18 março 2009

Competir não basta, o que importa é mesmo vencer


Esse ano o vencedor da Fórmula 1 será conhecido pela sua velocidade e não por sua regularidade, isto porque entrará em vigor a nova regra implantada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), onde o campeão será conhecido pelo maior número de vitórias, ao invés da pontuação acumulada ao longo do campeonato.

O critério de desempate passa a ser a pontuação, que se mantém sem alterações com o primeiro recebendo 10 pontos, o segundo 8, 6 para o terceiro e assim por diante. Se a nova regra já fosse válida no campeonato passado, Felipe Massa teria sido o campeão, pois obteve 6 vitorias contra 5 do inglês Lewis Hamilton. Com isso, mudaria muitos títulos ao longo da história da Formula 1, Nelson Piquet perderia, por exemplo, 2 de seus 3 títulos para o francês Alain Proust em 1983 e 1987, Ayrton Senna seria tetracampeão, pois levaria a melhor sobre o francês em 1989. Além disso, Stirling Moss (1958), Didier Pironi (1982) e Felipe Massa (2008) que nunca haviam sido campeões, iriam ganhariam seus primeiros títulos.

Com a nova medida, o campeonato deve ganhar em emoção, fazendo com que todos corram e um segundo lugar não irá satisfazer ninguém, acirrando a disputa que estava meio em baixa nos últimos anos. Entretanto o risco de quebras também pode aumentar devido à necessidade da vitória fazendo com que os pilotos extraiam o máximo de seus carros, ultrapassagens serão cada vez mais freqüentes e as possíveis manobras que seriam cogitadas para tirar os concorrentes do campeonato para fora da corrida, serão descartadas.

Alguns pontos negativos merecem destaque: o piloto que vencer duas provas consecutivas será totalmente privilegiado pela equipe deixando seu companheiro jogado de escanteio, ou seja, no restante do campeonato ele irá correr praticamente para abrir caminho para o parceiro que já obteve suas vitorias, acabando com o seu campeonato. A regularidade não será premiada, um piloto pode vencer 8 provas e sequer completar as corridas restantes, mesmo assim levaria o título. As equipes de menor investimento vão virar meros figurantes no campeonato como a Force Índia, STR ou a novata Brown GP, que poderiam arrancar alguns pontos no campeonato, mas que com a nova regra impossibilitaria qualquer chance dessas escuderias, e com isso qual seria a motivação de correr por essas equipes sabendo que não haverá chance de vitória.

O que se pode entender é que com essas novas regras a Fia tentou dar uma rejuvenescida na Fórmula 1, mas por fim pareceu mais como um tiro no próprio pé, resta saber o que irá acontecer.

07 março 2009

Rubro Negro em crise e dessa vez não é o carioca


Após a eliminação vergonhosa para o Werder Bremen do brasileiro Diego, após abrir dois gols de vantagem e atuando em casa e a má campanha realizada no campeonato italiano, o envelhecido time do Milan planeja seriamente em fazer uma reformulação em seu elenco.

Não é de agora que a esquadra rossonera planeja rejuvenescer sua equipe, mas o receio de perder jogadores importantes acaba adiando a idéia. Mas os recentes insucessos da equipe já fazem os dirigentes mudar o discurso e com crise que afetou a todos é necessário aliviar as contas do clube, para isso é cogitado até uma possível venda de Kaká para aliviar as despesas em até 30% e ainda gerar um excelente lucro, anualmente os italianos gastam 120 milhões de euros ou 360 milhões de reais apenas em salários.

No Brasil, as equipes que apostaram em muitos jogadores veteranos se deram muito mal, principalmente quando os torneios são de longo prazo, a idade acaba pesando e os jogadores sentindo o cansaço. Agora a idéia é ter um time bem jovem e rápido, tipo exportação para que gere lucro em curto prazo, com alguns experientes para segurar o rojão.

Uma das razões para a queda do Milan é a idade de seus jogadores, com o elenco tendo em média 29 anos e disputando diversos torneios simultaneamente a equipe não consegue manter um ritmo em nenhuma das competições. Só para se ter uma idéia os três goleiros do Milan tem mais de 30 anos, Dida que está com uma urucubaca beira os 36. A zaga é o ponto mais critico, todos os jogadores com exceção de Senderos (que é muito fraco) têm de 31 anos para cima, Maldini, por exemplo, tem 40, mas é um ícone do clube e vai encerrar a carreira após o fim da temporada.

A renovação foi iniciada mesmo que a passos de tartaruga com jogadores de futuro promissor como os brasileiros Thiago Silva, Felipe Mattioni que tem muito potencial, mas não podem atuar porque a vaga para jogadores extra-comunitários já foi expirada e com a dispensa de alguns vovôs iria aliviar mais esse problema, e com o titular incontestável do ataque Alexandre Pato que está jogando muita bola, inclusive deixando o ídolo ucraniano Shevchenko e o sênior Inzaghi no banco.

