados. A partir desta data, só poderá haver trocas até a véspera da estréia de cada time por motivo de lesão (e qualquer jogador do país, independentemente de ter sido incluído entre os 30 iniciais, poderá ser chamado).
Algumas das figurinhas não estarão na Copa por conta de lesões, o que é compreensível, como o meia Beckham (Inglaterra), Ballack e o goleiro Adler (Alemanha). Esse número poderia ser maior se o técnico Fábio Capello, da Inglaterra, não apostasse na recuperação dos meias, Gareth Barry e Aaron Lennon, o último sequer entrou em campo neste ano, que devem se recuperar durante a preparação da seleção na Copa.
Outros jogadores simplesmente perderam a vaga, como aconteceu com Adriano e André Santos no Brasil e o zagueiro italiano Legrottaglie. Há até mesmo, o caso dos esquecidos pela ‘falta de espaço’, segundo a Panini, que podemos entender como falta de futebol ou até mesmo carisma. Nesse caso, temos Júlio Baptista que era nome certo e foi preterido na seleção para a aposta nacional, Ronaldinho Gaúcho, que acabou não se confirmando e Martin Palermo que sempre contou com a admiração de El Pibe.
Foto: kibeloco.com.br
Entretanto, alguns desses erros podem ser relevados se levarmos em conta que sempre marcaram presença e foram excluídos no momento final, como os volantes argentinos Cambiasso, da Inter de Milão, Gago, do Real Madrid, além, do atacante francês Benzema também do clube merengue.
Confira todos os que estão no álbum, mas não na lista oficial de 30 nomes das seleções:
África do Sul: Morgan Gould, Richard Henyekane e Thembinkosi Fantenni
México: Aaron Galindo, Pavel Pardo, Aldo de Nigris e Miguel Sabah
Uruguai: Bruno Silva e Cristián Rodríguez
França: Karim Benzema
Argentina: Javier Zanetti, Esteban Cambiasso e Fernando Gago
Nigéria: Obinna Nwaneri e Seyi Olofinjana
Coreia do Sul: Jung Sung-Ryong, Kim Do-Heon e Seol Ki-Hyeon
Grécia: Angelos Basinas
Inglaterra: David Beckham
Argélia: Lounes Gaouaoui, Yacine Bezzaz, Khaled Lemmouchia e Hameur Bouazza
Eslovênia: Nejc Pecnik
Alemanha: Rene Adler, Simon Rolfes, Thomas Hitzlsperger e Michael Ballack
Austrália: Patrick Kisnorbo
Sérvia: Ivica Dragutinovic
Gana: Harrison Afful
Dinamarca: Michael Jakobsen
Japão: Hideo Hashimoto
Camarões: Andre Bikey, Thimothee Atouba, Somen Tchoyi e Paul Alo'o Efoulou
Itália: Nicola Legrottaglie
Nova Zelândia: Duncan Oughton e James Pritchett
Eslováquia: Jan Novak
Brasil: André Santos e Adriano
Coréia do Norte: Nun In-Guk,
Costa do Marfim: Kanga Akale
Portugal: Bosingwa, João Moutinho (lista dos suplentes)
Suíça: Ludovic Magnin e Johan Vonlanthen
Honduras: Luis Ramos
14 maio 2010
Convocação de Dunga para Copa 2010 privilegia os 'operários' em vez dos 'craques'

Seu discurso foi pautado em cima do nacionalismo, dedicação e comprometimento, tanto que esse foi um dos motivos da exclusão do atacante Adriano, relegando, assim, o futebol vistoso para segundo plano.
Gostei das respostas de Dunga, algumas foram muito coerentes como:
“A mídia e o torcedor tem que ter interesse pela seleção durante os 3 anos de trabalho e não nos últimos 20 dias’’.
“Ninguém pedia os meninos da Vila em novembro, janeiro e fevereiro”.
“Tem que levar quem pode ganhar agora, não preparar o time para 2014”.
Mas ao mesmo tempo se contradisse, ao dizer que Ganso não tinha sido chamado para a lista principal, pela sua inexperiência, para em seguida chamá-lo como suplente. A convocação de Doni, embora tenha fundamento, levou como base o nacionalismo e comprometimento, não deixa de ser emblemática, deixando a entender que ele o convocou mais por ser um ‘bom profissional’ do que um jogador propriamente dito.
