29 junho 2010

Copa do Mundo reúne diversas famílias em campo


A Copa do Mundo sempre lembrada por unir povos e países nunca esteve com um ambiente tão familiar, são pais, filhos, irmãos, primos, genros, sogros. Um grupo que conta com treinadores e jogadores; companheiros de equipe e até adversários.

É o caso dos meio-irmãos Jerome e Kevin Prince Boateng. Nascidos na capital alemã Berlim e filhos do mesmo pai ganês, eles seguiram caminhos parecidos, até Kevin aceitar o convite da seleção africana para disputar a Copa. No primeiro confronto entre os irmãos, embora tenham tido participação discreta, Jerome acabou levando a melhor, mas como ambas as seleções passaram de fase houve festa para os dois, que mal se falam desde que Jerome criticou Kevin pela violenta entrada que tirou do Mundial, o ídolo alemão, Michael Ballack.

Em relação a irmãos que defendem a mesma equipe, além de mais tranquilo, o número aumenta. São três exemplos: Yaya Touré (volante) e Kolo Touré (zagueiro) da Costa do Marfim, o meia Edgard Barreto e o goleiro Diego Barreto no Paraguai; além do trio hondurenho Wilson, Jhonny e Jerry Palacios.

A lista poderia ser maior, caso o treinador mexicano Javier Aguirre não tivesse cortado o meia Jonathan dos Santos, do Barcelona, que faria companhia ao irmão Giovani. Revoltando o pai deles, Zizinho, que, inclusive, chegou a afirmar que Jonathan nunca mais defenderia a seleção.
A tradição entre irmãos defendendo a mesma equipe vem desde a primeira partida da história das Copas, quando Manuel e Felipe Rosas estiveram em campo pelo México na derrota por 4 a 1 para a França, em Montevidéu. A lista inclui ainda os campeões mundiais Otmar e Fritz Walter (Alemanha, 1954) e Bobby e Jack Charlton (Inglaterra, 1966).

A Copa de 2010 conta com dois casos de uma relação familiar mais rara de acontecer: pais que convocam seus filhos para o Mundial. Os Weiss, da Eslováquia e nos Estados Unidos, o treinador Bob Bradley e seu filho e volante Michael.

A primeira vez que um pai convocou um filho para a Copa foi em 1966, quando o treinador uruguaio, Ondino Viera levou o filho Milton para o Mundial da Inglaterra. Depois se repetiu na seleção italiana em 1998, com o treinador Cesare e o capitão Paolo Maldini e na seleção croata, em 2006, com o técnico Zlatko e o meia-atacante Niko Kranjcar da Croácia.

Este é outro grupo que poderia ser ainda maior, caso o zagueiro sérvio Dusan Petkovic não tivesse abandonado a seleção de Sérvia e Montenegro, antes da Copa de 2006, para por fim às críticas e acusações de nepotismo ao seu pai, Ilija, então treinador da seleção.

Na África do Sul há ainda o caso dos primos camaroneses Rigobert e Alexanders Song e dos eslovenos Samir Handakovic e Jasmin Handakovic, ambos goleiros.

A principal novidade nas relações de parentesco da Copa de 2010 é a parceria sogro-genro. Na Holanda, o meia Mark van Bommel voltou à seleção quando o sogro Bert van Marwijk assumiu no lugar de Marco van Basten. Mas o caso mais famoso é o da Argentina. O atacante Sergio Aguero é casado com a filha do treinador Diego Maradona e pai do primeiro neto dele. Benjamin Aguero Maradona nasceu em março e já ajudou a fazer do futebol um assunto ainda mais familiar.
Retirado: Globoesporte.com

26 junho 2010

A eterna batalha entre Dunga e imprensa


A relação do técnico Dunga com a imprensa sempre foi turbulenta, mas atingiu seu ápice quando ele abandonou os gramados. O estopim aconteceu no domingo, na coletiva, após a partida contra a Costa do Marfim quando o técnico descarregou todo seu ódio contra os jornalistas, mais especificamente sobre Alex Escobar, da Sportv.

