16 novembro 2008

Balanço Geral

E termina com um massacre para o Flamengo a trajetória melancólica do Palmeiras rumo ao penta brasileiro. Nem a surra que Wanderley Luxemburgo levou dos torcedores da ‘’torcida organizada’’ (vulgo bandidos) serviram para que o time mostrasse mais vibração ou futebol. Brincadeiras a parte, o Palmeiras voltou a demonstrar toda sua fragilidade defensiva e acabou sucumbindo de forma vexatória para um arrumado Flamengo de Caio ‘’Harry Potter’’ Júnior, que deu um nó tático em Luxa anulando tudo e a todos do alviverde. Destaque para a brilhante atuação do magríssimo Kléberson que comandou o meio de campo rubro-negro e para Ibson que tirou a barriga da miséria e fez as pazes com a torcida com três gols, placar final 5x2.

Engana-se quem pensa que o Verdão perdeu após a briga da ‘’torcida organizada’’ com Luxemburgo, de fato isso contribuiu para aumentar o clima de tensão para o jogo, mas após a derrota para o Grêmio, em casa, era nítido que o Palmeiras iria brigar apenas por uma vaga na Libertadores para salvar o ano de forma honrosa, embora tenha conquistado um título o que na verdade foi pouco depois de todo o investimento. Porém nem tudo foi ruim, esse ano ajudou a devolver o orgulho dos torcedores palestrinos, afinal de contas o jejum de títulos que já durava 7 anos se encerrou com a conquista do paulistão de maneira categórica e apesar das amareladas na reta final, o time do Palmeiras se mostrou como um dos mais fortes em seus últimos anos. Para ano que vem a tendência é mais um pacotão de reforços, mas dessa vez com jovens valores para conquistar títulos.

Os destaques são o meia Cleiton Xavier do Figueira, o atacante Marquinhos do Vitoria, o atacante Keirrison do Coritiba entre outros que podem pintar. O atacante Kleber que se destacou com a camisa verde, infelizmente deve voltar para o Dínamo de Kiev, devido a seu alto valor, já jogadores como Leandro, Roque Junior, Denílson, Léo Lima cujos contratos encerram no fim do ano, tem situação indefinida.

Ano que vem, é necessária uma reformulação profunda no elenco, com exceção do gol e dos volantes o time todo necessita de reforços.

Gol: A melhor posição do clube a anos, embora Marcos tenha dado umas bobeadas nessa reta final, tem crédito e é um dos maiores goleiros do mundo, já Bruno mostra que realmente tem um grande futuro pela frente e está conseguindo substituir Diego Cavalieri, que foi para o Liverpool, à altura.

ZAGA: Quem mais se destacou foi Martinez que é volante de origem e está quebrando o galho na zaga, depois dele David que está lesionado e volta ano que vem deve sobrar no time titular, já o esforçado Gustavo teve um bom ano e deve permanecer.

Jeci, Gladstone e Roque Junior tiveram muito em comum: falhas, lentidão e avenidas que proporcionaram a seus adversários, com exceção de Roque, os outros devem continuar. Já o garoto Mauricio é jovem e precisa de tempo e tranqüilidade para mostrar futebol.

LATERAL: Os titulares Élder Granja e Leandro embora tenham sido os destaques do time, se mostraram muito irregulares durante o ano e sem reservas à altura jogavam despreocupados em perder a vaga no time titular.

Fabinho Capixaba e Jefferson (vulgo Vesgo) , jogaram pouco é verdade, mas quando o fizeram tiveram atuações memoráveis negativamente com falhas e muita ruindade pelo setor.

VOLANTES: Pierre, sem dúvida alguma é o melhor jogador do time, após seu tempo de inatividade devido a lesões e o drama de sua mulher perder um filho, voltou com tudo inclusive mais técnico do que antes, é um marcador extraordinário, merece um contrato vitalício com ele.

Jumar vindo do Paraná o volante teve boa participação, mostrando raça e razoável saída de jogo, merece continuar.

Sandro Silva a maior revelação e ao mesmo tempo grande decepção da temporada, vindo do Mirassol, o volante teve que superar a desconfiança de todos, mas com muita personalidade aliada a um bom futebol, o jogador caiu nas graças da torcida aproveitando a inatividade de Pierre. Com um bom poder de marcação, Sandro se destacou mais pelas subidas ao ataque, sempre criando boas oportunidades para o time, mas na reta final seu futebol como o de toda a equipe se foi e com isso terminou o ano em baixa.

Léo Lima de longe a contratação mais criticada de todas, devido a seu histórico de confusões, mas com um contrato de produtividade o jogador acabou se destacando na campanha do Paulistão com uma ótima parceria com Pierre, sendo ele o que puxava os contra ataques. Mas com o tempo seu futebol foi caindo com Sandro Silva e Jumar, se destacando e roubando seu lugar na equipe, acaba encerrando o ano em baixa.

MEIO: Diego Souza veio a preço de ouro (até hoje não sei o porquê, teve apenas uma boa passagem pelo Grêmio, de resto foi mal em todas as outras equipes) e não justificou sua contratação, nem com a saída de Valdivia, o meia conseguiu mostrar o jogador decisivo que deveria ser. No geral, passava a impressão de não ter vontade em campo e de se acomodar, talvez o melhor a se fazer é se livrar do jogador e com a enxurrada de dinheiro que se paga por seu salário contratar dois ou três jogadores para fortalecer o elenco.

Evandro é jovem e tem muito potencial, mas entrou numa fogueira, substituir Valdivia ( que falta faz o chileno), merece continuar.

Maicossuel, quando o assunto era correria Luxa, já sabia quem chamar, mas quando o assunto era gol, objetividade, dribles, passes ele sabia que Maicossuel se não chegava nem perto disso.


ATAQUE: Kleber se destacou no ano como um dos principais jogadores do time, mas deve sair.

Alex Mineiro, embora peque pela lentidão e pela incrível capacidade de errar passes a dois metros de distância, é bom jogador e foi o artilheiro da equipe no ano com 36 gols feito que os muito atacantes que passaram na equipe após o período de Vagner Love nem chegaram perto.

Preá, sem comentário, FORA.

Lenny é jovem, teve poucas oportunidades, mas já está na hora de buscar novos ares, é o jogador que tem efeito imediato quando entra, dá um chute, cria uma jogada ai depois tem a incrível capacidade de simplesmente desaparecer do jogo sem sequer pegar na bola, ou seja, de 45 minutos em campo, tem um lampejo de 3 minutos e 42 minutos de inatividade, FORA.

Denílson, até fez bons jogos, mas se for jogar no papel seus prós e contras, o déficit é bem maior, é inegável que quando entra no segundo tempo perto dos 30 minutos consegue fazer algo mais produtivo, seu preparo físico é lamentável, não conseguindo manter um ritmo por muito tempo.

Thiago Cunha veio para jogar a Sul-Americana, fica registrado em sua passagem pelo Palmeiras o golaço de voleio que fez contra o Vasco, de resto foi uma negação.

11 novembro 2008

Tragédia Anunciada

A vitória do Palmeiras sobre o Santos domingo passado, na Vila Belmiro, nos últimos minutos de jogo serviu para camuflar uma má atuação e uma queda vertiginosa de produção da equipe de palestra itália. Aos trancos e barrancos, o alviverde ia se mantendo na briga pelo título brasileiro com o regular e crescente time do São Paulo (que já tinha jogado a toalha, mas devido aos inúmeros tropeços de seus rivais resolveu voltar a briga renascendo das cinzas, após chegar a estar 11 pontos atrás do líder).

