
Conforme o script mandava aconteceu o que já era previsto, o ciclo do técnico Muricy Ramalho chegou ao fim na tarde desta quinta-feira, após reunião entre os diretores do clube ficou acertada sua saída, além dele, o diretor de futebol Toninho Cecílio não agüentou a pressão e pediu demissão.
O treinador que chegou envolto a esperanças e expectativas, se despede deixando enorme frustração e deixando no cartel 34 jogos, 13 vitórias, 11 empates, 10 derrotas em pouco mais de 7 meses de trabalho. Embora acumule essa mancha na carreira, Muricy não deverá ficar muito tempo na geladeira, apesar do fiasco tem mercado, é muito bom treinador, mas simplesmente não deu certo.
Ao contratá-lo a cúpula alviverde achou que isso bastava para ser campeão, mas o diferencial não era ele e sim a diretoria do São Paulo, que proporcionava tranqüilidade e total respaldo a seus funcionários, sua estrutura, planejamento e contratações ponderadas, sempre mantendo a base não fazendo loucuras. Totalmente diferente do que se passa no Palestra Itália, que tem um relação muito intima com a palavra ‘’crise’’.
Até quando a equipe está bem, se inventa alguma confusão para afundar de vez o trabalho. A seca de títulos importantes que a equipe atravessa faz com que todos percam a cabeça na hora decisiva, como no ano passado quando a diretoria se isentou de qualquer responsabilidade do fracasso da equipe ao contratar a peso de ouro o atacante Vagner Love e manter Diego, Cleiton e Pierre.
Mas mostrou todo seu destempero ao dispensar Obina e Maurício (que foi reintegrado), no intervalo do jogo contra o Grêmio, e do papelão proporcionado pelo ponderado economista e desvairado presidente Luis Gonzaga Beluzzo, ao xingar e chamar para a briga, o arbitro Carlos Eugênio Simon.
O time é praticamente o mesmo do ano passado, afinal um equipe que conta com Diego Souza, Cleiton Xavier, Pierre, Marcos é considerado bom, mas o elenco é muito fraco não há atacantes, laterais e meias confiáveis. Os reforços escassos que chegaram são razoáveis, com exceção de Edinho, um cabeça de bagre de doer, nessa caso era melhor manter Edmilson, o Garça, pois com isso, o clube não iria ter que arcar com os 2 milhões em salário do jogador até o fim do ano pela rescisão.
Isso sem mencionar a novela para trazer o atacante Ewerthon, outra coisa que é bem corriqueira pelos lados da Barra Funda, já que até renovação de contrato do faxineiro é complicada, se fosse para trazer um jogador qualificado até dava para aceitar, mas para quem tem memória boa irá se lembrar do jogador na época do Corinthians quando ele perdia um caminhão de gols, o que tem feito muita falta para o Palmeiras nessa temporada, ou seja, Robert seguira como ‘’goleador’’.
Mas não podemos nos esquecer da torcida complicada e corneteira que o Palmeiras possui cuja paciência é bem curta, fazendo com que jogadores e técnicos que tem potencial acabem não despontando por aqui para brilhar em outras equipes, como Vagner Love (que foi agredido e se está jogando muito no Flamengo), Maicossuel, Marquinhos (se bobear quando sair irá se tornar um fenômeno em outro clube).
Além do trabalho de base ser meio mal feito, porque depois de tanto tempo revelar Daniel Lovinho e Gualberto, que pelo amor de Deus, não seriam nem reservas em pelada de final de semana, mas há ressalvas como Joãozinho e Gabriel Silva dois bons garotos, que podem deslanchar ou serem queimados precocemente.
Mas o certo é que já estava mesmo na hora de uma mudança no comando, desde que chegou Muricy sempre pareceu um tanto deslocado por pular o muro, ele não combinava com a cor verde, veio calmo demais, simplesmente não conseguiu dar um padrão tático e nem treinar jogadas ensaiadas na equipe, era só chuverinho, se estivéssemos no tempo de Arce e Júnior Baiano tudo bem, mas com Figueroa e Robert é complicado.
Quando chegou foi muito contestado pela mídia e torcida, por entrar no lugar de Jorginho que estava fazendo a equipe jogar bem, coisa que nunca conseguiu em sua carreira, mas que foi uma aposta ao meu ver acertada já que a equipe era líder e tinha reais chances de ser campeã e para isso necessitava de um treinador pulso firme.
Mas isso não aconteceu, o que se viu foi um verdadeiro desastre, mas ele tinha como desculpa o fato de não ter montado a equipe e ter começado o trabalho no meio da temporada, o que não mudou nada nessa temporada já que se mostrou um tremendo retranqueiro, como no jogo contra o Flamengo-Piaui quando tirou Robert e colocou o volante Souza para garantir a vitória magra ou até mesmo no jogo de sua queda ao jogar com 3 volantes e levar 3 gols em um só tempo.
Adotando a política de cortar gastos o Palmeiras anunciou a acerto com o algoz de Muricy, Antonio Carlos, um treinador emergente que já conhece o dia a dia do clube e tem experiência com pressão por já ter jogado em todos os grandes de SP. Mas o antigo treinador será lembrado por um tempinho, já que pela quebra o clube terá que arcar com 2,5 milhões, outra bola fora do grande economista Beluzzo.
Para fechar uma piada sobre Muricy:
Ao assumir o clube os dirigentes do verdão disseram para ele fazer o que sempre fez. E ele fez São Paulo foi para Libertadores.
2 comentários:
Caramba viu, o Santos ganha de 6 e vc só fala do Muricy, a maior goleada do campeonato..... rsrsr
Oi Thi! Parabéns pelo blog...muito legal a matéria...
Bom, por mim não tinha nem contratado o Muricy. Nunca achei q ele fosse nos ser útil, mas lógico, que torcia pra estar errada! Achava melhor termos ficado com o Jorginho, quem sabe as coisas não teriam sido diferentes??? Não posso opinar sobre o Antonio Carlos, não sei se será uma boa...mas pior do que está...acho dificil ficar...rsrsrs
Bom, é isso...vamos ficar na torcida pra que td dê certo! Boa sorte ao Antonio Carlos!!! Beijos
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