Enquanto acusava os jornalistas de terem pedido a saída de Luis Fabiano, o treinador notou que o comentarista virou a cabeça para os lados, num gesto de negação. O treinador interrompeu sua fala para indagá-lo se havia algum problema, com a negativa do comentarista proferiu um sorriso de ironia, que se transformou em xingamentos contra sua atitude.

Em represália, a Rede Globo, através de nota lida pelo repórter Tadeu Schmidt, condenou a atitude do treinador classificando como: ‘comportamento não compatível com a imagem de alguém tão vitorioso no esporte’ e ‘que a preocupação do jornalismo da Globo sempre foi levar a melhor informação a você, telespectador, independentemente de quem esteja no comando". Declarando de vez guerra ao treinador, que acabou com todos os privilégios da emissora, que detém bom relacionamento com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Nessa briga entre técnico e imprensa chega a ser demagogia, por parte de alguns jornalistas, afirmar que Dunga ofendeu o Brasil inteiro com esse tipo de atitude. Ele foi taxativo em relação à atitude de Alex Escobar, apenas isso.

Por parte da Globo houve excesso de corporativismo, fazendo um escarcéu por conta disso, dizendo que o técnico roubou os holofotes da vitória, mas ao valorizar esse fato, a imprensa fez o mesmo ao criar pano para manga dando ibope para os xingamentos.

Não sei o porquê da imprensa estar fazendo tanto caso com o mau humor de Dunga, afinal ele não mudou nada, é o mesmo ranzinza que assumiu a seleção. Na Copa passada, toda a imprensa, sem exceção, pedia um técnico que tivesse pulso firme, como ele, para que não ocorresse a bagunça anterior, e agora que tem o que pediu, reclama. Pois, se convoca errado é burro, se fecha o treino é ditador. Ás vezes tem se a impressão que jornalista ofendendo treinador é noticia, treinador da seleção ofendendo jornalista é crime internacional contra a liberdade de imprensa.

Não estou aqui para defender Dunga, até porque, o considero muito fraco, e seu constante mau humor chega a ser chato, assim como suas repostas sempre atravessadas e irônicas, seu senso crítico zero e, além de seu complexo de perseguição, mas os resultados falam por si só. O time pode não jogar um futebol vistoso, mas fora as Olimpíadas, ganhou tudo o que disputou, além de quebrar alguns tabus como ter vencido a Argentina e o Uruguai de maneira convincente, atuando fora de casa.

E, enquanto a imprensa diz que Dunga está contando os dias para gritar que é campeão e xingar toda a imprensa, ela mesma, embora não admita, está contando os dias para fazer o mesmo. Dunga realmente é rancoroso, mas quem não guarda mágoa quando é criticado incessantemente como ele? A imprensa marca os jogadores que se negam a dar quaisquer declarações ou que a critica, queimando-os. Rivaldo, por exemplo, era extremamente criticado pelo seu jeito quieto de ser.


O pedido de desculpas do treinador aos torcedores serve para aliviar a tensão que foi criada pelo caso, mas que não deve durar muito tempo. Só esperamos que os esses fatores extracampo não afetem o rendimento da equipe, assim como fez com a França, a dInglaterra e Camarões.

Fase de Grupos

Grupo A
México – Estreou mal, mas depois se recuperou no jogo contra os franceses e voltou a atuar mal contra os uruguaios. Não é um time rápido, mas conduz bem a bola. Tem bons jogadores como Vela e Giovanni dos Santos. Mas já deve parar nas oitavas.

Uruguai – Com um Forlan e Suarez inspirados, a Celeste Olímpica vem fazendo bonito após eliminatórias cambaleantes. Deve ir longe devido aos cruzamentos.

França – A equipe que já tinha estreado mal, entrou em parafuso completo com o motim promovido por Gallas, Ribery, Anelka e Evra que segundo especulações, teriam sido apoiados pelo craque Zidane, contra o treinador Raymond Domenech.
O treinador é conhecido por ser fanático por astrologia, ao não convocar jogadores do signo de escorpião, os julgando traiçoeiros (!!!), teve uma duro golpe de seu grupo.
Os quatro jogadores eram contra a manutenção de Govou (pelo futebol só pode) e de Gourcuff (por inveja, dizem) no time titular. O que se viu todo mundo já sabe, falta de comprometimento e caráter, demissões, Anelka xingando Domenech e sendo dispensado do grupo. Mesmo com essa zona toda, a equipe foi para a última partida com chances de passar, mas com extrema má vontade e desinteresse acabaram sucumbindo para os anfitriões.