Com o foco voltado no Brasileirão, o técnico Wanderley Luxemburgo optou por escalar um mistão para encarar o Argentino Juniors, na partida de volta pela Sul-Americana. Prevendo um clima de guerra, após a tumultuada partida de ida onde os argentinos vencerem por 1x0 com muita confusão entre as equipes devido ao roubo que aconteceu contra os brasileiros, Luxa mandou para Buenos Aires apenas 14 jogadores e seu auxiliar-técnico, Nei Pandolfo para comandar a equipe, enquanto ficava em São Paulo preparando o time para a decisão de domingo.

Com apenas Sandro Silva, Kleber e Martinez (os dois primeiros suspensos, já o ultimo voltava de contusão e precisa de ritmo de jogo) do time titular, a equipe precisava de uma vitória simples para avançar as semifinais do torneio, mas mostrando completo desinteresse, falta de motivação e de entrosamento, a equipe foi novamente presa fácil dos argentinos que venceram o jogo por 2x0, com direito a pitacos de Luxemburgo, que comentava o jogo a pedido da Globo.

Com o ‘’objetivo’’ conquistado na Sul-Americana, o foco voltou a ser o Brasileiro onde a equipe se preparava a quase uma semana, visando à decisão contra o Grêmio no final de semana. Entretanto, na quinta feira o planejamento já começou a naufragar quando o STJD puniu com uma partida o meia Diego Souza, por acertar com o braço o rosto do volante cruzeirense Fabrício.

A torcida compareceu em peso para apoiar o time e manter o ótimo retrospecto do time em casa onde só perdeu duas vezes no ano(para o algoz Sport e para o Argentino Juniors roubado). Com a bola rolando o que se viu foi um Grêmio jogando de maneira rápida e compacta defendendo e atacando com eficiência e um Palmeiras que não sabia o que fazer para furar o bloqueio gaúcho.

Precisando da vitória para se manter na disputa pelo título, o tricolor gaúcho apostava na ligação rápida da defesa para o ataque dos promissores volantes Willian Magrão e Rafael Carioca, além das investidas perigosas pela direita com Souza, tentando municiar os atacantes Reinaldo e Marcel. Já o Palmeiras, que joga exclusivamente com seus dois laterais encontrou problemas, com a forte marcação do Grêmio que anulou qualquer investida de Granja e Leandro que foram forçados a ficar na marcação o que não é o forte da dupla.

Mais uma vez Evandro não conseguiu ditar o ritmo no meio de campo, segurando muito a bola, o meia não teve uma boa participação, já Denílson mostra o porque é reserva, tendo mais uma participação apagada (só serve mesmo para pegar a defesa cansada no 2ºtempo) e com isso quem sofreu foi Alex Mineiro que ficou isolado na frente. Destaque apenas para Pierre que foi um leão na partida.

No geral, Luxemburgo deve ter agradecido aos Céus quando o árbitro, Héber Roberto Lopes apitou o fim do primeiro tempo, onde o Grêmio teve total supremacia da partida, perdendo inclusive uma ótima chance de gol com Marcel na cara de Marcos, que o atacante chutou para fora. Parecia que o Palmeiras, estava disputando a Sul-Americana tamanha falta de vontade dos jogadores.

No segundo tempo, os paulistas até tiveram uma melhora significativa, mas nada que assustasse o gol do ótimo goleiro Victor. Quando tudo se caminhava para um empate, eis que Tcheco que vinha tendo uma atuação apagada, resolve cruzar, a bola passa pela zaga alviverde sem ninguém se manifestar e morre nas redes de Marcos, que usa seu ‘’infalível’’ golpe de vista para observar atônito a festa dos gaúchos, silenciando assim os mais de 25 mil palestrinos.

Após o gol, o que se vê é o desespero palmeirense que busca de forma desordenada e desgovernada o gol. Tentando melhorar a equipe Luxa coloca Lenny e Maicossuel, nos lugares de Pierre e Jumar, buscando assim dar maior aproximação entre o meio e o ataque. Vendo a ineficiência do time e tomado pelo sentimento de culpa pela falha no gol, Marcos se atira desesperadamente para o ataque quando o relógio ainda apontava 30 minutos de jogo e com isso acaba levando consigo a esperança de empate, pois o time se perde por completo com isso. Ainda sobrou tempo para o lamentável
Preá tentar se vangloriar como o herói do jogo, rifando uma boa oportunidade de ataque, detalhe Marcos estava na área em busca do cabeceio em uma de suas quatro investidas.

No final festa gremista, que mantêm as esperanças do título e continua a caçada em busca do São Paulo, já para o Palmeiras ainda há chances matemáticas do título, mas o que já era difícil agora ficou praticamente impossível, a vaga para a Libertadores acaba se tornando a salvação para um ano que não foi dos melhores.


Aqui vai alguma das razões da tragédia


- Nas duas oportunidades que o time foi derrotado pelo Argentino Juniors a equipe parece que sentiu o baque e repetindo o que houve no brasileirão com um acachapante 3x0 contra o fluminense e 1x0 Grêmio.

- A vaidade de Luxemburgo que quer aparecer mais que os jogadores, comentando com tranqüilidade a eliminação de sua equipe para treinar com o time a semana toda em vão.

- Falta de opções no banco, a equipe titular é boa, mas jogadores como Elder Granja, Leandro, Diego Souza, Kleber e Alex Mineiro não tem reservas à altura.

- Jeferson, Preá, Lenny, Fabinho Capixaba, Thiago Cunha, Jéci, Gladstone, Maicossuel foram dinheiro jogado no lixo, não servem nem para jogar no time do Ipatinga.

- Ano jogado no lixo, será que valeu a pena gastar tanto para conquistar apenas um brasileiro? O Palmeiras tem disparado a maior folha salarial do Brasil e foi a equipe que mais gastou em contratações e mesmo assim não apresentou nada de mais no ano,o Grêmio, por exemplo, que tem um time modesto repleto de jogadores jovens e que vieram de equipes pequenas vem forte na luta pelo titulo.

- Após a saída de Valdivia, o Palmeiras encontrou outro jogador para se apoiar Kleber, que vem sendo o diferencial da equipe, devido a sua raça e entrega nas partidas, sem ele Alex mineiro fica sem função, isolado no ataque.

- Problemas para furar retrancas, em especial quando se anulam a jogada ultra manjada pelas laterais, com Granja e Leandro.

- Na hora H o time amarela, quando tem a pressão pelo resultado não consegue ganhar, foi assim contra o Figueirense, o São Paulo e agora o Grêmio. Na verdade, ainda está matematicamente na luta por causa da ajuda da Lusa que derrota seus concorrentes diretos.

- Desespero de Marcos que se atirou como um lunático para o ataque com apenas 30 minutos de jogo, mas vendo que Lenny e Preá estavam no ataque fez o que qualquer torcedor faria. Tem crédito de sobra, não pode ser cobrado como o único culpado.

19 outubro 2008

‘’Gás’’ rumo ao Título

No clássico que girava em torno do tão conturbado gás de pimenta, o Palmeiras consegue um empate heróico em apenas dois minutos e mostra que ainda está vivo no campeonato.

