29 fevereiro 2012

Jornal britânico utiliza fotos para ilustrar partida após proibição de fotos no estádio

Voltando um pouco no tempo, uma matéria bem interessante e marcante que aconteceu no ano de 2010 foi sobre o Southampton, clube inglês que na época disputava a Terceira Divisão local.

Uma briga envolvendo o time e a imprensa britânica roubou os holofotes na Europa. Tudo porque, os dirigentes restringiram o acesso dos fotógrafos ao interior do estádio St.Mary's em dias de jogos. Tal atitude obrigou o jornal ''The Herald Plymouth'' a usar a sua criatividade, ao invés de utilizar as fotos das partidas, o diário optou por fazer ilustrações em suas páginas, para tentar chamar a atenção para o problema.

Dessa forma, o jornal contratou o cartunista Chris Robinson para representar as fotos, como as da partida na qual o Plymouth Argyle venceu o Southampton por 1 a 0, no estádio St.Mary's. seus desenhos mostram Luke Summerfield fazendo o gol da vitória.

O Southampton queria obrigar os jornais a comprarem imagens oficiais, produzidas por uma empresa contratada. A Sociedade de Editores de Southampton descreveu a decisão como ''absolutamente ridícula''. Segundo argumento do clube, a medida era para proteger as receitas comerciais do clube derivadas da utilização de suas imagens. Para Bob Satchwell, da mesma sociedade, os jornais são os maiores divulgadores dos clubes.

- Isso é um absurdo. Os jornais sempre fizeram a cobertura. É uma relação que sempre agradou os dois lados. A cobertura também faz a publicidade para os clubes - disse na época.

13 fevereiro 2012

Fortunas perdidas

O discutido calendário do futebol brasileiro impede que os clubes lucrem alto em turnês pelo mundo, além de atrair mais torcedores, eventualmente, aumentando sua receita. Como consequencia, outros representantes das Américas ganharam espaço em torneios amistosos. Foi o que houve com Boca Juniors e River Plate da Argentina, LDU (EQU) e América (MÉX).

Com o início da era dos pontos corridos, em 2003, as viagens para tais competições que já eram difíceis, se tornaram inviáveis. Até então, o Brasileirão iniciava em agosto, o que permitia aos clubes enfrentar gigantes europeus em pré-temporada.

O Atlante, por exemplo, equipe mexicana de segundo escalão, faturou em 2009, 600 mil euros só por jogar a Copa da Paz, realizada na Espanha. O torneio reuniu 12 clubes de todo o mundo – entre eles Real Madrid e Juventus.

O Internacional foi uma das exceções. Em janeiro de 2008, disputou a Copa Dubai, nos Emirados Árabes. Ganhou do Stuttgart e Internazionale, faturando o caneco e US$ 1 milhão em premiação.

Para o especialista em marketing esportivo Fábio Wolff, da Wolff Sports and Marketing, a exposição internacional dos clubes chega a ser mais importante do que o valor recebido como premiação.

‘’É o que ocorre quando clubes europeus vão jogar na Ásia. Aumenta seus ganhos com franquias, lojas e produtos licenciados. Também estimula a compra de direitos de transmissão.’’

O resultado disso tudo é que clubes como LDU e Atlante acabam roubando esse espaço, que poderia ser dos brasileiros, e tem a chance de disputar torneios com o Real Madrid, por exemplo.

Mas há quem seja contra essa mudança. O ex-superintendente do São Paulo e agora vereador, Marco Aurélio Cunha, defende o calendário no quesito social. ‘’Sou contra. Como o jogador viajaria com seus filhos em Abril? Ou ainda a questão das férias dos jogadores, que seriam no inverno’’. Mas propõe uma saída alternativa, a criação de uma janela para viagens e excursões, dando uma pausa nas competições o que coincidiria com a pré-temporada dos clubes europeus.

Fonte: Jornal Lance!