Em relação aos não convocados merecem destaque:
Victor - Não deu para entender o porquê está fora, embora nunca tenha jogado sob o comando de Dunga.
André Santos – Relegado até dos suplentes, perdendo a vaga para Marcelo, sua saída foi inexplicável. Após ser campeão da copa das confederações atuando como titular.
Pato – Embora nunca tenha brilhado pela seleção e por não ter as mesmas características de Adriano e Grafite, poderia ter tido uma chance.
R.Carlos – Embora eu o considere displicente em muitas ocasiões (meião Copa 2006) vem se destacando pelo Corinthians e poderia ter sido lembrado, pois atualmente tem jogado muito mais que Gilberto.
Hernanes - Ninguém fala, mas fez falta na lista. Com exceção de Kaká, colocaria qualquer um no banco.
Adriano - Agora morre de depressão. Se excluiu há muito tempo por sua instabilidade emocional, problemas com bebidas e peso, poderia brilhar nessa seleção.
Gaúcho – Muito bem descartado. Não joga nada durante 3 anos, fica na farra e acima do peso, na reta final resolve jogar bem alguns jogos e já se acha o bonzão de novo. Engraçado é a mídia que pedia sua saída quando ele era convocado e jogava mal, dizendo que não tinha jeito, depois que melhorou um pouco teve um clamor por ele ou como diria Dunga, um 'love'. Sua fase no Milan não é tão boa assim (tendo em vista que o time é medíocre), vivendo de lampejos esporádicos. Na seleção nunca rendeu fora 2002.
Ganso – Mais rodado do que a Jóia, esbanjando muita personalidade, como na final do paulistão. Não se pode afirmar como reagiria a uma Copa. Poderia ter sido chamado, merecia a vaga mais do que qualquer outro acima.
Realmente a convocação pode não ter sido de encher os olhos, mas é muita hipocrisia dizer que é mais digno perder jogando bonito, como em 82, do que ganhar jogando feio, em 94. O torcedor está preocupado em ser campeão seja da maneira que for, ou você acha que se o Brasil perder da Argentina em uma final jogando bonito vai ser mais agradável do que vencê-los, mesmo que seja nos pênaltis.
Há um discurso muito pessimista em relação à seleção, após a convocação. Calma, menos, até porque não há nenhuma seleção que desponte tanto assim das demais, talvez, a Argentina se não tivesse Maradona. Fora isso, todas estão no mesmo patamar. A seleção não está tão ruim assim, a defesa e o ataque estão bons, o meio é o maior problema devido a falta de um jogador criativo e pensante em prol dos aguerridos e voluntariosos volantes à la 94.
Realmente como diria Galvão, ‘‘Haja coração’’, para acompanhar essa Copa que não terá grandes craques como Viera e Benzema da França, Totti e Cassano da Itália, além dos operários Cambiasso e Zanetti da Argentina.
Uma coisa é certa, Dunga precisará ter costas largas, já que será cornetado por tudo desde o isolamento excessivo da seleção até a exclusão dos Meninos da Vila, mesmo que vença o Mundial. Na 1º derrota então, as manchetes devem trazer: ’’ órfãos de Ganso e Neymar’’.
Análise dos convocados:
Júlio César – O melhor goleiro da atualidade.
Gomes – Atravessa boa fase na Inglaterra, embora não o considere dos mais confiáveis. Optaria por Fábio ou Victor.
Doni – Deve ser o maior boa praça e contador de piadas do Brasil para ter sido levado. Já era fraquíssimo quando era titular e tinha ritmo de jogo na Roma, agora sendo reserva, é rezar para que não entre em campo.
Lúcio – Capitão e pilar da defesa brasileira.
Juan – Após vencer as lesões, volta a reeditar uma das melhores duplas de zaga do mundo.
Luisão – Bom no jogo aéreo, ponto. Não empolga e não compromete.
Thiago Silva – Jovem e talentoso, tem se destacado na fraca campanha do Milan.
Maicon – Não sou fã de seu futebol, mas sempre jogou demais na seleção e pode ser considerado como um dos melhores, senão o melhor, lateral direito do mundo.