Nesta tarde de domingo, o Palmeiras demonstrou que a sorte de campeão está a seu lado, em um jogo muito disputado, o alviverde na base da raça buscou o empate em apenas dois minutos após estar perdendo por dois a zero para o São Paulo. O clássico já tinha um tempero natural que era o caso do gás de pimenta, que até hoje é comentado e que ganhou novos capítulos com a possibilidade de um integrante da mancha verde ter sido o autor dessa patifaria. Mas ganhou novos episódios com as flores que foram enviadas pela própria mancha ao CT do São Paulo como um irônico pedido de desculpas, além da troca de acusações pela imprensa entre Diego Souza e Muricy Ramalho de quem era o favorito no clássico. Além disso, o Palmeiras continua com um excelente aproveitamento como mandante tendo apenas uma derrota no ano em sua casa para o Sport (de quatro confrontos no ano, o Palmeiras perdeu todos e de forma vergonhosa todos eles).

O jogo

Por se tratar de um clássico e um jogo entre duas equipes que ainda estão na briga pela o título, os dois técnicos adotaram o esquema de 3-4-1-2, bem cauteloso dando proteção à defesa e contando com a qualidade de seus jogadores para decidir a partida, ou bola parada no caso do São Paulo. Esse esquema é padrão para o time do São Paulo e tem se tornado também para o Palmeiras, com Martinez fazendo o papel de falso terceiro zagueiro. Com a já confirmada ausência de Jumar, por suspensão, era previsto que Pierre entrasse em seu lugar, mas Wanderley resolveu inventar e colocou Léo Lima, buscando um meio de campo mais técnico e menos pegador. Martinez ainda era dúvida para a partida devido a uma lesão na coxa esquerda, sendo vetado horas antes do jogo dando lugar a Maurício.

No São Paulo, a equipe estava definida com apenas Joilson como desfalque (ou reforço), a equipe veio em busca dos contra-ataques e na tentativa de ‘’chamar’’ a torcida contra o Palmeiras se o empate resistisse a durar.

O jogo começou eletrizante com o Palmeiras tendo mais posse de bola e tentando furar o bloqueio formado pelo trio André Dias, Miranda e Rodrigo. O tricolor que é conhecido pela sua forte defesa e péssimo ataque buscava o gol nas bolas paradas ou na velocidade de seus jogadores. Logo no começo se via que o jogo seria quente e em uma jogada do volante Jean que não iria dar em nada, a ‘’grande’’ aposta de Luxa, Léo Lima, fez um pênalti infantil. Rogério Ceni cobrou com perfeição e fez um a zero. Com o gol, o esquema de Luxemburgo desmoronou e com isso o técnico se viu na obrigação de abrir o time em busca do empate, com isso Mauricio cedeu lugar para Evandro.

Antes mesmo da entrada de Evandro, o jogo mostrou como a rivalidade entre as equipes se acirrou nos últimos tempos, Borges e Diego Souza trocaram empurrões na hora de repor a bola no meio de campo e foram mandados para o chuveiro aos 6 minutos do primeiro tempo em uma decisão um tanto quanto exagerada do arbitro Sálvio Spindola. Após o gol o Palmeiras se jogou no ataque, com Evandro atuando de volante cobrindo as descidas de Granja e com Léo Lima como meia. O alviverde conseguiu uma melhora no jogo, com mais posse de bola a equipe conseguiu ter certo controle na partida mas não traduzia isso em chutes a gol e nem no próprio gol. Com o meio de campo muito congestionado, as melhores chances de ambas as equipes foram pelas laterais. Na base da raça e da força bruta Kleber foi criando as melhores oportunidades da equipe, em uma arrancada de Alex Mineiro o atacante demorou tanto para finalizar que Rogério só faltou agarrar a bola de tão fraco que foi o chute. Mas as grandes chances, de ambos os lados, realmente foram pelas laterais e com belos cruzamentos de Élder Granja em um deles Kleber deu um chute forte defendido por Ceni e no outro um cabeceio que bateu na trave e pingou na linha de Alex Mineiro.

Enquanto isso o São Paulo usava a velocidade e a catimba de Dagoberto para criar chances e irritar os jogadores do Palmeiras, jogadas pelas laterais com Jorge Wagner e Hernanes eram as mais acionadas, mas sem muito perigo. Em um lance de inteligência o atacante tricolor pegou a zaga palmeirense desarrumada e acertou um belo chute no canto direito de Marcos que pulou só para aparecer na foto.

No intervalo, o São Paulo voltou igual, até porque não teria sentido mudar e Wanderley percebendo a lambança de apostar em Léo Lima colocou Pierre, para liberar Evandro e dar mais consistência na defesa não a deixando tão vulnerável a contra-ataques. Depois de tanta emoção no primeiro tempo era natural que o segundo tempo fosse mais ameno e essa foi a tonica do jogo o Palmeiras atacando desordenadamente e o São Paulo se defendendo muito bem. Vendo que a situação não mudava Luxemburgo tentou sua ultima cartada sacando Sandro Silva para a entrada de Denílson.

E não é que deu certo, Denílson colocou fogo na partida dando mais opções para o ataque alviverde. Caindo pelas pontas, pelo meio por todas as direções do campo o atacante buscava de todas as maneiras manter o Palmeiras vivo na partida. E aos 32 min, após um chute forte de Kleber, a bola sobrou para Denílson que deixou André Dias no chão tocou para o próprio atacante completar a jogada e acender o Palestra na partida (é incrível a gana que os dois atacantes jogam contra seu ex-clube). O gol inflou os 27 mil torcedores que estavam calados perante os três mil torcedores tricolores, foi ai que dois minutos depois Kleber em mais uma jogada individual conseguiu uma falta próxima à área. Após uma falta bizonhamente cobrada Granja cedeu lugar para Leandro tentar o chute, foi quando lateral bateu mal, mas a cabeça do atacante Dagoberto desviou a bola fazendo com que o goleiro Rogério ficasse vendido no lance, empate heróico e festa no Palestra Itália.

Após o gol, as duas equipes ficaram receosas em partirem em busca do gol com medo de se distanciarem do líder Grêmio que ainda iria jogar (derrotado pela Lusa por 2x0). Mas nos últimos momentos ainda restou tempo para mais uma expulsão a do zagueiro Roque Júnior, que recebeu o segundo amarelo após falta sobre Éder Luis. No final o empate acabou sendo um ótimo resultado para o Palmeiras devido a circunstâncias da partida e para o São Paulo só resta lamentar por ter deixado uma oportunidade dessas escapar.

No geral o jogo foi muito duro, com muitas faltas e advertências no total 11 cartões sendo 8 amarelos e 3 vermelhos. O árbitro Sálvio Spinola, teve uma boa atuação, apesar de ter exagerado nas expulsões de Borges e Diego Souza entretanto conseguiu conter a violência que poderia ter sido o jogo, o que o complicou foi inverter muitas faltas para ambos os lados. Desde o começo o empate era um bom resultado por se tratar de um clássico, porém os empates contra os ameaçados Náutico e Figueirense, mesmo sendo fora de casa eram pontos certos nas contas de Wanderley Luxemburgo o que ajudaria com que o Palmeiras continuasse na liderança apesar desse resultado de hoje.

Atuações

PALMEIRAS

Marcos: 6,0 – Não teve culpa nos gols, embora tenha feito defesas importantes não teve muito trabalho.

Gustavo: 5,5 – Deu espaço para Dagoberto no lance do segundo gol, mas fora isso teve uma atuação tranqüila.