Outra mudança para renovar a equipe seria a saída de Carlo Ancelotti já que está desgastado no cargo, e com o elenco que o Milan tem por mais velho que seja precisa de resultados. Donadoni, ex- técnico da Azurra na ultima Eurocopa é um dos mais cotados para assumir em caso de queda do atual treinador.

Chama a atenção, a mobilização por parte do Milan para manter Beckham, que não passa de um bom jogador e olhe lá, com o ano perdido mantê-lo seria apenas para tentar uma vaga na Uefa Champions do ano que vem. Além do mais, iria se gastar muito dinheiro para contratar-lo e como sua idade já está muito avançada (33) não seria muito proveitoso. A equipe rossonera deveria se espelhar no Arsenal que consegue aliar jovens valores e bons resultados para que assim consiga vislumbrar um futuro promissor.

Fenômeno da mídia


Após tantos tentarem, apenas um conseguiu. O sucessor de Pelé já foi escolhido pela imprensa e está entre nós, o nome do futuro “rei” é o atacante Neymar, recém promovido à equipe profissional do Santos.

Engana-se quem pensa nos Ronaldos ou Robinhos, nunca um jogador foi tão exaltado e noticiado como o garoto da baixada. Desde 2004 quando tinha apenas 12 anos, Neymar já recebia destaque na mídia devido a sua semelhança com Robinho, que brilhava com a camisa do Santos, e por conta das diversas sondagens feitas por grandes times da Europa por seu futebol.

Os principais veículos esportivos do país passaram a dedicar 90% das noticias para Ronaldo (qualquer coisa sobre ele é matéria) e o restante para Neymar e Keirrison, do Palmeiras que merece ter destaque porque dos três é o único que esta fazendo por merecer. Se você perguntar para qualquer torcedor do Santos, por mais jovem que seja já deve ter ouvido falar de Neymar.

O que antes era uma pequena nota ou uma retranca agora se tornou matéria de página inteira sobre o atacante que desde 2008, recebe salário compatível a dos jogadores profissionais. Até agora ele é uma incógnita, o maior astro da história da Taça São Paulo, foi colocado à prova para conduzir o time do Santos ao título da Copinha, a imprensa cobrava que ele demonstrasse a todo instante sua genialidade, mas provou ser ainda um menino e teve alguns lampejos de bom futebol, mas nada muito empolgante tanto é que os destaques foram Alan Patrick e André, o artilheiro do time na competição.

Uma coisa tem que se dizer o Santos, está de parabéns por ter conseguido segurar uma promessa do futebol nacional em tempos de crise onde jogadores são vendidos antes mesmo de serem profissionalizados. Mas o que chama a atenção é como o garoto foi “arremessado” pela mídia como um jogador extraordinário, capaz de jogadas fantásticas sem antes ter demonstrado nada, a imprensa é ótima para alavancar pessoas, mas também as derruba com a mesma facilidade.

Agora resta saber se o garoto suportará tanta badalação e expectativa em relação ao seu futebol, por parte da imprensa que o alavancou por ser o provável sucessor de Robinho, passando isso para os torcedores santistas ansiosos por seus espetáculos e já o considerando o salvador da Pátria. Resta saber se ele será um novo Lulinha, que foi tão elogiado quanto, mas sucumbiu a pressão e passou de um jogador brilhante para um “normal”.

06 março 2009

Matéria Especial: Futebol e Alegria, receita brasileira de sucesso no exterior

O Brasil é conhecido mundialmente por ser uma máquina de revelar jogadores, mas será que só isso nos torna relevante no âmbito mundial? Caipirinha, carnaval e mulheres bonitas também são marcas nacionais, mas há quem diga, que, além disso, “ o brasileiro está na moda, seu jeito de andar, seu estilo é copiado” afirmou Ronaldo Silva, volante da equipe do Juventus.

Ainda para Ronaldo, que atuou em Portugal, o brasileiro não só é bem visto internacionalmente como serve de modelo. A cultura européia é extremamente rígida em relação ao fardamento dos jogadores, exigindo terno e gravata em dias de jogo e viagens, mas bem no estilo brasileiro Ronaldo, quebrou o protocolo aparecendo de chinelo e bermuda e não só isso, criou moda. “ “No começo estranharam, depois todo mundo aderiu”.

O emblemático caso da brasileira Paula Oliveira na Suíça trouxe a tona um assunto que sempre vem à cabeça de todo brasileiro, como será que somos vistos lá fora?