Dani Alves – Mesma situação de Maicon. Destaca-se por sua versatilidade, desempenhando diversas funções, deve ser titular no meio.
Michel Bastos – Está jogando muito bem na França, mas atuando como meia ou ala. Fraco na defesa e ótimo no apoio.
Gilberto – Após bom brasileiro ano passado, vem caindo muito de produção e no alto de seus 36 anos não tem jogado na lateral. Poderia ter optado por outro lateral ou atacante.
Felipe Melo – Atravessa uma fase terrível na Itália, tendo sido eleito pior jogador do campeonato por uma rádio local. Mas é homem de confiança do treinador e nunca comprometeu na seleção.
Gilberto Silva – É de confiança de todos os treinadores que passam pela seleção, nos últimos anos. Carrega o piano e voltou a jogar bem no oriundo futebol grego.
Josué – Optaria por Denílson do Arsenal, embora seja um bom banco para Gilberto Silva, mas quase não é notado na seleção.
Ramires – ótimo jogador. Veloz e bom marcador pode jogar como volante ou meia.
Elano – Destaque para suas jogadas de bola parada, não vem em boa fase, mas merece estar na lista.
J.Baptista – Sempre correspondeu na seleção, polivalente e voluntarioso, peca pela falta de recursos técnicos.
Kaká – Grande destaque do time deposita-se todas as fichas para o time jogar bem. Não joga há bastante tempo e deve chegar à meia bala para o Mundial.
Kléberson – Incoerência do treinador. É reserva no time meia boca do Flamengo e atuou poucas vezes com Dunga.
Luis Fabiano – Excelente jogador. Na “Era Dunga” marcou 19 gols em 24 partidas.
Nilmar – Velocista, conquistou a vaga no final ao marcar gols importantes e se mostrar muito útil.
Robinho – Atravessa bom momento com a camisa do Santos. Regularidade impressionante com a amarelinha.
Grafite – Chamado para suprir a ausência de Adriano. Não atravessa sua melhor fase, mas pode surpreender.
Completam a lista dos suplentes, que podem entrar em caso de corte:
Alex – Zagueiro
Sandro – Volante
Marcelo – Lat. Esquerdo
Ganso – Meio-Campo
Ronaldinho – Meio-Campo
Carlos Eduardo – Meia-atacante
Tardelli – Atacante
13 maio 2010
Com equipe 'estrangeira', Argélia tenta mudar a imagem do país através do futebol.

Alguns deles estarão em campo representando o país na Copa do Mundo da África do Sul. Nas últimas convocações da seleção, 15 jogadores “estrangeiros” foram chamados. Não se trata de naturalização ou de oportunismo, mas de pessoas que simplesmente não tiveram o direito de nascer em seu próprio país.
É o caso de nomes importantes como Mansouri, capitão do time, Meghni, do Lazio, Ziani, do Wolfsburg, e Ghezzal, do Siena, todos filhos de imigrantes que se mudaram para a França. A antiga metrópole está a apenas duas horas de avião e atrai muitos argelinos em busca, principalmente, de prosperidade ou segurança.
Mas essa distância parece ter reforçado a identidade desses jogadores. Mesmo sem ser um grande time, a Argélia conquistou uma vaga na Copa depois de 24 anos ao superar o Egito, atual tricampeão africano, em uma partida desempate. E naquela oportunidade o que saltou aos olhos, muito mais do que a técnica, foi à entrega da equipe.
Rabah Saadane, o treinador que levou a Argélia à sua terceira Copa do Mundo, foi o mesmo que comandou a seleção no Mundial de 1986, quando os africanos foram derrotados pelo Brasil por 1 a 0. Aquele era a segunda Copa consecutiva do país, que vivia a melhor fase de seu futebol. Em 1990, a Argélia ainda conquistou o título continental pela primeira vez, mas, depois disso, o esporte entrou em colapso por causa da violência.
'O terrorismo prejudicou toda a sociedade e, é claro, atingiu também o futebol. Com tantas coisas mais importantes para se preocupar, as pessoas deixaram o esporte um pouco de lado e o nosso futebol sofreu uma grande queda' conta Saadane.
Aos poucos, os clubes se enfraqueceram e as categorias de base tiveram mais dificuldade para revelar talentos.