Roque Júnior: 6,0 – Embora tenha sido expulso, demonstrou muita vontade e liderança para comandar a zaga. Peca pela lentidão extrema, mas compensa com sua experiência.

Maurício: Sem nota – Ficou apenas 7 minutos em campo.

Élder Granja: 6,0– Conteve boa parte das descidas de Jorge Wagner e atacou bem, seus cruzamentos são sempre perigosos, cobrou uma falta bizonha no segundo tempo. Precisa treinar chutes a gol urgentemente, pois nas ultimas partidas tem perdido muitas oportunidades.

Sandro Silva: 5,5 – Não repetiu as últimas grandes exibições, se limitou a marcar.

Léo Lima: 4,0 – A surpresa de Luxemburgo não teve uma boa atuação, cometeu um pênalti infantil no garoto Jean e errou o passe que resultou no gol de Dagoberto.

Diego Souza: 0 – Tudo bem que o juiz Sálvio Spindola tenha exagerado nas expulsões, mas se não fosse pela raça de seus companheiros a situação do Palmeiras poderia ter se complicado devido a sua expulsão que detonou com o esquema imposto por Wanderley.

Leandro: 6,5 – Vinha tendo uma atuação discreta e sem brilho, pois pingava muito da lateral para o meio de campo limitando as opções do alviverde no setor esquerdo, até fazer o gol de empate que alavancou sua nota.

Kléber: 8,5 – O grande nome da partida, brigou pela bola do início ao fim. Sempre buscando jogo não se intimidou e criou as melhores oportunidades de sua equipe, o gol foi um prêmio pela sua garra.

Alex Mineiro: 5,0 – Não fez absolutamente nada, muitas vezes até atrapalhou os contra-ataques da equipe. Ficou estático no ataque esperando a bola chegar em seus pés, embora seja o artilheiro do time, demora muito para finalizar o que facilitou a vida de Rogério. Recebe essa nota devido à boa cabeçada que quase foi gol, ao pingar na linha.

Evandro: 6,0 – Não fez nada de espetacular, mas soube cadenciar o jogo no momento certo e segurar a bola para tranqüilizar o time.

Pierre: 6,5 – Não pode ser reserva ainda mais de Léo Lima, mostrou que está recuperado de seus problemas físicos e emocionais que o tiraram de diversos jogos na temporada. Deu o suporte que a zaga precisava com carrinhos e desarmes precisos.

Denílson: 8,0 – Pôs fogo no jogo, partiu para cima da zaga tricolor e não se intimidou com o paredão que barrava os atacantes do palmeiras. Deu o passe para o gol de Kleber, que iniciou a reação.

SÃO PAULO

Rogério Ceni: 6,0 - Mostrou reflexos apurados nos chutes de Kleber e Alex Mineiro. Entretanto no lance de Denílson ficou com a mão ‘’mole’’ e não conseguiu interceptar o passe do atacante, no segundo gol não pode fazer nada foi enganado pelo desvio da bola. Atuação regular.

Rodrigo: 5,5 – Se mostrou nervoso na partida, sendo o mais fraco dos três zagueiros, embora isso não seja uma coisa ruim tendo em vista que a defesa se portou bem na partida.

André Dias: 5,5 – Vinha tendo uma ótima atuação até ser deixado no chão por Denílson no lance do primeiro gol do Palmeiras.

Miranda: 6,5 – Mostra o porque é um dos melhores zagueiros do Brasil teve uma excelente atuação ganhando praticamente todas as jogadas.

Zé Luis: 5,0 – Voluntarioso, quase não foi notado o que é bom mostra que cumpriu sua função tática que era anular Leandro que se deslocou para o meio tentando fugir da marcação.

Jean: 6,0 – O garoto mostrou personalidade em seu primeiro clássico, marcou muito bem, porém se limitou a isso, em uma de suas poucas subidas ao ataque sofreu o pênalti de Léo Lima.

Hernanes: 5,5 – A seleção brasileira o fez mal, parece que esqueceu seu futebol na China. Mostrou lentidão em alguns lances e não soube explorar a avenida que Leandro deixou.

Hugo: 5,0 – Não fez nada de mais na partida, muitos passes laterais e discussões na partida.

Jorge Wagner: 5,5 – Fez o feijão com arroz, marcou e atacou com a mesma simplicidade. Como não poderia deixar de ser a bola parada foi sua principal arma, bate impressionante bem na bola. Seu principal defeito é sua lentidão absurda e por demorar muito para agir.

Dagoberto: 6,5 – Após a expulsão de Borges se tornou o único atacante da equipe, com sua velocidade conseguiu criar boas oportunidades para o São Paulo. Marcou um belo gol, na verdade foram dois, um a favor e um contra após desvio na falta cobrada por Leandro. Chamou mais a atenção devido a incrível cera e teatro que irritou a todos os jogadores do Palmeiras.

Borges: 0 – Se envolveu em discussão com Diego Souza e foram pro chuveiro bem mais cedo.

Éder Luis: 5,5 – Se tivesse entrado antes talvez tivesse criado melhores oportunidades, com dois atacantes velozes a zaga do palmeiras, que é lenta, iria ter problemas. Mas como Muricy não vai muito com sua cara tem que ficar satisfeito por ter entrado.

Ficha técnica

Palmeiras 2 x 2 São Paulo

Palmeiras: Marcos, Gustavo, Roque Júnior e Maurício (Evandro), Élder Granja, Sandro Silva (Denílson), Léo Lima (Pierre), Diego Souza e Leandro, Kléber e Alex Mineiro. Técnico: Wanderley Luxemburgo

São Paulo: Rogério Ceni, Rodrigo, André Dias e Miranda, Zé Luis, Jean, Hernanes, Hugo (Éder Luis) e Jorge Wagner, Dagoberto e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho

Gols: Rogério Ceni (Pênalti) aos 6 min, Dagoberto aos 44 min do primeiro tempo. Kleber aos 33 e Leandro aos 35 min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Léo Lima, Kléber, Roque Júnior, Gustavo e Élder Granja (Palmeiras).
Dagoberto, Rodrigo e Hugo (São Paulo).

Cartões Vermelhos: Diego Souza, Roque Júnior (Palmeiras) e Borges (São Paulo).

Estádio: Palestra Itália.

Árbitro: Salvio Spinola

28 setembro 2008

Post antigo - Será que fica pior ?

Com o retorno garantido à séria A, o Corinthians agora relaxa e faz o planejamento para o ano que vem em que será o grande destaque após seu retorno triunfal com uma belíssima campanha na segundona. Agora irei recapitular um dos episódios mais tristes da história alvi-negra com um post antigo lá vai.

Domingo dia 2 de dezembro de 2007, entra para a história não só de corintianos, mas do futebol brasileiro. Após freqüentar a zona de rebaixamento por um longo período (12 rodadas) , o
Corinthians sucumbiu e escreveu uma das páginas mais tristes de sua história com o rebaixamento para a série B do Campeonato Brasileiro.

Apesar de controversias (devido a disputa do torneio taça de prata, considerado por muitos como uma segunda divisão) o Corinthians junto com São Paulo, Internacional e Flamengo (num caiu até agora por sorte) compunham o seleto grupo de times que nunca haviam passado pelo martírio da segunda divisão, com a queda dos alvi-negros e os últimos rebaixamentos de grandes equipes, esse número é cada vez mais expressivo.