Para Vagner Souza, lateral da equipe juventina e que teve passagem pelo Uruguai o fato de ser brasileiro muitas vezes age como um facilitador. “Sabendo que é brasileiro, o pessoal acolhe bem para que se sinta em casa”. Outro ponto destacado por Vagner foi que o idioma ajudou sua adaptação.

Já Dewide Santos, atacante também do Juventus, diz que a situação às vezes não é bem assim. “O pessoal não gosta muito quando junta muito brasileiro, porque acham que estamos falando mal deles”. Dewide, que atuou em Portugal, afirma que lá o pessoal recebe os brasileiros de uma maneira não muito amistosa “Em um treino um português quebrou minha perna, brigamos e depois o clima fico tenso no clube, mais tarde pedi para ser negociado”

Vagner afirma outro ponto de atrito entre os povos é que quando o brasileiro começa a se destacar, o ciúme começa a aflorar nos demais jogadores que passam a pensar que seu espaço está sendo roubado.

O que se nota é que o jeito brasileiro de ser agrada a todos, com sua alegria, jeito brincalhão, seu bom humor, ou seja, o oposto do tom sério, frio e respeitável dos europeus.

No geral, os brasileiros são vistos como uma excelente aquisição tanto que quase todos os países do mundo têm pelo menos um jogador brasileiro, aliando futebol bonito e espírito de equipe acaba se tornando um grande investimento. Mas existem exceções, como jogadores boêmios e baladeiros, criando o mito de que somos preguiçosos, como Adriano e Ronaldinho Gaúcho, que ajudaram a alavancar essa fama e com isso o mercado argentino tem tido um alto crescimento em relação a transferências, já que são conhecidos por se comportarem de forma adequada e serem esforçados.

05 março 2009

Jogador Gordo, Placar Magro


Depois de 387 dias fora dos gramados, o fenômeno fez sua reestréia ( para ser mais exato, a nona estréia marcada pela escassez de gols) no jogo desta quarta contra o Itumbiara, no estádio Juscelino Kubitschek em Goiânia.

Após ficar mais de 2 meses apenas treinando, mas com muita gandaia e polêmica correndo solta, o saldo de sua estréia foi no mínimo lamentável. Ostentando uma bela barriga, o camisa nove mostrou que ainda não estava em condições de estrear, seu preparo físico ainda está muito ruim, nos minutos finais parecia que ele se arrastava em campo, enquanto o time do Corinthians voava pelas laterais do campo, Ronaldo não conseguia passar da segunda marcha nas suas arrancadas. No pouco mais de 27 minutos em campo, Ronaldo deu a impressão de que terá um longo caminho para voltar a ser um jogador decisivo porque voltar a ser o que era impossível, a idade e o joelho não permitem.

Sua estréia foi uma jogada de marketing completa para tentar apagar o estrago que a demissão de Antonio Carlos teria, se o foco não tivesse sido mudado pelo fenômeno. Semana passada era algo impensável a estréia do jogador, mas após o incidente tudo mudou.


Devido à qualidade do adversário, por fim acabou sendo um bom teste, mas no clássico de domingo contra o Palmeiras não tem condições do craque iniciar o jogo, por diversos motivos: será um jogo muito disputado, corrido e importante para os dois (de um lado a honra corintiana que não vence o rival a 3 anos e a redenção alviverde após outro vexame na Libertadores), o risco de nova lesão é muito elevado, ou seja se Ronaldo não se apresentar bem já começará a ter seu trabalho questionado.

Ronaldo terá muito trabalho dentro e fora de campo, boêmio assumido o craque terá que jogar muita bola para compensar suas mancadas noturnas e dando muitas alegrias para a Fiel torcida.

Até tu Bruno

Há um ano, o goleiro Bruno do Flamengo tinha feito uma promessa de não cortar o cabelo até que o rubro negro não ganhasse pelo menos um título de expressão, nesse critério o campeonato carioca não contaria devido a sua extrema facilidade.

E para surpresa de todos que acompanhavam o treino de quarta passada, o goleiro apareceu na Gávea sem seus cachinhos que já estavam com um tamanho considerável. Coincidência ou não, logo após a vergonhosa eliminação para o Resende por 3x1 em pleno Maracanã.

Essa atitude mostra que nem os jogadores acreditam na possibilidade de algum título expressivo do clube no ano, fora o carioca que convenhamos não passa de um treino de luxo. Atrasos de salário, torcida impaciente, falta de planejamento, técnico amarelão essa soma pode custar mais um ano sem títulos na Gávea.

Com medo de se tornar o Chewbacca ou mesmo o Primo Itch da Família Adams, Bruno acabou tomando a atitude mais sensata possível.




Se mantivesse a promessa esse seria Bruno esperando um título do Flamengo