'Muita gente foi embora da Argélia e ficou difícil formar novos jogadores. Não havia mais pais dispostos a deixar seus filhos
em escolinhas, com medo de que acontecesse alguma coisa. As pessoas também pararam de ir aos estádios e os clubes foram perdendo dinheiro. Mas felizmente isso começa a mudar' conta Noureddin Saadi, técnico do USMA, um clube popular de Argel.Apesar de ser um país com qualidade de vida razoável - é o sexto melhor da África segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - e dos esforços do governo para coibir os atentados, a Argélia ainda sofre. Em dezembro de 2007, um ataque reivindicado por radicais islâmicos ligados à rede Al Qaeda matou pelo menos 45 pessoas em Argel.No ano seguinte, o mais grave matou 43 pessoas em Issers.
A Copa do Mundo é, portanto, uma ótima oportunidade para o país melhorar sua imagem. Ao entrarem em campo, nascidos ou não em território argelino, os jogadores sabem que terão a chance de representar a maioria absoluta da população - um povo gentil, acolhedor e apaixonado por futebol.
'Gatos' em Gana: Um problema cultural que extrapola as quatro linhas

Assim como no Brasil, alguns pais demoram a registrar seus filhos, logo após seu nascimento, seja por falta de informação ou pela dificuldade de se chegar aos postos mais próximos, fazendo com que as crianças sejam legalmente mais novas do que realmente são.
O diretor do escritório de registros de nascimentos e mortes de Gana, Stephen Amoah explicou a dificuldade de se fazer um controle de nascimentos no país.
‘ Para cobrir toda a população precisaríamos de uns 4 mil ou 5 mil postos de registro, mas hoje não temos nem mil. Dois terços deles ficam concentrados no sul de Gana, que é mais desenvolvido, enquanto o centro-norte tem apenas um terço’ explicou Amoah.
Segundo ele, a situação já melhorou bastante. Hoje cerca de 51% dos ganenses tiram a certidão com menos de um ano de idade, um percentual muito maior do que os 17% do início dos anos 90. Amoah trabalha agora para conquistar os outros 49% que, em geral, são registrados quando têm de um a cinco anos. Um dos grandes problemas é que muitos partos são feitos em áreas remotas, dentro de casa, o que atrapalha o controle.
- Treinamos voluntários em diversas comunidades para registrarmos as crianças e de tempos em tempos colhemos as informações. Além disso, temos escritórios ao lado dos postos de vacinação. Assim, quando os pais levam o filho para ser imunizado, normalmente com seis semanas de vida, nós aproveitamos para registrá-lo - detalhou.
O esforço de Amoah passa por questões muito mais importantes que o futebol. Sem estatísticas de natalidade confiáveis fica difícil também controlar desde a alfabetização da população até um sistema de previdência. Segundo dados de 2009, Gana têm 24 milhões de habitantes, sendo 8,9 milhões na faixa de zero a 14 anos.
- Se o pai chega com uma criança mais velha aqui, sem nenhum tipo de documento, fica difícil saber a idade correta dela. Por isso tirar uma certidão com até um ano de idade é de graça. Cobramos uma pequena multa (o equivalente a R$3) para evitar que as pessoas deixem para fazer isso depois. Também tentamos mostrar a importância de uma certidão para que o cidadão tenha seus direitos.
Fonte:Globoesporte.com
09 maio 2010
Gol de grafite é eleito o mais bonito da história do Wolfsburg

O gol foi considerado pelos torcedores o mais bonito da história do clube em eleição realizada pela internet.
O atacante que é lembrado até hoje pelos são paulinos como o grande responsável pelo não rebaixamento do rival Corinthians no Paulistão de 2004, segue prestigiado no país bávaro, embora não repita o sucesso da temporada passada.
Ele vem mostrando que com dedicação e vontade os jogadores tupiniquins podem sim triunfar em um futebol mais truculento, como o alemão, ao invés, de reclamarem por perseguição dos treinadores, como muitos fazem.