Mas voltando, o Corinthians já entrou em campo abatido, devido a derrota inesperada para o Vasco da Gama em pleno Pacaembu lotado, contra um Grêmio animado, que possuia remotissítimas chances de classificação para Libertadores de América, no Estádio Olímpico em Porto Alegre.

Com a ausência de Bruno Bonfim, o técnico Nelsinho Batista resolveu apostar na boa e velha retranca esperando assim conter o impeto inicial dos gaúchos e jogando na base dos rápidos contra-ataques puxados pelo jovem Lulinha. Com um esquema 3-6-1 contando com nada mais do que quatro volantes (o vovô Vampeta, Carlos Alberto, o esforçado Moradei e o terrível Bruno Octávio) o Corinthians buscava povoar o meio de campo em busca de um maior controle de bola.

O jogo pra variar começou atrasado,devido a mais que manjada tática de esperar os resultados dos concorrentes para aliviar a pressão, isso sem mencionar o mistério criado por Nelsinho na hora de soltar a escalação para a imprensa, fazendo com que todos pensassem que o treinador tinha na manga um novo Pelé para lançar no jogo, mas todo o mistério não passou da escalação do péssimo atacante Clodoaldo, que não vinha sequer ficando no banco de reservas nos ultimos jogos.

Quando a bola rolou o que se viu foi um Grêmio a mil por hora e um Corinthians sonolento, como se torcesse por uma vitória do Intenacional tirando assim toda sua responsabilidade, e logo ao 2 minutos de jogo, Jonas jogou um balde de água fria nos alvi-negros com um gol de cabeça, após desatenção (pra variar) da zaga. Nos instantes seguintes o Timão tentou juntar os cacos e começar tudo de novo mas só apos a confirmação do gol do Inter em cima do Goiás (nesse momento mesmo com a derrota, o Corinthians se salvava com os goianos sendo rebaixados) , que o time reagiu e começou a esboçar uma reação na partida.

Mas quando o placar eletrônico informou o empate do Goiás, não deu tempo nem dos corintianos sentirem o baque dessa notícia pois Clodoaldo aproveitando cruzamento de Carlos Alberto empatou a partida. Com isso o time os paulistas se animaram mas devido ao ferrolho montado por Nelsinho, a bola não chegava ao ataque. Com o final do primeiro tempo, a Fiel pode respirar aliviada e acreditar na tão sonhada fuga do descenso, pois o Timão não dependia de mais ninguem só de seu resultado.

No segundo tempo o jogo seguiu com seu ritmo sonolento, devido ao medo corintiano em se aventurar ao ataque e se expor levando um gol e a falta de interesse dos gaúchos que já sabiam da vitória do Cruzeiro tirando-os da Libertadores. O ponto crítico do jogo aconteceu por volta dos 18 da etapa final, quando o Goiás virou a partida após inúmeras repetições de penalidades, a Fiel não conseguiu conter sua tristeza e com isso os jogadores sentiram o baque e ao invés de crescer se encolheram ainda mais na partida e se não fosse pelo extraordinário goleiro Felipe em uma defesa absurda após cabeceio do atacante Marcel, a cova corintiana seria mais rapidamente sepultada.

Vendo a virada dos goianos o técnico Nelsinho resolveu ir pro tudo ou nada mesmo que tardiamente colocando o boliviano Arce no lugar do terrível Bruno Octávio e sacando Everton Ribeiro e colocando o barrigudo Ailton, abrindo mais o time e mudando o esquema para um 4-4-2 com Ailton e o zagueiro Fábio Ferreira nas laterais. As alterações pouco mudaram a partida pois a desorganização tática somada a mediocridade de seus jogadores fez com que o Corinthians passasse sufoco com os contra-ataques do Grêmio, que apesar de mostrar disposição ao longo da partida deu sinais evidentes de relaxamento no final dando a impressão de que se os paulistas fossem mais objetivos o gol poderia até acontecer.

Em toda a segunda etapa os alvi-negros deram UM chute apenas contra a meta de Marcelo Grohe, que praticamente não tocou na bola. Os minutos iam passando o nervosismo aumentando e a Fiel orava e chorava por um gol salvador, que acabou não saindo e com isso 30 milhões de corintianos foram as lágrimas quando o árbitro Alício Pena Júnior encerrou a
partida.


Os jogadores em prantos tentaram se desculpar com a torcida que aplaudiu o esforço do time ( que não pode ser culpado, afinal todos sabem que eles são limitadissimos e mostraram raça até o fim) e revoltada criticou muito a MSI, Dualib, Nesi Curi e Renato Duprat os maiores responsáveis por todo esse escândalo sobre lavagem de dinheiro que aconteceu no Parque São Jorge.

Apesar da incompetência alvi-negra e posteriormente a merecida salvação goiana com todos os méritos, ficou no ar um sentimento de injustiça pois o time do Goiás não merecia de maneira alguma permanecer na séria A devido a esse futebol rídiculo apresentado em toda a competição já os outros que cairam não se discute, o América era certeza até o torcedor mais fanático não tinha esperanças, o Juventude e o Paraná oscilaram muito durante a competição com campanha regular no primeiro turno mas desastrosa no segundo.


Mas como nem o futebol faz justiça, o Goiás continua na primeira divisão e o Timão vai encarar o inferno da segundona

16 setembro 2008

Quem é vivo sempre aparece


Tentando colocar um ponto final nas duras criticas que o setor defensivo vem sofrendo, o Palmeiras anunciou nesta terça-feira a contratação do experiente zagueiro Roque Junior, que estava no Al-Rayyan do Catar.

O beque de 32 anos que teve excelente passagem pelo clube e foi pentacampeão com a seleção brasileira na Copa de 2002, chega para suprir a ausência de Jéci, que ficará de fora dos gramados até o fim desse ano.

Com contrato até o fim de 2008, o Palmeiras faz uma aposta de risco talvez nem por sua idade um pouco avançada e sim devido a seu histórico recente de fracassos em suas últimas equipes, aonde teve passagens meteóricas e desastrosas como no Leeds United da Inglaterra, até chegar ao mundo dos petrodólares, onde teve uma temporada sem brilho. Isso sem contar as seguidas lesões no joelho que o jogador tem sofrido, diversas vezes antes de acertar com uma equipe o beque foi visto no Reffis do São Paulo se tratando.

Mas ainda há esperança de que o zagueiro consiga reeditar os tempos de grande futebol, quando atuava com a camisa alviverde e ganhou notoriedade mundial e a bela Copa do Mundo que realizou em 2002, onde foi um dos destaques do time na final contra a Alemanha.

Uma coisa é certa, a equipe do Palmeiras já ganha em experiência e conta com mais união no elenco, porque Roque é um jogador carismático e que conhece como poucos a equipe de Palestra Itália, além disso, irá se reencontrar com Marcos com quem jogou a Copa e no próprio Palmeiras.

Melhor do que Jeci e Gladstone, ele nem precisa provar que é. Entretanto para abocanhar uma vaga na equipe principal terá que suar a camisa porque David (o melhor defensor do elenco) está voltando, Mauricio tem se destacado em seus últimos jogos e Gustavo já é nome certo.

26 agosto 2008

Quando eu era grande...

O Santa Cruz Futebol Clube, um dos mais populares times do Nordeste acaba de escrever o capítulo mais trágico e triste de sua história. Após ser rebaixado das séries A e B, o clube coral repete a dose e amarga o terceiro descenso seguido nos últimos três anos, marcando presença na mais nova divisão do campeonato brasileiro a série D.