África do Sul – Embora tenha entrado para a história como o primeiro anfitrião à não se classificar para segunda fase, os Bafana Bafana surpreenderam. Com um futebol aguerrido, de bom toque de bola a equipe jogou seu máximo, mas esbarrou nas suas limitações, que são inúmeras. Perdeu inúmeros gols na primeira e última partida. Piennar a grande esperança, decepcionou.

O grande destaque foi Tshabalala e a torcida que fez uma linda festa. Pelo menos, dessa vez, Parreira conseguiu quebrar o jejum de nunca ter vencido com uma equipe, fora o Brasil, em Copas do Mundo, sendo que ele já treinou quatro (Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita, África do Sul).

Grupo B
Argentina – Uma das grandes favoritas da Copa, confirma as expectativas ao completar a fase de classificação com 100% de aproveitamento e conseguiu espantar o fantasma do pseudo treinador Diego Maradona, que evoluiu no cargo. A equipe segue a tradição das escolas argentinas, muita qualidade do meio para a frente e cheia de defeitos atrás. Verón e Messi em grande fase são os pilares da equipe, que ainda conta com os talentosos Higuain, Di Maria, Tevez e os suplentes Diego Milito e Kun Aguero.

Coréia do Sul – É um time muito veloz, com bom toque de bola, mas peca pela falta de recursos técnicos. Defensivamente a equipe é muito ruim, depende quase que exclusivamente, dos lampejos de craque de Park Ji-Sung. Não deve ir muito além das oitavas.

Grécia – Pode-se dizer que é uma versão envelhecida da Suíça, além de contar com quase nenhum talento, salvo Katsuranis e Karagounis. A equipe que venceu a Eurocopa, por acaso, diga-se de passagem, manteve seu estilo de jogo, priorizando a defesa e nada mais. Tirou a virgindade de gols em Copa ao bater a Nigéria, devido à vantagem numérica, depois levou um passeio dos coreanos e dos reservas da Argentina fechando sua pífia participação.

Nigéria – A pior geração nigeriana em muitos anos. Embora tenha perdido para a Argentina e Grécia (graças à expulsão de Kaita) chegou a última rodada dependendo de uma vitória para se classificar, mas por total incompetência acabou ficando pelo caminho ao empatar com os sul coreanos.
Não mostrou um grande futebol, mas tinha um ótimo toque de bola, fruto dos ensinamentos de seu treinador, o sueco Lars Lagerback (que não classificou a Suécia para o Mundial), e um vigor físico impressionante, mas pecou, como todos os africanos, pela completa inabilidade de fazer gols. Yakubu perdeu um dos gols mais feitos na história das Copas, além de quase todo o time. O único que se salvou foi o goleiro Enyeama que mesmo com algumas falhas, foi o grande destaque da equipe.

Grupo C
EUA – Há algum tempo deixou de ser surpresa, o vice campeonato na Copa das Confederações é uma prova disso. Embora tenha sofrido para se classificar, deve ser ir longe pela facilidade dos cruzamentos. Donovan e Howard vivem grande fase.

Inglaterra – Outra decepção. Só não perdeu a vaga, pois seus concorrentes foram incapazes de tirar-lhe a vaga. Tem um bom time, mas que coletivamente não vai bem. A pulada de cerca de Terry parece ter afetado o psicológico da equipe, mesmo com isso, pode surpreender a Alemanha.

Eslovênia – Não é ruim, jogou direitinho contra todos, mas esbarrou nas próprias limitações.

Argélia – Essa chegou como uma das piores seleções e somente confirmou esse rótulo ao não mostrar nada ao longo das partidas. O empate com a Inglaterra já vale como um título.

Grupo D
Alemanha – Boa estréia, deu a impressão que a sina de time que joga feio ao golear e convencer na estréia chegaria ao fim, mas a equipe surpreendente ficou só na primeira partida, juntamente com as promessas de craque Ozil (nem tanto) e Muller, que precisam provar muito mais do que mostraram até agora. Acabou voltando ao seu futebol compacto e sonolento, ao perder para Sérvia e ganhar de Gana, jogando o mínimo.