Especial Copa do Mundo - Capitão da França na Copa de 1930 integrou exército de Hitler
O repórter Régis Rösing conversou no Uruguai com o francês Jacques Simon, advogado aposentado de 89 anos. Ele testemunhou aquela partida e, pouco mais de uma década depois, a
o voltar à França para lutar na Resistência contra o nazismo, teve o dissabor de reencontrar Villaplane em outro papel: o de subtenente da Brigada Norte - Africana, unidade a serviço de Hitler que delatava, caçava e matava judeus e inimigos do regime instalado na Paris ocupada. O ex-capitão da seleção integrava uma gangue conhecida por sua violência e sadismo, e, segundo testemunhas, apertou ele mesmo o gatilho em diversas execuções sumárias.- Depois disso, perdi o interesse pelo futebol - contou Simon, que leiloou o ingresso que tinha da final da Copa de 1930, entre Uruguai e Argentina.
Villaplane, porém, não escaparia da justiça: em 1944, depois que Paris foi libertada pelas tropas aliadas, ele foi condenado à morte e fuzilado.
Acostumado com modernidade dos clubes de SP, Muricy encara precariedade em sua chegada ao Fluminense.
Ao colocar os pés no estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, para comandar o treino do Fluminense, Muricy Ramalho teve um choque de realidade. O treinador se deparou com um ambiente mal cuidado e digno de um clube que disputa a Segunda Divisão do Campeonato Carioca, a Portuguesa.
A estádia Tricolor no local é por tempo indeterminado, embora o retorno às Laranjeiras esteja previsto para o início da próxima semana. A diferença para o que era oferecido pelos dois últimos clubes comandados pelo profissional, por exemplo, é gritante.
A estrutura encontrada é praticamente varzeana não havendo academia e departamento médico, além de contar somente com um campo para a equipe principal tricolor (assim como nas Laranjeiras). Os centros de treinamentos de São Paulo e Palmeiras disponibilizam três campos oficiais. O Tricolor vai além e oferece além de um espaço menor para atividades físicas, um local específico para trabalho dos goleiros.
Campo do Luso-Brasileiro à esquerda e na parte superior direita SP e em baixo Palmeiras
O conforto também está longe de existir. Ao contrário dos espaços devidamente decorados, climatizados e estacionamentos exclusivos, no Luso-Brasileiro o treinador terá que se acostumar a caminhar em chão de terra, com alguns matos não tão bem aparados e um calor, muitas vezes, insuportável. Vestiário há apenas um, longe da modernidade que lhe era disponível na Academia de Futebol há pouco mais de dois meses e banheiras de hidromassagem dão lugar a chuveiros simples que male-male oferece água quente.
Chuveiros do Luso-Brasileiro e Hidromassagens da Academia de Futebol
Na apresentação oficial, Muricy Ramalho tentou minimizar a disparidade entre as estruturas oferecidas por paulistas e cariocas. Entretanto, a diretoria tricolor negocia um CT na Barra da Tijuca para atender os anseios do comandante. Alguns chegam a dizer que essa aquisição teria sido uma das imposições feitas por Muricy para que houvesse acerto com o time das Laranjeiras.
Seu lema nunca foi tão colocado a prova, já que terá que mostrar toda sua competência e trabalho para superar a falta de estrutura para que consiga êxito em sua nova empreitada.
Capacidade ele tem de sobra, resta saber se não haverá desfalques na equipe por conta de choques no chuveiro ou falta de musculação para os jogadores ( um dos motivos para as milhares de lesões do atacante Fred). Se o Flamengo que tem estrutura semelhante conseguiu ser campeão, porque não o Fluminense.
Palmeiras:
3 campos oficiais
Ginásio
Centro de recuperação de fisioterapia e fisiologia
Vestiário moderno
Sala para comissão técnica
Consultório médico
São Paulo:
3 campos oficiais
1 pequeno
1 exclusivo para goleiros
2 vestiários modernos
Alojamento
Restaurante
Sala de Jogos
Reffis
Ilha do Governador (Portuguesa-RJ):
1 campo com medidas oficiais
Vestiário precário
Não há sala de imprensa, academia ou departamento de fisioterapia.
Laranjeiras:
1 campo com medidas oficiais
Vestiário bem arrumado
Sala de imprensa moderna
Departamento Médico de fisioterapia e fisiologia
Academia modesta
Alojamento precário
Restaurante Comum aos sócios