A data de 28 de agosto de 2008 ficará marcada para sempre na memória do clube e dos mais de 18 mil torcedores do Santa que presenciaram um empate em 1x1 no Arruda contra o Campinense, que praticamente jogou a pá de cal na equipe pernambucana provocando a ira e a lágrima da torcida que parecia não acreditar no que acontecia.

O presidente Edson Nogueira responsável pelos resultados negativos dos últimos dois anos foi um dos maiores alvos. Mas para quem considera a queda como algo surpreendente se engana, o Santa desde sua primeira queda em 2006 na série A entrou em parafuso, não conseguindo mais encontrar o rumo certo, jogadores importantes como Carlinhos Bala e Junior Maranhão que apesar da pior campanha do brasileirão se destacaram, deixaram o clube. Times de aluguel passaram a ser montados e falta de critério para contratações e planejamento afundaram o clube em dividas.

O sinal de alerta já tinha sido tocado com a pífia campanha no campeonato pernambucano quando o Santa não conseguiu se classificar para a segunda fase e caiu para o hexagonal da morte onde se livrou da queda. Mas mesmo com todas as evidências de que o time era fraco e que não conseguiria muita coisa na terceirona, o pessoal que comanda a equipe apenas ficou parado de braços abertos esperando que um milagre acontecesse e salva-se a equipe, só que ele não veio e a humilhação que era eminente aconteceu e o Santa é a primeira equipe que já disputou a primeira divisão a jogar a série D e a equipe que teve o maior número de quedas de divisões de uma tacada.

O Santa Cruz detentor de vinte e quatro títulos pernambucanos, quarto colocado no campeonato brasileiro de 1975, campeão da taça norte\nordeste de 1967 e que já revelou jogadores campeões mundiais como Rivaldo e Ricardo Rocha alem do folclórico Zé do Carmo, entristece cada vez mais os torcedores nordestinos que são conhecidos pela sua paixão pelo futebol e a torcida do coral deverá ter muita força para conseguir levantar novamente essa grande equipe.

23 janeiro 2008

Até onde vai a paixão e entra a loucura do torcedor ?

Os torcedores do Guarani não agüentando mais tanta desorganização, rebaixamentos, humilhações e times medíocres decidiu dar um basta nisso com uma proposta no mínimo inusitada: um jogo entre a torcida contra o ‘’bando’’ do Guarani (porque isso não pode ser chamado de time) para provar de uma vez por todas para a diretoria a fragilidade de seu elenco.

A idéia do jogo em si não é novidade, pois a torcida do Palmeiras em 2006, ano em que a equipe quase retornou a Série B, propôs o mesmo, mas a diretoria rapidamente se recusou a participar dessa palhaçada toda.

O que chama mais a atenção são as exigências impostas pelos torcedores campineiros:
1- Os torcedores têm que jogar com o uniforme oficial, alegando que os jogadores não merecem usar o mesmo.
2- Se algum jogador do time dos torcedores se destacar, terá que ser contratado para reforçar a equipe.
3- E por fim se os torcedores vencerem a partida exigem entrar em campo no domingo contra a equipe do Noroeste, no lugar dos jogadores.

Os interessados em participar desse ‘’espetáculo’’ estão sendo recrutados pela internet através de sites de relacionamento da torcida campineira.

E pensar que nos anos 90 o time do Guarani era uma das principais potências do futebol nacional. Sempre revelando grandes jogadores como Djalminha,Amoroso, Luizão, Martinez entre tantos outros. Só que de uns anos para cá a incompetência da diretoria que parou de investir na base e começou a fazer um ‘’caixa dois’’ fizeram o time entrar num buraco sem fim, afundado em dividas e sem aquele brilho que tinha antigamente (hoje é visto como um time pequeno) só consegue reforços desconhecidos e sem destaque. Tanto é que sua participação no Paulistão só foi notada devido a seu jogo de estréia contra o também decadente Corinthians, hoje é do mesmo nível do Rio Claro, Mirassol.

Essa idéia só conturba ainda mais o clima e causa um grande mal-estar na equipe que já está com a estima lá no chão. Mesmo sendo enormes as chances dos torcedores vencerem a partida porque o time é terrível, um dos piores de toda a história, a proposta acaba sendo um tremendo desrespeito com os atletas que nada tem a ver com a situação. Sim eles são ruins, muito ruins por sinal, mas eles têm noção disso jogando com vontade e se entregando em campo para compensar a falta de qualidade, mas as limitações falam mais alto e a culpa é de quem os contratou isso sim.

O pior é que a diretoria ainda pensa no assunto, inadmissível, deveria cortar essa idéia logo que ela foi lançada. Porque tal partida iria ser uma vergonha para todos os envolvidos só por sua realização. Os jogadores só tendem a perder com isso, pois há o risco de lesões, e uma eventual derrota acabaria com suas imagens numa eventual transferência, sendo motivo de piada por perder para torcedores.

Se vencerem não fizeram mais que a obrigação e a torcida continuará xingando e menosprezando a equipe, se a torcida pelo menos se propusesse a dar tranqüilidade e respaldo a equipe após o jogo era até de se pensar mas esse fato que não irá acontecer.

A fase do Guarani é delicada, com uma equipe bizonha, porém jovem o time precisa de calma e respaldo de seus torcedores para tentar uma volta por cima na Terceirona seu principal objetivo.

O momento agora é de união e não de avacalhar com tudo como os torcedores querem. Se fosse assim a torcida do Corinthians deveria ter proposto um jogo contra sua equipe ano passado, porque ai sim seria vitória na certa porque o time era péssimo.

Aqui vai alguns dos jogadores que passaram pelo Guarani, (na maioria todos são pratas da casa) só para matar a saudades dos torcedores campineiros que hoje nada tem a comemorar.

Zetti, Valdir Peres, Mauro Silva, Edu Dracena, Wilson Gottardo , Zenon, Elano, Neto, Paulo Isidoro, Evair, Careca, Sonny Anderson e Ailton (que jogava no Werder Bremen), Telê Santana, Amaral, Mineiro e Edilson.

21 janeiro 2008

Dança dos Treinadores

E esse ano a dança dos técnicos começou mais cedo com a demissão precoce de Márcio Bittencourt no Juventus com apenas duas rodadas disputadas até agora pelo Paulistão 2008.

Após um empate sem sal com o Noroeste, que também demitiu seu treinador José Roberto Fescina e agiu rápido contratando o próprio Bittencourt para o lugar, e uma sacolada imposta pelo time do Marília foram o estopim da crise que se arrastava antes mesmo do começo do campeonato com o imbróglio que virou a renovação de contrato do atacante Márcio ''Brocador'' e algumas desavenças com o presidente que palpitava no time.

Para seu lugar a diretoria do Juventus agiu rápido e contratou Sérgio Soares, que dirigiu o Ramalhão na Série B do ano passado e num passa de um treinador meia boca. O grande problema agora é que com sua saida muitos dos reforços que vieram com seu aval estão com futuro incerto no clube casos de Vampeta, Allan Dellon e Fernando Diniz que vieram por causa do ex-treinador.

O certo é que o time mooquense vai penar nesse Paulistão porque essa troca de treinador vai atrasar ainda mais o entrosamento da equipe que foi muito alterada em relação ao ano passado e por isso a manutenção na série A já será uma importante conquista.