Sérvia – Seja como Iugoslávia, Sérvia e Montenegro ou Sérvia, a equipe é uma decepção como sempre. Sem contar que os sérvios ficaram com os melhores jogadores nas repartições, como Vidic (decepcionante), Stankovic (que conseguiu um recorde ao jogar por três seleções diferentes, nas três Copas que disputou). Consegue ir bem nas eliminatórias, mas na hora da decisão, treme.

Gana – Essien fez muita falta, mas o time é rápido e sabe jogar. Mas como todos os africanos, faltou pontaria. Gyan é muito bom. Não deve passar pelos Estados Unidos.

Austrália – Muito fraca, embora os 4x0 da estréia não reflitam a qualidade do time, que é melhor do que isso. Entrou como azarão do grupo e por pouco não passou devido à incompetência dos rivais.

Fases de Grupo Parte 2

Grupo E
Holanda – Passou, mas não mostrou muita coisa. Sneijder, Kuyt e Robben, que estreou no final do último jogo, são os grandes destaques. Embora não esteja jogando seu melhor (ou se isso for seu melhor) deve avançar pelo menos até as quartas.

Negrito
Dinamarca – Esse time pisa na alcunha que já recebeu: ‘Dinamáquina’. Um time truculento, pesado que depende dos lampejos de Rommedahl, do grandalhão Bendter e do aposentado Tomasson que não merecia a titularidade. A equipe joga feio, sem muita objetividade, apostando muito nos chutões para frente.

Japão – Time disciplinado que abandonou a correria para jogar através dos contra-ataques, privilegiando o jogo defensivo. Com um futebol surpreendente, fez bons jogos e conseguiu uma das vagas em um grupo considerado o mais fraco. Keisuke Honda é seu grande destaque, o meia atacante do CSKA, da Rússia, tem se destacado nas partidas, deixando no banco um dos grandes jogadores do Japão nos últimos tempos, Shunsuke Nakamura.

Camarões – Decepção total na Copa, veio só para figuração. Dentre todas as seleções africanas foi a mais fraca, envolta em problemas de relacionamento entre os jogadores e críticas do ex-jogador Roger Milla. A equipe até tentou, mas esbarrou nas suas limitações. Após um primeiro jogo apagado, Eto’o melhorou, mas não conseguiu levar o piano nas costas.


Grupo F
Paraguai – Fez o feijão com arroz para passar e acabou sendo premiado pela incompetência italiana com o primeiro lugar. Lucas Barrios, grata surpresa nos amistosos, não fez nada até agora. Equipe sem nomes de destaque, o conjunto em si é o que vale, tem boa defesa e bom ataque. Faz jogo equilibrado com o Japão, mas não deve ter futuro dentro da competição.

Itália – Uma vergonha histórica, não apenas pela desclassificação, mas ao terminar na última posição desse, que era o grupo mais fácil da Copa. Com essa derrota os dois finalistas da Copa passada estão eliminados de maneira melancólica, a diferença é que para Itália faltou futebol, para os franceses faltou vergonha na cara. O time italiano sempre penou na primeira fase, mas dessa vez se superou, ao conseguir a proeza de empatar com o fraquíssimo time da Nova Zelândia, selando seu destino na competição.

A equipe cada vez mais envelhecida depositou suas fichas nos decadentes Zambrotta e Cannavaro, no brucutu Gattuso, no lesionado Camoranesi, no fraco Iaquinta e na criatividade de Pirlo para que acontecesse outro milagre, como o de 2006. Fato que não ocorreu, já que Pirlo, que é ótimo jogador, mas não decide nada, ficou isolado no meio de campo marcador e sem criatividade da Azurra. Pelo menos, alguns se destacaram como Di Natali e Quagliarella, que marcou um dos mais bonitos gols da Copa.

Nova Zelândia – Sem dúvidas, é o pior time da Copa. A equipe é terrível, praticamente amadora, mas conseguiu um feito sensacional ao se despedir da competição de maneira invicta, lutando até o último jogo pela classificação. A dedicação e a disciplina tática são os pontos altos, mas faltou muito futebol.