05 janeiro 2008

Transações


Santos: A frase de Leão em sua apresentação diz tudo: ‘‘Em 2002 a situação era sabida, hoje ela não era”. O treinador deu a entender que foi enganado pela diretoria que deve ter prometido a ele uma equipe competitiva e forte para a disputa da Libertadores, fato que não deve ocorrer e a aposta do time da baixada mais uma vez deve ser a base, mas será que vem ai uma nova dupla Diego e Robinho ?

Até agora dois jogadores chegaram na Baixada o zagueiro Evaldo que já passou pelo Grêmio e o carniceiro Marcinho Guerreiro que estava na Ucrânia. Acho que nem preciso dizer que é pouco para um time que tem alguma ambição em relação a títulos, as perdas também foram poucas os meias Pedrinho que foi para Arábia e Petkovic, o lateral Baiano, o zagueiro Leonardo e o atacante Marcos Aurélio já se despediram do clube.

O problema são as indefinições com relação a renovações de contrato e de reforços. Fabão, Nenê e Eder Luis são os mais comentados até agora.

Grêmio: Após a saída do técnico Mano Menezes, quem assumiu a bucha foi Vagner Mancini que teve ótima passagem pelo Paulista, que era bom time em suas mãos e hoje é uma catástrofe. Chegaram o meia Peter (Figueirense), goleiro Victor (Paulista), volante Junior (Flamengo) e atacantes André Luís (Caxias), Tadeu (Juventude) e o colombiano Perea (Bordeaux). Bom com esses reforços o time vai passar um sufoco enorme, porque são todos jogadores de nível medíocre para mediano e além do mais Patrício, Ramon, Tcheco, Saja, Sandro ‘’Sanguinário’’ Goiano, Galatto e possivelmente Diego Souza estão de saída com isso à necessidade de reforços de peso só tende a aumentar e com o que chegou só resta aos torcedores gremistas choraram e esperarem por um milagre.

Inter: Manteve a base, perdeu poucos jogadores (Elder Granja, Christian, Michel) que pouco jogavam ou nem entravam e com relação às novas caras, elas devem ser compostas por jogadores que voltam de empréstimo e pelo lateral direito colombiano Bustos que está bem encaminhado e vem sendo um dos destaques de sua Seleção.

Cruzeiro: Contratou um caminhão de gente só que todos desconhecidos, os mais conhecidos são Fabrício ex-volante do Corinthians e o lateral direito Apodi, um dos destaques do Vitoria na Série B. O novo comandante será Adilson Batista e assim como a avalanche de contratações, as dispensas também foram em baceata com 16 jogadores deixando à Toca da Raposa.

Atlético Mineiro: Saiu Leão e veio Geninho para comandar o Galo em 2008 e com ele chegaram muitos jogadores poucos conhecidos, o maior destaque foi à qüinquagésima volta do atacante Marques (que está parecendo um aidético de tamanha magreza e falta de animo, a cada ano ele volta mais deteriorado). Saíram jogadores importantes como Marcinho e Coelho, mas no mais o time não perde muito sua cara.

Transações


Corinthians: Umas das equipes que resolveram abrir os cofres, ao todo 9 jogadores chegam ao Parque São Jorge para enfrentar o martírio da segundona os nomes são:os meias Marcel (embora digam que passou pelo Palmeiras não o considero jogador de lá,pois não completou nem quatro meses de time)ex-Juventude ou Náutico rodou tanto que na verdade estou na dúvida, Rafinha (QUEM ????), o uruguaiu Beto Acosta que veio do Náutico e é uma das maiores apostas do mercado, os zagueiros Chicão do Figueirense (bom jogador e com técnica), Valença do Náutico (tem raça), o chileno Suarez ( incógnita) e Willian do Grêmio ( é forte e completa bem Chicão) e os atacantes Lima (apesar de não ter jogado nada no São Paulo, é uma boa) vindo de casa porque estava desempregado e o argentino Herrera ( é veloz, mas seu apelido é auto-explicativo ‘’Quase Gol’’) vindo do San Lorenzo. Isso sem contar na chegada do técnico Mano Menezes.

A faxina foi forte com 16 dispensas (o cana brava Vampeta, o sofrível lateral Edson, o zagueiro Zelão e o volante Ricardinho são os novos nomes, mais informações na postagem anterior sobre Mercado da Bola) e cabeças ainda devem rolar, pois Clodoaldo, Marcelo, Heverton e Fabio Ferreira ainda estão na corda bamba.

Palmeiras: Como torcedor me desanima ao falar que quase nada mudou em relação à postagem anterior, uma coisa mudou na verdade Elder Granja, que estava jogado na geladeira do Inter, chega para tentar exorcizar o fantasma de Arce na lateral direita que até hoje persegue os coitados que tentam, sem sucesso se firmarem na posição.

Mas as especulações mudaram nada mais de Allan Kardec e Erandir ( GRAÇAS A DEUS), agora os nomes mais comentados são do meia Diego Souza que na ultima temporada jogou pelo Grêmio mas o sonho é difícil a concorrência é forte, os gaúchos e o São Paulo estão na parada e o Benfica pede um valor alto pelo atleta (5 milhões de euros) e o volante Rodrigo Souto que ainda não acertou sua renovação com o Santos pode desembarcar no Palestra para formar com Pierre e Martinez um belo meio campo.

São Paulo: Com o elenco praticamente fechado, o tricolor antes do começo do Paulistão tenta o acerto com o volante Fábio Santos que atua no Lyon, mas que não deve ocorrer porque o jogador está fazendo leilão e a diretoria não pretende pagar um alto valor por um jogador com um histórico marcado por confusões e o já mencionado Diego Souza.

Ah o volante Fernando, irmão de Carlos Alberto, teve seu contrato encerrado e saiu.

Atualizações - Contratações

Como os times brasileiros estão horríveis, as contratações não param e por isso as atualizações do mercado estão ai:

Fluminense: Após anunciar os nomes do atacante colombiano Falcao Garcia do River Plate e do volante Fabinho, que atua no Tolouse da França, o tricolor das laranjeiras desistiu de ambos alegando demora no acerto, preço alto e superlotamento na posição (os dois últimos são para Falcao). Com isso o time do Fluminense optou por Ygor, que já passou pelo Vasco e que jogava na Noruega para o lugar de Fabinho( vai entende a cabeça dos dirigentes, trocou-se um volante que sabe jogar por um cabeça de bagre que só sabe marcar e olhe lá) e anunciou a contratação do lateral esquerdo Gustavo Nery, que já estava cansado de São Paulo e agora vem passar ‘’férias’’ no Rio.

Botafogo: Após se desfazer de quase todo mundo,( o boêmio Zé Roberto, o artilheiro dos gols bonitos Dodô, o mil e uma funções Joilson, o bom zagueiro Juninho, o eterno reserva Roger, o promissor goleiro Julio César e Renato Silva que um dia já foi um bom jogador) o time anunciou seus reforços.

O pacotão em sua maioria é composto por ilustres desconhecidos, os que mais se destacam são: o zagueiro André Luiz que estava encostado no Cruzeiro, os laterais Zé Carlos e Triguinho vindos do Japão, o polivalente Abedi que ano passado defendeu o Vasco e o atacante Wellington Paulista, o Wellingol, como a torcida juventina conhece, que teve boa passagem pelo Santos e estava no Alavés da Espanha.