Eslováquia – É um bom time, pode surpreender ao longo do campeonato. Fez boas partidas, exceto contra o Paraguai, mas mostrou ser uma equipe incapaz de definir o resultado e pouco de equilíbrio nos momentos decisivos ao ceder o empate para os neozelandeses e quase para os italianos. Hamsik e o artilheiro Vittek são os destaques.

Grupo H
Brasil – O futebol de resultado já esperado. Contra times defensivos mostrou extrema dificuldade, contra equipes mais abertas conseguiu impor seu jogo. Elano e Lúcio são os destaques da equipe, que conta ainda com a ascensão de Kaká e Robinho, que busca se firmar como jogador de nível mundial. O problema continua sendo Felipe Melo, que distribui chineladas a torto e a direito e as fracas exibições de Michel Bastos.

Portugal – O maior mérito foi a vitória por 7x0 sobre a combalida Coréia do Norte. Fora isso, não mostrou muita coisa. Com um futebol pragmático e muito parecido com o do Brasil, marcação forte e contra-ataques rápidos, a equipe jogou para o gasto para passar. O destaque, como não poderia deixar de ser, é o gajo Cristiano Ronaldo, embora mereça destaque Raul Meireles, Fábio Coentrão e Tiago, bons jogadores.

Costa do Marfim – Muita fôlego e força, só isso. A equipe do artilheiro Drogba, embora tenha muitos jogadores rodados, peca pela falta de organização em campo. Dentre as seleções africanas foi a que se mostrou mais lenta e finalizando bem melhor que os outros. Se tivesse em outra chave, talvez chegaria mais longe.

Coréia do Norte – Surpreendeu na estréia mostrando um futebol arrojado defensivamente, com Jong Tae Se, chamado de ‘Rooney asiático’, aparecendo para o jogo, dando pinta que iria dificultar a vida das outras seleções. Mas contra Portugal, o treinador Kim Jong Hun resolveu inventar moda e partiu para cima dos portugueses, foi nessa hora que percebeu a diferença abissal entre as equipes, levando sete, quando poderia ter levado dez, já na última partida a equipe jogou para cumprir tabela.

Grupo H
Chile – Uma das gratas surpresas da Copa. Treinada pelo argentino Marcelo Bielsa, a equipe preza pela ofensividade e pela fragilidade do sistema defensivo. Cria muitas chances de gols, mas perde 90% delas, pois se as fizesse estaria enfrentando Portugal. Os atacantes Beausejour e Aléxis Sanchez, que está sendo sondado pelo Manchester United, têm se destacado na competição, assim como Valdivia que tem jogado bem.

Suíça – Uma defesa intransponível, é isso que podemos dizer, já que seu ataque é praticamente inexistente. Conseguiu um recorde um tanto sem graça, ao ficar 559 minutos sem levar gols, superando a Itália, que em 90 ficou 550. A equipe conseguiu o mais complicado, venceu nada menos do que a Espanha, o melhor time do grupo. Mas depois disso não conseguiu superar o Chile e mostrou toda sua fragilidade ofensiva ao não conseguir marcar um gol sequer contra a fraca Honduras.

Espanha - Decepção total para variar. Com a espinha dorsal formada pelo Barcelona (Pique, Puyol, Busquets, Iniesta, Xavi e Davi Villa) atua da mesma maneira que a equipe catalã, mas sente a falta de um jogador excepcional, como Messi. O elenco como um todo é muito bom, mas falta um jogador decisivo. As fases de Casillas e Fernando Torres são um problema.

Honduras – Uma das piores seleções da competição, até que não fez feio em um grupo equilibrado. Conseguiu um empate contra os ultradefensivos suíços.

Confrontos das Oitavas de Final

Uruguai (favorito) x Coréia do Sul
Argentina (favoritíssimo) x México
EUA (favorito) x Gana
Alemanha (favorito) x Inglaterra
Holanda (favorito) x Eslováquia
Paraguai x Japão (favorito)
Brasil (favorito) x Chile
Espanha x Portugal (embora não tenha mostrado nada, para mim é favorito)

22 junho 2010

Governo norte-coreano transmite ao vivo massacre lusitano sobre seleção local


Empolgado com a derrota por 2x1 para o Brasil, o governo da Coréia do Norte resolveu conceber uma ‘regalia’ ao seu povo com a transmissão ao vivo do segundo jogo da seleção contra Portugal, diferente do que fez contra o Brasil, quando veiculou as imagens no dia seguinte.

O problema foi que o desfecho não foi dos melhores para a imagem do regime ditatorial que comanda o país, uma acachapante goleada por 7 a 0 que irá eliminar as transmissões em tempo real por um bom tempo no território. A última vez que a Coreia do Norte retransmitiu um jogo ao vivo foi em junho de 2009, quando sua seleção enfrentou à do Irã em um jogo classificatório para a Copa da África do Sul.

Durante a Copa, a seleção norte-coreana ficou marcada pelo seu excesso de isolamento. Só para se ter uma idéia, o governo contratou um grupo de chineses para que torcessem pela seleção, já que o regime proíbe que a população possa transitar entre os países, com suspeita de que possam fugir. Suspeita levantada durante a estadia na África do Sul, quando 4 integrantes da equipe sumiram, possivelmente pedindo asilo político no país.
E como não poderia deixar de ser, surgiram na internet montagens feitas pelos internautas, de como o governo norte-coreano teria feito a edição do jogo contra os brasileiros, valorizando a vitória da seleção local.





Contra os lusitanos o governo não teve tempo de editar a partida, azar dos jogadores que devem ser chicoteados e fuzilados quando voltarem pelo fracasso.

11 junho 2010

Apresentando bom futebol, África do Sul perde uma chuva de gols e só empata na estréia da Copa


Na manhã desta sexta-feira teve início o maior evento futebolístico do planeta, a Copa do Mundo, com o jogo de abertura entre a anfitriã África do Sul e o México. E como era de se esperar em uma partida de estréia, o jogo foi um tanto amarrado com ambas as equipes se respeitando muito, em outras palavras um jogo fraco e monótono até pela baixa qualidade técnica das equipes.

Os mexicanos que sempre costumam dar trabalho, pelo menos nessa primeira impressão, mostraram uma equipe muito limitada, que não deverá ir muito longe dentro da competição uma vaga nas oitavas de final deve ser comemorada.
Os destaques da equipe ficam por conta do promissor atacante, Giovanni dos Santos que embora tenha tido uma participação discreta, todas as jogadas da equipe passam por seus pés, o zagueiro Rafa Márquez e o veteraníssimo Blanco.

Já os anfitriões, depositavam suas esperanças na tática e experiência de Carlos Alberto Parreira e do craque Piennar para dar alguma luz à equipe.

Com o Soccer City lotado (84.490 torcedores) e empurrado ao som das vuvuzelas, os Bafana Bafana demonstravam nervosismo inicial, proporcionando espaços para os mexicanos que dominaram a primeira etapa, mas sem assustar muito, embora tenham tido um gol anulado corretamente de Carlos Vela.

A África do Sul após um primeiro tempo fraco, voltou com tudo no segundo disposto a alegrar sua torcida, até que graças a tão criticada Jabulani, Tshabalala acertou um foguete que matou a coruja, abrindo o placar e fazendo festa no SoccerCity.


Depois disso, a equipe cresceu na partida mostrando um toque de bola incomum para equipes africanas, boa troca de passes e ótimos lançamentos que são marcas das equipes de Parreira. Apesar disso, os Bafana Bafana mostraram muita inocência e fragilidade ao perder inúmeras chances na frente do fraco goleiro Perez, em especial o bom meia Modise que perdeu duas chances claras.

A defesa mexicana postada com três zagueiros era uma festa, apresentando enormes buracos para os africanos. Mas a experiência dos mexicanos falou mais alto e após cruzamento de Guardado, a bola caiu nos pés do zagueiro Márquez que calou o estádio.

Após o gol de empate mexicano, a África do Sul se acuou e por pouco não levou a virada. No final, o empate foi muito lamentado pela equipe, já que era a chance mais clara de somar três pontos e buscar a classificação. A sina de Parreira de não vencer em Copas do Mundo treinando outras seleções (Kuwait 82, Emirados Árabes 90, Arábia Saudita 98 e agora África do Sul) continua.