Vasco: Eurico Miranda resolveu cortar o dinheiro para contratações (uma idéia genial em vista que o seu time perdeu seus dois melhores jogadores Conca e Leandro Amaral e é fraco) e o facão correu solto pelo time da colina com a dispensa ou venda de 17 jogadores com mais destaque para: os goleiros Cássio e Silvio Luiz o mão de sabão, os laterais Guilherme, Rubens Junior e Thiago Maciel.

Em relação a reforços o Vasco está bem acanhado, até o momento vieram 9 atletas muitos são apostas e os mais conhecidos como o lateral Calisto, o goleiro Tiago, o volante Jonilson e o meia Beto ( O BOM FILHO À CASA TORNA PARTE 10) podem dar bons frutos.

04 janeiro 2008

Chinelinho na área, tá baratinho quem vai querer ????


O meio campista Roger é um jogador diferenciado, com grande técnica e passes milimétricos coloca a bola onde quer, sempre jogando de cabeça erguida é um clássico camisa 10 que todo time precisa, sabe prender a bola e acalmar o jogo com sua inteligência.

Um leigo (o chamado nó cego, termo mais usado hoje em dia) deve achar: Bom um jogador desse tipo deve ser titular em algum clube de ponta da Europa, ser titular de sua seleção e ser cobiçado por milhões de times, quem não vai querer um jogador desse tipo.

Mesmo com todos esses atributos, Roger está desempregado e com dificuldades extremas (não que ele se importe muito com essa situação) para encontrar um novo time que acolha tamanha incógnita. Ele que já foi comparado à Maradona, vive um inferno astral no quesito futebol, pois vem sendo achincalhado e rejeitado por todas as equipes grandes.

Primeiro foi o Corinthians que quer se livrar de seu ultimo galáctico, já que depois de muita luta se livrou do ex-jogador em atividade Gustavo Nery que é preguiçoso, mascarado e não joga muita coisa para se dar ao luxo para tanto. Depois foi a vez de ouvir tanto NÃO, que os dirigentes alvinegros ficaram até de orelha vermelha. Primeiro o Botafogo que não aceitou a troca de Roger por Lúcio Flávio alegando que o jogador não se adequaria aos requisitos de Cuca (jogadores com gana e vontade), depois foi a vez do Flamengo, clube que Roger atuou ano passado e que preferiu não renovar seu empréstimo ( 800 mil e levava o jogador, preço até barato para um jogador do seu nível) dessa vez a desculpa foi a nova mentalidade da diretoria e por fim o Cruzeiro que não aceitou a troca pelo atacante Alecsandro.

As razões para essa queda constante e drástica na qualidade de seu futebol são inúmeras: Falta de profissionalismo (treina pouco e sem vontade), se machuca com uma facilidade inacreditável (o famoso bichado), tem fama de chinelinho e amarelão (a primeira por viver no departamento médico, a segunda em decorrência do pênalti perdido contra o Figueirense pela Copa do Brasil em 2005 quando isolou sua cobrança de pênalti embora muitos considerem que a perda tenha sido proposital para derrubar o técnico argentino Daniel Passarela), ganhou o apelido de Roger Galisteu, devido ao seu namoro com atrizes famosas (primeiro a própria Galisteu e agora Deborah Secco) e seu interesse nitidamente mais voltado para aparecer na mídia do que na área futebolística e não podemos esquecer seu salário astronômico (500 mil no mínimo).

Alguns jornalistas dão outra opinião e denominam de síndrome de Anna Kournikova. Como a tenista, Roger sofre com muitas lesões e com isso acaba tendo muito tempo disponível para aparecer na mídia e em eventos. E com isso acaba recebendo tanto dinheiro como quando joga. Isso sem falar que fora dos gramados ele não tem que correr, brigar, se cansar ele tem que encarar apenas os flashes que tanto gosta.

O que chama a atenção e preocupa é que Roger tem um futebol de encher os olhos, é um baita jogador isso quando tem vontade de jogar o que é extremamente raro. Apesar de sua inconstância teve ótimas passagens pelo Fluminense e pelo próprio Corinthians sendo decisivo nessas equipes. Roger é novo, ainda tem 29 anos (idade onde a maioria dos jogadores está no seu auge), mas precisa se decidir se joga bola ou vai ficar com os flashes.

Ainda há uma chance para mostrar seu valor, o Atlético Mineiro se mostrou interessado em seu futebol e como o Corinthians quer se livrar de qualquer jeito do meia, ele iria a custo zero para os mineiros só arcando com os salários. Talvez essa seja a sua ultima chance, pois as portas estão se fechando e cada vez menos clubes acreditam em sua retomada aos bons tempos de futebol empolgante.

02 janeiro 2008

Juventus

Sendo um blog mooquense, tá faltando notícias sobre o bairro por isso vou estrear falando sobre o Clube Atlético Juventus, após conquistar de maneira heróica o título da taça Federação Paulista (Um Post Retrô contará mais detalhes sobre a partida, pois EU ACOMPANHEI TUDO DE PERTO E COMEMOREI MUITO MESMO) marcando o gol do título aos 48 do segundo tempo levando ao delírio os juventinos que compareceram em massa na Javari, o time da mooca tenta se ajeitar para encarar dois campeonatos complicados o Paulistão e a Copa do Brasil.



O grande problema do Juventus são seus times de ''aluguel'', que são formados apenas para a disputa de um determinado campeonato e desmantelados logo em seguida para a criação de um totalmente renovado. Com isso a adaptação dos novos jogadores é lenta e como o time é fraco tecnicamente o perrenho é grande. E nesse ano não foi diferente, os volantes Elias(Ponte Preta), Glauber e Almir(Ituano) já se despediram da equipe e a barca só tende aumentar com o goleiro reserva André Zuba que interessa o Paulista, que busca juntar os cacos na disputa da terceirona, os laterais Valdir e Joãozinho receberam sondagens isso sem mencionar no futuro incerto do técnico Márcio Bittencourt que recebeu uma proposta da Ponte Preta.

A manutenção dos atacantes Johnny e Márcio, o Brocador são fundamentais para o time principalmente do segundo que fez um excelente campeonato marcando gols e sendo o destaque do time na final contra a Linense.

Para amenizar as saídas o time da Javari contratou o atacante angolano Johnson, que estava encostado no Goías, o super cigano Fernando Diniz, que já passou por todos os times do mundo mas nunca se firmou em um deles e que provavelmente disputará o ultimo ano de sua carreira devido a sua idade pra lá de avançada, o volante Fernando Miguel que estava no hilário time do Goiás, o experiente zagueiro Dedimar (Santo André) que teve breve passagem pelo Palmeiras e o peso pesado Allan Dellon, vindo do Brasiliense.

Como a expectativa em torno do time não é das mais altas, o Juventus pode arrancar pontos importantes dos times grandes devido a seu preparo físico invejável, o seu grande diferencial.
O time não tem muita técnica e nem grandes jogadores, mas sobra raça e fôlego principalmente nas etapas finais das partidas onde o time conseguiu na maioria dos casos seus gols. No geral apesar do desmanche de todo seu meio de campo, o time ficou ainda mais forte com as novas caras, mas a pergunta que fica no ar é: Será que esses jogadores veteranos conseguiram driblar seus problemas físicos e acompanhar o ritmo mais forte dos garotos, porque qualidades eles tem mas o excesso de idade pode atrapalhar.