Agora resta aos Bafana Bafana buscar a vitória contra os time meia boca do Uruguai, o que é possível e lutar por um empate contra os franceses pelo futebol apresentado vale sonhar. Já os mexicanos devem estar apreensivos, tendo em vista que a equipe suou para conseguir um empate contra a seleção mais fraca do grupo.

09 junho 2010

Novata em Copas do Mundo, Eslováquia é a única equipe da competição sem apelido


A Eslováquia está orfã. Estreante em Copa do Mundo, é a única das 32 seleções que disputarão a competição a não ter um apelido. Integrante do grupo F, os eslovacos terão pela frente a temida 'Esquadra Azul' da Itália, os 'Brancos' da Nova Zelândia e os 'Guaranis', do Paraguai.

A Fifa se refere à seleção apenas como "Repre", um diminutivo de representação. Incomodados com a situação, os portais da Eslováquia deram destaque nesta terça-feira a ausência de um nome carinhoso para se referir à seleção do seu país.


- Há apelidos muito mais interessantes com nomes de bichos e cores - escreveu o portal local 'SME'. O jornal inglês The Guardian, se refere ao apelido da seleção eslovaca como o "menos criativo apelido em anos".

A Copa da África do Sul é a primeira participação da Eslováquia como uma nação independente. Enquanto ligada à Tchecoslováquia foram oito participações e duas finais. Uma contra a Itália, em 1934, quando perdeu por 2 a 1 e outra em 1962, na derrota para o Brasil.

Confira abaixo os apelidos

Grupo A
França - Les Bleus (Os Azuis)
África do Sul - Bafana Bafana (garotos garotos)
México - La Tri (A Tricolor)
Uruguai - Celeste Olímpica

Grupo B:
Argentina - Albiceleste
Nigéria - As Super-Águias
Coreia do Sul - Diabos Vermelhos
Grécia - Navio Pirata

Grupo C:
Inglaterra - Tres Leões
Argélia - Raposas do Deserto
Eslovénia - Os Dragões
Estados Unidos - Os Yankees

Grupo D:
Alemanha - Die Mannschaft (O Time)
Austrália - Cangurus
Gana - Estrelas Negras
Sérvia - Águias Brancas

Grupo E:
Holanda - Laranja Mecânica
Japão - Samurais
Camarões - Leões Indomáveis
Dinamarca - Dinamáquina

Grupo F:
Itália - Azzurra
Eslováquia - "Repre"
Nova Zelândia - All Whites
Paraguai - Guaranis

Grupo G:
Brasil - Seleção Canarinho
Costa do Marfim - Os Elefantes
Coreia do Norte - Chollima (cavalo alado do folclore nacional)
Portugal - Seleção das Quinas

Grupo H:
Suíça - Nati (equipe nacional, em alemão)
Chile - La Roja
Honduras - La Bicolor
Espanha - A Fúria

Fonte: Lancepress!

07 junho 2010

Em clima de Copa site lança bonecos de vodu das seleções


Em contagem regressiva para o ínico da Copa do Mundo, nada melhor do que criar todo o tipo de produto relacionado ao evento. Pensando nisso, o criador de arte Rodrigo Fachel e o redator Daniel Kamagusuku resolveram combinar mandinga e superstição com uma tradição local, o vodu.
A partir dessa idéia, criaram bonecos para as 32 seleções da Copa do Mundo, além dos técnicos Maradona e Dunga, fazendo com que os torcedores tenham um elemento a mais para 'azarar' os rivais, facilitando o trabalho da seleção.

Os bonecos têm 15 centímetros de altura e vêm com cinco alfinetes. Cada um custa R$ 10. Eles estão à venda no site www.voodoocopa.com.br e cada pedido deve ter, no mínimo, cinco unidades. O comprador ainda terá de arcar com as despesas da entrega.

Como já dizia o folclórico Neném Prancha, ex-roupeiro do Botafogo: “Se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminaria empatado’’. A pergunta que fica no ar é porque eles fizeram bonecos da Nova Zelândia, Eslováquia, Coréia do Norte, Honduras que ficaram estocados sem compradores.